Como aumentar aposentadoria em 2026? Guia prático
Você sabia que o INSS pode estar pagando menos do que você tem direito? Aumentar aposentadoria é possível por caminhos legais, e em 2026, novas decisões do STF abriram portas que muita gente ainda não conhece.
Receber menos do que você realmente contribuiu ao longo de uma vida de trabalho é uma situação muito mais comum do que parece.
Falhas no cálculo, períodos de contribuição não computados, tempo especial ignorado e estratégias que poucas pessoas conhecem fazem com que muitos aposentados recebam menos do que têm direito.
O VLV Advogados, reconhecido como referência em Direito Previdenciário no Brasil, preparou este guia com as principais formas legais de aumentar a aposentadoria.
Se você quer entender o que pode ser feito no seu caso, continue lendo. Cada situação é única, e as possibilidades variam de acordo com o seu histórico de contribuições e o tipo de aposentadoria.
Sabemos que questões previdenciárias geram dúvidas, e conhecer seus direitos é o primeiro passo para garantir o que você merece. Se preferir já iniciar o seu atendimento: clique aqui para falar com um especialista do VLV Advogados!
O que fazer para aumentar o valor da minha aposentadoria?
Para aumentar o valor da aposentadoria, o ponto de partida é entender em que momento você está.
Se ainda está em fase de contribuição, existem estratégias que elevam a base de cálculo do benefício futuro; se já é aposentado, as possibilidades passam pela revisão do benefício concedido, pela correção de erros administrativos e por acréscimos previstos na legislação.
As principais formas de aumentar a aposentadoria pelo INSS são:
- Descarte das contribuições menores, para quem tem mais tempo de contribuição do que o mínimo exigido
- Aumento do valor das contribuições ao INSS, para elevar a média salarial que define o benefício
- Aproveitamento do tempo especial ou rural, que pode ampliar o tempo de contribuição contabilizado
- Revisão do benefício já concedido, quando há erros ou omissões no cálculo original
- Acréscimo de 25%, exclusivo para aposentados por incapacidade permanente que precisam de auxílio permanente
- Planejamento previdenciário, com a escolha da regra de transição mais vantajosa antes de pedir o benefício
A seguir, explicamos cada estratégia. Para dúvidas sobre o seu caso específico, você pode contar com a equipe da área de Direito Previdenciário do VLV: Fale conosco!
Quais são as principais estratégias para aumentar a aposentadoria?
1. Descarte das contribuições menores
O descarte de contribuições é uma estratégia que permite ao segurado excluir do cálculo do benefício os meses em que as contribuições foram menores, desde que o tempo mínimo de contribuição seja mantido.
Antes da Reforma da Previdência de 2019, o INSS descontava automaticamente os 20% menores salários. Com a Emenda Constitucional 103/2019, todos os salários desde julho de 1994 passaram a entrar no cálculo.
No entanto, o Tema 1.209 do STF confirmou que o segurado pode solicitar o descarte de contribuições baixas, desde que o tempo mínimo seja preservado.
Atenção: essa é uma decisão irreversível. Uma vez feito o descarte e concedida a aposentadoria, não é mais possível recuperar esse tempo de contribuição para qualquer outro fim.
Além disso, a regra atual exige que o divisor utilizado no cálculo seja de no mínimo 108 meses, o que encerrou a antiga estratégia de fazer uma única contribuição alta para inflar a média.
O descarte vale a pena quando o ganho na média salarial supera a eventual redução no coeficiente aplicado. Somente uma análise individualizada com simulações consegue confirmar isso.
Um erro comum que a equipe do VLV Advogados observa com frequência é o segurado aceitar o descarte sem entender as consequências.
Elle aumenta a média, mas reduz o tempo de contribuição e pode baixar o coeficiente. Por isso, a análise comparativa é indispensável antes de qualquer decisão.
2. Contribuir com valor maior ou por mais tempo
O INSS calcula a aposentadoria com base na média de todos os salários de contribuição desde julho de 1994. Quanto maior essa média e quanto mais anos de contribuição o segurado tiver, maior será o benefício.
