Lúpus dá direito ao BPC LOAS pelo INSS?

Entenda o que é o lúpus e como pessoas com essa doença autoimune podem ter direito ao BPC/LOAS, benefício assistencial para quem não pode trabalhar.

Lúpus dá direito ao BPC LOAS pelo INSS?
Lúpus dá direito ao BPC LOAS pelo INSS?

Conviver com lúpus significa lidar com crises imprevisíveis, fadiga extrema e, muitas vezes, o comprometimento de órgãos inteiros, tudo isso enquanto a rotina de trabalho e cuidado pessoal se torna cada vez mais difícil de sustentar. 

Reconhecido como um dos escritórios mais recomendados em Direito Previdenciário, o VLV Advogados já orientou diversas famílias que não sabiam quais direitos o lúpus pode garantir junto ao INSS. 

Neste guia, você entende quando o BPC LOAS é devido, quais outros benefícios existem e o que fazer diante de uma negativa.

Sabemos que esse tipo de dúvida chega em um momento de desgaste físico e emocional, e ter clareza sobre seus direitos ajuda a agir com mais segurança. Clique aqui para falar com um especialista do VLV Advogados.

Quem tem lúpus pode receber o BPC LOAS?

Tem direito ao BPC LOAS quem tem lúpus e comprova, ao mesmo tempo, impedimento de longo prazo e renda familiar baixa, conforme o artigo 20 da Lei nº 8.742/1993 (LOAS). 

O CID utilizado na perícia costuma ser o M32, referente ao lúpus eritematoso sistêmico, mas o diagnóstico isolado não garante o benefício: o que decide é como a doença limita a autonomia e o trabalho de forma duradoura, com pelo menos dois anos de duração. 

Hoje, o benefício corresponde a R$ 1.621,00 por mês, desde que a renda familiar por pessoa não ultrapasse R$ 405,25. O BPC LOAS não exige contribuição prévia ao INSS, o que o diferencia dos demais benefícios ligados ao impedimento de longo prazo.

O BPC por lúpus paga 13º salário ou vira pensão por morte?

Não. O BPC por lúpus não paga 13º salário nem vira pensão por morte para dependentes, porque é um benefício assistencial, e não previdenciário. 

Essa é uma confusão comum de quem também pesquisa sobre a aposentadoria por invalidez, que segue regras completamente diferentes. 

Vale reforçar essa diferença antes de decidir qual caminho seguir, já que cada um exige um conjunto próprio de requisitos.

Além do BPC, quais outros benefícios do INSS quem tem lúpus pode receber?

Além do BPC, quem tem lúpus e contribui para o INSS pode ter direito ao auxílio-doença, em crises temporárias, ou à aposentadoria por invalidez, quando a incapacidade é permanente. 

A diferença central entre os três está na exigência de contribuição prévia e no tipo de perícia envolvida.

Cada um desses caminhos exige documentação médica detalhada que mostre a evolução da doença, e a escolha do caminho certo depende do seu histórico de contribuição e da gravidade do quadro atual, avaliada em perícia médica.

Lúpus tem direito a isenção de carência no INSS?

Sim, em muitos casos o lúpus pode garantir isenção da carência de 12 contribuições normalmente exigida para auxílio-doença e aposentadoria por invalidez, mesmo não constando expressamente na lista oficial de doenças graves que dispensam a carência

A jurisprudência dos tribunais tem reconhecido essa lista como exemplificativa, e não fechada, admitindo a isenção quando a gravidade do lúpus é comprovada por laudos consistentes. 

Ainda assim, o INSS nem sempre reconhece isso na via administrativa, o que costuma exigir reforço na argumentação sobre as regras de carência do auxílio-doença para reverter negativas nesse ponto.

Menores com lúpus também têm direito ao BPC LOAS?

Sim, menores de idade com lúpus também podem ter direito ao BPC LOAS, desde que a doença comprometa seu desenvolvimento e as atividades do dia a dia

Nesses casos, os responsáveis legais precisam comprovar as limitações com laudos médicos detalhados, seguindo uma lógica parecida com a de outras crianças que dependem do benefício sem renda própria. 

A renda familiar per capita também é avaliada, e o CadÚnico da família precisa estar atualizado, exatamente como no processo de um adulto.

O que fazer se o BPC LOAS para lúpus for negado?

O que fazer se o BPC LOAS para lúpus for negado?
O que fazer se o BPC LOAS para lúpus for negado?

Se o BPC LOAS para lúpus for negado, o primeiro passo é entender o motivo exato da recusa antes de decidir o próximo caminho. 

Muitas negativas acontecem porque o laudo apresentado não descreve com clareza a frequência das crises e o quanto elas comprometem o trabalho e a rotina

Você pode apresentar recurso administrativo dentro do prazo de 30 dias, reforçando o pedido com laudos mais completos, ou buscar orientação para uma ação judicial, etapa em que uma nova perícia costuma analisar o histórico de crises com mais profundidade.

Foi o que aconteceu em um caso fictício, inspirado em atendimentos que recebemos: Camila (nome fictício), com lúpus eritematoso sistêmico e comprometimento renal, teve o BPC negado porque o laudo inicial não detalhava a frequência das crises nem o impacto no trabalho. 

Após reunir um relatório mais completo, com histórico de internações, o benefício foi concedido em recurso.

Motivos mais comuns de negativa nesses casos:

Cada crise de lúpus merece ser documentada com cuidado

Lúpus dá direito ao BPC LOAS pelo INSS?
Cada crise de lúpus merece ser documentada com cuidado

Cada pessoa vive o lúpus de um jeito diferente, com crises que variam em intensidade e frequência, e um laudo bem construído costuma ser o que separa a aprovação da negativa. 

Por isso, reunir provas detalhadas antes de dar entrada, ou logo após uma negativa, faz diferença real no resultado. 

Com atendimento 100% online em todo o Brasil, o VLV Advogados ajuda a organizar essa documentação com atenção aos critérios que a perícia mais observa. Se você tem dúvidas sobre o BPC LOAS por lúpus, clique aqui para falar com um especialista do VLV Advogados.

Como observa a advogada Dra. Rafaela Carvalho, do VLV Advogados: em casos de lúpus, o laudo precisa mostrar o padrão de crises ao longo do tempo, e não apenas o estado da pessoa no dia da consulta, porque é esse histórico que costuma convencer o perito.

Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do VLV Advogados.

Sobre a autora

A Dra. Rafaela Carvalho é advogada (OAB 61735) com atuação em direito Previdenciário, pós-graduada em Direitos Fundamentais e Justiça e com formação em Liderança pela Conquer Business School. Atualmente coordena a equipe jurídica do VLV Advogados.

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Autor

  • rafa menor

    Advogada com atuação em Direito Previdenciário 61.735 OAB/BA, pós-graduada em Direitos Fundamentais e Justiça e com formação em Liderança pela Conquer Business School. Atualmente coordena a equipe jurídica do VLV Advogados.

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