Como aumentar aposentadoria em 2026? Guia prático

Você sabia que o INSS pode estar pagando menos do que você tem direito? Aumentar aposentadoria é possível por caminhos legais, e em 2026, novas decisões do STF abriram portas que muita gente ainda não conhece.

imagem sobre como aumentar aposentadoria
Como aumentar sua aposentadoria: melhore o valor do benefício!

Receber menos do que você realmente contribuiu ao longo de uma vida de trabalho é uma situação muito mais comum do que parece. 

Falhas no cálculo, períodos de contribuição não computados, tempo especial ignorado e estratégias que poucas pessoas conhecem fazem com que muitos aposentados recebam menos do que têm direito.

O VLV Advogados, reconhecido como referência em Direito Previdenciário no Brasil, preparou este guia com as principais formas legais de aumentar a aposentadoria.

Se você quer entender o que pode ser feito no seu caso, continue lendo. Cada situação é única, e as possibilidades variam de acordo com o seu histórico de contribuições e o tipo de aposentadoria.

Sabemos que questões previdenciárias geram dúvidas, e conhecer seus direitos é o primeiro passo para garantir o que você merece. Se preferir já iniciar o seu atendimento: clique aqui para falar com um especialista do VLV Advogados!

O que fazer para aumentar o valor da minha aposentadoria? 

Para aumentar o valor da aposentadoria, o ponto de partida é entender em que momento você está.

Se ainda está em fase de contribuição, existem estratégias que elevam a base de cálculo do benefício futuro; se já é aposentado, as possibilidades passam pela revisão do benefício concedido, pela correção de erros administrativos e por acréscimos previstos na legislação.

As principais formas de aumentar a aposentadoria pelo INSS são:

A seguir, explicamos cada estratégia. Para dúvidas sobre o seu caso específico, você pode contar com a equipe da área de Direito Previdenciário do VLV: Fale conosco!

Quais são as principais estratégias para aumentar a aposentadoria?

1. Descarte das contribuições menores

O descarte de contribuições é uma estratégia que permite ao segurado excluir do cálculo do benefício os meses em que as contribuições foram menores, desde que o tempo mínimo de contribuição seja mantido.

Antes da Reforma da Previdência de 2019, o INSS descontava automaticamente os 20% menores salários. Com a Emenda Constitucional 103/2019, todos os salários desde julho de 1994 passaram a entrar no cálculo. 

No entanto, o Tema 1.209 do STF confirmou que o segurado pode solicitar o descarte de contribuições baixas, desde que o tempo mínimo seja preservado.

Atenção: essa é uma decisão irreversível. Uma vez feito o descarte e concedida a aposentadoria, não é mais possível recuperar esse tempo de contribuição para qualquer outro fim. 

Além disso, a regra atual exige que o divisor utilizado no cálculo seja de no mínimo 108 meses, o que encerrou a antiga estratégia de fazer uma única contribuição alta para inflar a média.

O descarte vale a pena quando o ganho na média salarial supera a eventual redução no coeficiente aplicado. Somente uma análise individualizada com simulações consegue confirmar isso.

Um erro comum que a equipe do VLV Advogados observa com frequência é o segurado aceitar o descarte sem entender as consequências.

Elle aumenta a média, mas reduz o tempo de contribuição e pode baixar o coeficiente. Por isso, a análise comparativa é indispensável antes de qualquer decisão.

2. Contribuir com valor maior ou por mais tempo

O INSS calcula a aposentadoria com base na média de todos os salários de contribuição desde julho de 1994. Quanto maior essa média e quanto mais anos de contribuição o segurado tiver, maior será o benefício.

Para autônomos, profissionais liberais e contribuintes facultativos, é possível contribuir com 20% sobre qualquer valor entre o salário mínimo (R$ 1.621,00 em 2026) e o teto do INSS (R$ 8.475,55 em 2026). 

Isso impacta diretamente a média salarial e, por consequência, o valor do benefício futuro.

Para o MEI, a atenção precisa ser redobrada. O Microempreendedor Individual contribui por padrão com apenas 5% do salário mínimo, o equivalente a R$ 81,05 mensais em 2026. 

Com essa alíquota, o MEI tem direito apenas à aposentadoria por idade no valor de um salário mínimo. 

Para ter acesso a um benefício maior ou às regras de transição da aposentadoria por tempo de contribuição, é necessário fazer a complementação da contribuição por meio da Guia da Previdência Social (GPS), código 1910, pagando mais 15% sobre o salário mínimo. Em 2026, esse complemento equivale a R$ 243,15 mensais.

Quanto ao tempo de contribuição: o coeficiente aplicado sobre a média começa em 60% e aumenta 2% a cada ano que exceder o mínimo exigido (20 anos para homens e 15 anos para mulheres). 

