Quem mais entra com pedido de divórcio? Veja o perfil
Você sabia que o pedido de divórcio costuma partir mais de um perfil específico? Dados recentes mostram que gênero, idade e independência financeira influenciam diretamente quem decide encerrar o casamento.
Quem entra com o pedido de divórcio nem sempre é quem as pessoas imaginam.
Dados recentes e a prática do Direito de Família mostram que existem padrões bem definidos por trás dessa decisão, ligados a fatores como gênero, idade, tempo de casamento e autonomia financeira.
Entender esse perfil ajuda você a compreender melhor por que muitos relacionamentos chegam ao fim e quais cuidados jurídicos são essenciais nesse momento delicado.
Siga a leitura e entenda o que os dados revelam sobre quem mais pede divórcio no Brasil. Também entenda quais são as possibilidades desse procedimento nos dias de hoje!
Sabemos que questões jurídicas podem gerar dúvidas, e entender seus direitos é essencial para tomar decisões informadas. Em caso de dúvidas sobre o assunto, entre em contato: clique aqui!
Desse modo, pensando em te ajudar, preparamos este artigo no qual você aprenderá:
- Quem mais costuma entrar com pedido de divórcio no Brasil?
- O gênero influencia na decisão de pedir o divórcio?
- A idade e o tempo de casamento impactam quem pede o divórcio?
- A independência financeira interfere no pedido de divórcio?
- O perfil de quem pede divórcio mudou nos últimos anos?
- O que esse perfil revela sobre os conflitos que levam ao divórcio?
- Um recado final para você!
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Quem mais costuma entrar com pedido de divórcio no Brasil?
As mulheres são quem mais costuma entrar com pedido de divórcio no Brasil, especialmente nos casos em que há conflito entre o casal.
Dados amplamente divulgados pela imprensa, com base em estatísticas oficiais e levantamentos do Judiciário, indicam que elas iniciam a maioria dos pedidos, sobretudo nos divórcios litigiosos.
Em São Paulo, por exemplo, mais de 60% dos processos litigiosos em 2022 tiveram mulheres como parte responsável por dar início à ação.
Na prática, isso significa que, quando o casamento chega a um ponto de desgaste profundo e não há consenso, é mais comum que a mulher procure o Judiciário para formalizar o fim da relação.
Um exemplo recorrente é quando você vive uma rotina de conflitos, sente que o diálogo não avança e percebe que a situação está se tornando insustentável.
Nesses cenários, quem toma a iniciativa costuma ser quem sente maior urgência em resolver o impasse.
Do ponto de vista jurídico, é importante lembrar que não existe diferença de direitos entre homens e mulheres para pedir o divórcio.
Desde a Emenda Constitucional nº 66/2010, o divórcio é um direito potestativo, ou seja, basta a vontade de uma das partes para que ele seja concedido, independentemente da concordância do outro cônjuge.
O gênero influencia na decisão de pedir o divórcio?
Sim, o gênero influencia na decisão de pedir o divórcio, segundo dados sociais e jurídicos consolidados.
Isso não ocorre por uma questão legal, mas por fatores culturais, sociais e econômicos que afetam homens e mulheres de forma diferente dentro do casamento.
Na prática, muitas mulheres assumem uma carga maior de responsabilidades familiares e emocionais.
Quando percebem que o relacionamento não atende mais às expectativas mínimas de respeito, parceria ou estabilidade, tendem a buscar uma solução definitiva.
Já os homens, em média, demoram mais para formalizar a ruptura, mesmo quando a relação já está fragilizada. É comum, por exemplo, que você veja casais separados “de fato” há anos, mas sem divórcio formalizado.
Em muitos desses casos, a regularização só acontece quando uma das partes, frequentemente a mulher, decide resolver questões pendentes como partilha de bens, pensão ou guarda de filhos.
A iniciativa, portanto, está ligada à necessidade prática de segurança jurídica.
A idade e o tempo de casamento impactam quem pede o divórcio?
Sim, a idade e o tempo de casamento impactam diretamente quem pede o divórcio.
Dados do IBGE mostram que a média de idade no momento do divórcio é mais baixa entre mulheres do que entre homens, e que o tempo médio de duração dos casamentos antes da dissolução vem diminuindo ao longo dos anos.