Para autônomos, profissionais liberais e contribuintes facultativos, é possível contribuir com 20% sobre qualquer valor entre o salário mínimo (R$ 1.621,00 em 2026) e o teto do INSS (R$ 8.475,55 em 2026).
Isso impacta diretamente a média salarial e, por consequência, o valor do benefício futuro.
Para o MEI, a atenção precisa ser redobrada. O Microempreendedor Individual contribui por padrão com apenas 5% do salário mínimo, o equivalente a R$ 81,05 mensais em 2026.
Com essa alíquota, o MEI tem direito apenas à aposentadoria por idade no valor de um salário mínimo.
Para ter acesso a um benefício maior ou às regras de transição da aposentadoria por tempo de contribuição, é necessário fazer a complementação da contribuição por meio da Guia da Previdência Social (GPS), código 1910, pagando mais 15% sobre o salário mínimo. Em 2026, esse complemento equivale a R$ 243,15 mensais.
Quanto ao tempo de contribuição: o coeficiente aplicado sobre a média começa em 60% e aumenta 2% a cada ano que exceder o mínimo exigido (20 anos para homens e 15 anos para mulheres).
Cada ano a mais pode representar centenas de reais mensais no benefício pelo restante da vida.
3. Aproveitamento do tempo especial
Quem trabalhou em condições insalubres ou perigosas pode ter o período de atividade especial reconhecido e convertido em tempo de contribuição, o que aumenta o tempo total e eleva o coeficiente do benefício.
Em 3 de junho de 2026, o Supremo Tribunal Federal concluiu o julgamento da ADI 6309 e derrubou a exigência de idade mínima para a aposentadoria especial.
Com essa decisão, trabalhadores expostos a agentes nocivos podem requerer o benefício assim que completarem 15, 20 ou 25 anos de exposição, conforme o tipo de atividade, sem nenhum limite de idade.
O que o STF manteve: a proibição de converter tempo especial em tempo comum para períodos trabalhados após 12 de novembro de 2019.
Para períodos anteriores a essa data, a conversão ainda é permitida e pode ampliar o tempo de contribuição de forma significativa, especialmente para quem trabalhou em metalurgia, construção civil, saúde, vigilância ou outras atividades com exposição comprovada a agentes nocivos.
A verificação se uma atividade se enquadra como especial exige análise do PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário) e do LTCAT, documentos que devem ser solicitados ao empregador ou obtidos junto ao sindicato da categoria.
Tem como aumentar a aposentadoria depois de aposentado?
Sim, é possível aumentar a aposentadoria depois de aposentado.
As principais alternativas são a revisão do benefício por erros no cálculo, a revisão automática iniciada pelo próprio INSS em 2026 e o acréscimo de 25% para quem tem aposentadoria por incapacidade permanente e precisa de auxílio de terceiros.
Revisão do benefício e a revisão automática de 2026:
Se o INSS cometeu erros no cálculo do benefício, o segurado pode solicitar a revisão administrativa pelo portal ou aplicativo Meu INSS, pelo telefone 135 ou em qualquer agência do INSS. Os erros mais comuns que geram direito à revisão são:
- Salários de contribuição ausentes no CNIS por falha no envio de dados pelo empregador
- Períodos de trabalho especial ou rural que não foram reconhecidos corretamente
- Vínculos empregatícios registrados na Carteira de Trabalho que não constam no CNIS
- Sentenças trabalhistas com valores reconhecidos que não foram incorporados ao benefício
Prazo para revisão: o artigo 103 da Lei 8.213/1991 estabelece um prazo de 10 anos para pedir a revisão, contado a partir do mês seguinte ao primeiro recebimento do benefício. Quem está próximo desse limite deve agir com urgência.
Importante sobre a Revisão da Vida Toda: Em junho de 2026, o STF rejeitou por 7 votos a 3 o último recurso sobre o tema, encerrando definitivamente a possibilidade de recálculo de aposentadorias com contribuições anteriores a julho de 1994.