Cada ano a mais pode representar centenas de reais mensais no benefício pelo restante da vida.

3. Aproveitamento do tempo especial

Quem trabalhou em condições insalubres ou perigosas pode ter o período de atividade especial reconhecido e convertido em tempo de contribuição, o que aumenta o tempo total e eleva o coeficiente do benefício.

Em 3 de junho de 2026, o Supremo Tribunal Federal concluiu o julgamento da ADI 6309 e derrubou a exigência de idade mínima para a aposentadoria especial. 

Com essa decisão, trabalhadores expostos a agentes nocivos podem requerer o benefício assim que completarem 15, 20 ou 25 anos de exposição, conforme o tipo de atividade, sem nenhum limite de idade.

O que o STF manteve: a proibição de converter tempo especial em tempo comum para períodos trabalhados após 12 de novembro de 2019

Para períodos anteriores a essa data, a conversão ainda é permitida e pode ampliar o tempo de contribuição de forma significativa, especialmente para quem trabalhou em metalurgia, construção civil, saúde, vigilância ou outras atividades com exposição comprovada a agentes nocivos.

A verificação se uma atividade se enquadra como especial exige análise do PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário) e do LTCAT, documentos que devem ser solicitados ao empregador ou obtidos junto ao sindicato da categoria.

Tem como aumentar a aposentadoria depois de aposentado? 

Sim, é possível aumentar a aposentadoria depois de aposentado. 

As principais alternativas são a revisão do benefício por erros no cálculo, a revisão automática iniciada pelo próprio INSS em 2026 e o acréscimo de 25% para quem tem aposentadoria por incapacidade permanente e precisa de auxílio de terceiros.

Infográfico com formas de aumentar a aposentadoria após a concessão do benefício.
Tem como aumentar a aposentadoria depois de aposentado? 

Revisão do benefício e a revisão automática de 2026: 

Se o INSS cometeu erros no cálculo do benefício, o segurado pode solicitar a revisão administrativa pelo portal ou aplicativo Meu INSS, pelo telefone 135 ou em qualquer agência do INSS. Os erros mais comuns que geram direito à revisão são:

Prazo para revisão: o artigo 103 da Lei 8.213/1991 estabelece um prazo de 10 anos para pedir a revisão, contado a partir do mês seguinte ao primeiro recebimento do benefício. Quem está próximo desse limite deve agir com urgência.

Importante sobre a Revisão da Vida Toda: Em junho de 2026, o STF rejeitou por 7 votos a 3 o último recurso sobre o tema, encerrando definitivamente a possibilidade de recálculo de aposentadorias com contribuições anteriores a julho de 1994.

Quem ainda não ingressou com esse tipo de ação não tem mais respaldo jurídico para fazê-lo.

Revisão automática do INSS em 2026: a partir deste ano, o INSS passou a revisar benefícios de forma automática ao identificar inconsistências internas, cruzando dados do CNIS, da Carteira de Trabalho e das Varas Trabalhistas. 

O aposentado pode acompanhar o andamento pelo portal Meu INSS e verificar se há alguma tarefa de revisão ativa em seu cadastro. Manter os dados atualizados é essencial para não perder notificações.

Segundo dados do INSS, atualmente 13,25 milhões de beneficiários recebem acima do piso nacional, o que torna a revisão e o planejamento ainda mais relevantes para quem deseja garantir o valor correto do benefício.

Como ganhar 100% na aposentadoria?

Para receber 100% da média das contribuições na aposentadoria, é necessário atingir o coeficiente máximo previsto na Emenda Constitucional 103/2019

O cálculo parte de uma base de 60% e acrescenta 2% para cada ano de contribuição que exceder o tempo mínimo exigido.

Para homens, os 100% são atingidos com 40 anos de contribuição (20 anos mínimos mais 20 anos extras, a 2% cada). Para mulheres, o mesmo resultado é alcançado com 35 anos de contribuição (15 anos mínimos mais 20 anos extras).

Exemplo prático: uma mulher com 35 anos de contribuição e média salarial de R$ 4.000,00 receberia 100% desse valor, ou seja, R$ 4.000,00 mensais. 

A mesma mulher com 25 anos de contribuição receberia apenas 80% (R$ 3.200,00). A diferença acumulada ao longo de 20 anos representa mais de R$ 192.000,00.

“O coeficiente de 100% é o ponto ideal para quem tem uma média salarial mais alta. Adiar a aposentadoria por mais alguns anos, quando a situação financeira permite, pode representar uma diferença muito significativa no valor recebido pelo resto da vida”, explica a Dra. Rafaela Carvalho, advogada especialista em Direito Previdenciário e coordenadora jurídica do VLV Advogados (OAB/BA 61.735).