Além disso, cresce no Brasil o chamado divórcio após os 50 anos, muitas vezes apelidado de “divórcio grisalho”.
Esse fenômeno ocorre quando você passou décadas em um casamento, os filhos já estão adultos e, ao olhar para o futuro, percebe que não quer manter uma relação apenas por hábito ou convenção social.
Nesses casos, o pedido de divórcio costuma estar ligado a:
- ▸Redefinição de projetos de vida
- ▸Busca por autonomia pessoal
- ▸Necessidade de reorganizar patrimônio e planejamento sucessório
Do ponto de vista legal, quanto maior o tempo de casamento, mais complexas tendem a ser as questões patrimoniais, o que reforça a importância de orientação jurídica desde o início para evitar prejuízos difíceis de reverter.
A independência financeira interfere no pedido de divórcio?
Sim, a independência financeira interfere diretamente no pedido de divórcio. Ter renda própria, acesso a recursos e autonomia econômica reduz barreiras práticas para encerrar um casamento que não funciona mais.
Na realidade, muitas pessoas permanecem em relações insatisfatórias por medo das consequências financeiras.
Quando você depende integralmente do outro cônjuge, o divórcio pode parecer inviável. Com maior independência, especialmente entre mulheres, essa percepção muda.
A experiência jurídica mostra que a decisão de pedir o divórcio costuma acontecer quando:
- Você consegue se manter financeiramente após a separação
- Tem condições de reorganizar moradia e rotina
- Consegue visualizar um recomeço sem dependência total
Ainda assim, é fundamental lembrar que a lei protege a parte economicamente mais vulnerável.
O Código Civil prevê mecanismos como pensão alimentícia entre ex-cônjuges, quando comprovada a necessidade, e regras claras sobre partilha de bens, conforme o regime adotado no casamento.
O perfil de quem pede divórcio mudou nos últimos anos?
Sim, o perfil de quem pede divórcio mudou de forma significativa nos últimos anos. Hoje, o divórcio é visto como um instrumento legal de reorganização da vida, e não mais como um tabu social.
Algumas mudanças são claras:
- ▸Aumento do número de mulheres que formalizam o pedido
- ▸Crescimento do divórcio em idades mais avançadas
- ▸Maior busca por soluções extrajudiciais, quando há consenso
Com a possibilidade do divórcio extrajudicial em cartório, prevista na Lei nº 11.441/2007 e regulamentada pelo Conselho Nacional de Justiça, muitos casais optam por uma solução mais rápida quando não há filhos menores ou incapazes e existe acordo.
Por outro lado, quando há conflito, o perfil de quem pede o divórcio revela maior preocupação com proteção jurídica imediata, evitando que o tempo agrave disputas patrimoniais ou familiares.
A demora em agir pode gerar perda de provas, uso indevido de bens e conflitos ainda mais complexos.
O que esse perfil revela sobre os conflitos que levam ao divórcio?
Esse perfil revela que o divórcio geralmente é o resultado final de conflitos acumulados, e não de uma decisão impulsiva.
Na maioria dos casos, quando você decide pedir o divórcio, o desgaste já é antigo e envolve múltiplos fatores.
Entre os conflitos mais comuns observados na prática jurídica, destacam-se:
- Desalinhamento de expectativas de vida
- Sobrecarga emocional e familiar
- Conflitos financeiros recorrentes
- Falta de diálogo efetivo
O fato de um dos cônjuges tomar a iniciativa revela, muitas vezes, uma tentativa de retomar controle sobre a própria vida e evitar danos maiores, inclusive emocionais e patrimoniais.
Do ponto de vista legal, agir no momento certo pode evitar litígios prolongados, custos elevados e decisões desfavoráveis.
Por isso, a análise individual do caso, com base na legislação aplicável e na realidade concreta do casal, é essencial para que o divórcio cumpra sua função de reorganização e não se transforme em uma fonte permanente de conflitos.
Um recado final para você!
Sabemos que o tema pode levantar muitas dúvidas e que cada situação é única, demandando uma análise específica de acordo com as circunstâncias de cada caso.
Se você tiver alguma questão ou quiser saber mais sobre o assunto, recomendamos a consulta com um advogado especialista.
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Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do escritório Valença, Lopes e Vasconcelos Advocacia
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