Quem ainda não ingressou com esse tipo de ação não tem mais respaldo jurídico para fazê-lo.
Revisão automática do INSS em 2026: a partir deste ano, o INSS passou a revisar benefícios de forma automática ao identificar inconsistências internas, cruzando dados do CNIS, da Carteira de Trabalho e das Varas Trabalhistas.
O aposentado pode acompanhar o andamento pelo portal Meu INSS e verificar se há alguma tarefa de revisão ativa em seu cadastro. Manter os dados atualizados é essencial para não perder notificações.
Segundo dados do INSS, atualmente 13,25 milhões de beneficiários recebem acima do piso nacional, o que torna a revisão e o planejamento ainda mais relevantes para quem deseja garantir o valor correto do benefício.
Como ganhar 100% na aposentadoria?
Para receber 100% da média das contribuições na aposentadoria, é necessário atingir o coeficiente máximo previsto na Emenda Constitucional 103/2019.
O cálculo parte de uma base de 60% e acrescenta 2% para cada ano de contribuição que exceder o tempo mínimo exigido.
Para homens, os 100% são atingidos com 40 anos de contribuição (20 anos mínimos mais 20 anos extras, a 2% cada). Para mulheres, o mesmo resultado é alcançado com 35 anos de contribuição (15 anos mínimos mais 20 anos extras).
Exemplo prático: uma mulher com 35 anos de contribuição e média salarial de R$ 4.000,00 receberia 100% desse valor, ou seja, R$ 4.000,00 mensais.
A mesma mulher com 25 anos de contribuição receberia apenas 80% (R$ 3.200,00). A diferença acumulada ao longo de 20 anos representa mais de R$ 192.000,00.
“O coeficiente de 100% é o ponto ideal para quem tem uma média salarial mais alta. Adiar a aposentadoria por mais alguns anos, quando a situação financeira permite, pode representar uma diferença muito significativa no valor recebido pelo resto da vida”, explica a Dra. Rafaela Carvalho, advogada especialista em Direito Previdenciário e coordenadora jurídica do VLV Advogados (OAB/BA 61.735).
Quais são as revisões mais comuns da aposentadoria?
Entre os pedidos de revisão mais frequentes, alguns se destacam por atingir um número maior de segurados:
- Revisão por períodos não computados: contribuições registradas na Carteira de Trabalho que não aparecem no CNIS e não foram consideradas no cálculo. A omissão pode resultar em aumento de R$ 200 a R$ 500 mensais no benefício, conforme perfil do segurado.
- Revisão por tempo especial não reconhecido: trabalhadores expostos a condições insalubres que não tiveram o período convertido corretamente. Para períodos anteriores a novembro de 2019, a conversão ainda é permitida.
- Revisão do buraco negro: aplica-se a benefícios concedidos entre 5 de outubro de 1988 e 5 de abril de 1991, período em que os salários de contribuição não foram corretamente atualizados.
- Revisão do buraco verde: aplicável a aposentadorias concedidas entre 1991 e 1994, com a mesma lógica de correção dos salários de contribuição.
- Revisão do teto: para quem se aposentou antes de 2003 e teve o benefício limitado ao teto previdenciário da época, pode haver possibilidade de reajuste.
Quais os documentos necessários para o aumento da aposentadoria?
Para solicitar a revisão ou o aumento da aposentadoria, os documentos exigidos variam conforme o tipo de pedido. De modo geral, o INSS costuma solicitar:
- Documento de identidade e CPF
- Comprovante de residência atualizado
- Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS)
- Extrato do CNIS atualizado, disponível no portal Meu INSS
- Documentos que comprovem períodos de contribuição não registrados
- PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário) e LTCAT, para quem trabalhou em atividade especial
- Laudos médicos detalhados, para quem solicita o acréscimo de 25%
- Comprovantes de recebimento de benefícios anteriores, quando houver
- Sentença trabalhista, se aplicável
A documentação completa e bem organizada é um dos fatores que mais influencia o resultado do pedido.
Erros ou lacunas são uma das principais causas de indeferimento. Para os casos que envolvem tempo especial, insalubridade ou revisões complexas, a orientação de um advogado previdenciário pode evitar retrabalho e acelerar a análise.
O que mudou em 2026 e qual o impacto na sua aposentadoria?
O que mudou em 2026
Abriu uma porta
Aposentadoria especial sem idade mínima: vale o tempo de exposição (15, 20 ou 25 anos).
Fechou uma porta
Revisão da Vida Toda encerrada. Novas ações não têm mais respaldo jurídico.
Exige atenção
O INSS revisa benefícios automaticamente. Mantenha seus dados atualizados no Meu INSS.
O ano de 2026 trouxe mudanças importantes para quem quer aumentar, planejar ou revisar a aposentadoria. Conhecê-las pode definir o próximo passo mais adequado para cada situação.
Novos valores em vigor desde fevereiro de 2026:
- Piso previdenciário (salário mínimo): R$ 1.621,00 (alta de 6,79%)
- Teto do INSS: R$ 8.475,55 (reajuste de 3,90%)
Regras de transição atualizadas para 2026 (conforme EC 103/2019):
- Regra da idade mínima progressiva: mulheres precisam de 59 anos e 6 meses; homens, de 64 anos e 6 meses
- Regra de pontos: mulheres precisam somar 93 pontos (idade + tempo de contribuição); homens, 103 pontos
STF derruba exigência de idade mínima para aposentadoria especial: Na ADI 6309, julgada em 3 de junho de 2026, o Supremo Tribunal Federal considerou inconstitucional a exigência de idade mínima para trabalhadores em atividades insalubres.
O benefício passa a ser concedido com base exclusivamente no tempo de exposição (15, 20 ou 25 anos).
Revisão da Vida Toda encerrada definitivamente: Em junho de 2026, o STF rejeitou por 7 votos a 3 o último recurso sobre essa tese.
Novas ações com base nessa estratégia não têm mais respaldo jurídico, e quem obteve o benefício com decisão judicial após 5 de abril de 2024 pode ter o valor reduzido.
Revisão automática de benefícios pelo INSS: O INSS passou a identificar e corrigir internamente erros de cálculo sem que o aposentado precise abrir o processo. O acompanhamento pode ser feito pelo portal Meu INSS.
Perguntas frequentes sobre como aumentar aposentadoria
Quem tem Alzheimer tem aumento na aposentadoria?
Sim, é possível. Quem tem Alzheimer, já recebe aposentadoria por incapacidade permanente e precisa de auxílio permanente de outra pessoa pode solicitar o acréscimo de 25% previsto no artigo 45 da Lei 8.213/1991. O pedido depende de aprovação em perícia médica do INSS.
A Revisão da Vida Toda ainda é possível?
Não. Em junho de 2026, o STF encerrou definitivamente essa tese com 7 votos a 3. Novas ações baseadas nessa estratégia não têm mais respaldo jurídico.
Qual é o prazo para pedir revisão da aposentadoria?
O prazo para pedir revisão da aposentadoria é de 10 anos a partir do mês seguinte ao primeiro recebimento do benefício, conforme o artigo 103 da Lei 8.213/1991.
Não perca o que você tem direito
Cada segurado tem um histórico único de contribuições, e o que representa a melhor estratégia para uma pessoa pode não ser o caminho certo para outra.
Aumentar a aposentadoria exige análise individual, conhecimento atualizado das regras e, em muitos casos, atuação jurídica para garantir que nenhum direito fique de fora.
O VLV Advogados, um dos escritórios mais recomendados em Direito Previdenciário no Brasil, conta com equipe especializada e atendimento 100% online em todo o território nacional para orientar cada cliente na estratégia mais adequada ao seu caso.
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Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do VLV Advogados
Sobre a autora
A Dra. Rafaela Carvalho é advogada (OAB 61735) com atuação em direito Previdenciário, pós-graduada em Direitos Fundamentais e Justiça e com formação em Liderança pela Conquer Business School. Atualmente coordena a equipe jurídica do VLV Advogados.
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