Quais são as revisões mais comuns da aposentadoria? 

Entre os pedidos de revisão mais frequentes, alguns se destacam por atingir um número maior de segurados:

Quais os documentos necessários para o aumento da aposentadoria?

Para solicitar a revisão ou o aumento da aposentadoria, os documentos exigidos variam conforme o tipo de pedido. De modo geral, o INSS costuma solicitar:

A documentação completa e bem organizada é um dos fatores que mais influencia o resultado do pedido. 

Erros ou lacunas são uma das principais causas de indeferimento. Para os casos que envolvem tempo especial, insalubridade ou revisões complexas, a orientação de um advogado previdenciário pode evitar retrabalho e acelerar a análise.

O que mudou em 2026 e qual o impacto na sua aposentadoria?

O que mudou em 2026

Piso R$ 1.621,00
Teto do INSS R$ 8.475,55

Abriu uma porta

Aposentadoria especial sem idade mínima: vale o tempo de exposição (15, 20 ou 25 anos).

Fechou uma porta

Revisão da Vida Toda encerrada. Novas ações não têm mais respaldo jurídico.

Exige atenção

O INSS revisa benefícios automaticamente. Mantenha seus dados atualizados no Meu INSS.

O ano de 2026 trouxe mudanças importantes para quem quer aumentar, planejar ou revisar a aposentadoria. Conhecê-las pode definir o próximo passo mais adequado para cada situação.

Novos valores em vigor desde fevereiro de 2026:

Regras de transição atualizadas para 2026 (conforme EC 103/2019):

STF derruba exigência de idade mínima para aposentadoria especial: Na ADI 6309, julgada em 3 de junho de 2026, o Supremo Tribunal Federal considerou inconstitucional a exigência de idade mínima para trabalhadores em atividades insalubres. 

O benefício passa a ser concedido com base exclusivamente no tempo de exposição (15, 20 ou 25 anos).

Revisão da Vida Toda encerrada definitivamente: Em junho de 2026, o STF rejeitou por 7 votos a 3 o último recurso sobre essa tese. 

Novas ações com base nessa estratégia não têm mais respaldo jurídico, e quem obteve o benefício com decisão judicial após 5 de abril de 2024 pode ter o valor reduzido.

Revisão automática de benefícios pelo INSS: O INSS passou a identificar e corrigir internamente erros de cálculo sem que o aposentado precise abrir o processo. O acompanhamento pode ser feito pelo portal Meu INSS.

Perguntas frequentes sobre como aumentar aposentadoria 

Quem tem Alzheimer tem aumento na aposentadoria? 

Sim, é possível. Quem tem Alzheimer, já recebe aposentadoria por incapacidade permanente e precisa de auxílio permanente de outra pessoa pode solicitar o acréscimo de 25% previsto no artigo 45 da Lei 8.213/1991. O pedido depende de aprovação em perícia médica do INSS.

A Revisão da Vida Toda ainda é possível? 

Não. Em junho de 2026, o STF encerrou definitivamente essa tese com 7 votos a 3. Novas ações baseadas nessa estratégia não têm mais respaldo jurídico.

Qual é o prazo para pedir revisão da aposentadoria? 

O prazo para pedir revisão da aposentadoria é de 10 anos a partir do mês seguinte ao primeiro recebimento do benefício, conforme o artigo 103 da Lei 8.213/1991.

Não perca o que você tem direito

Advogada previdenciarista em atendimento online analisando o histórico de contribuições de um aposentado.
Não perca o que você tem direito

Cada segurado tem um histórico único de contribuições, e o que representa a melhor estratégia para uma pessoa pode não ser o caminho certo para outra. 

Aumentar a aposentadoria exige análise individual, conhecimento atualizado das regras e, em muitos casos, atuação jurídica para garantir que nenhum direito fique de fora.

O VLV Advogados, um dos escritórios mais recomendados em Direito Previdenciário no Brasil, conta com equipe especializada e atendimento 100% online em todo o território nacional para orientar cada cliente na estratégia mais adequada ao seu caso.

Se você tem dúvidas sobre como aumentar a aposentadoria, fale com um advogado especialista. Clique aqui para falar com um especialista do VLV Advogados!

Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do VLV Advogados

Sobre a autora

A Dra. Rafaela Carvalho é advogada (OAB 61735) com atuação em direito Previdenciário, pós-graduada em Direitos Fundamentais e Justiça e com formação em Liderança pela Conquer Business School. Atualmente coordena a equipe jurídica do VLV Advogados.

Direito Civil | Direito de Família | Direito Criminal | Direito Previdenciário | Direito Trabalhista | Direito Bancário

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Autor

  • rafa menor

    Advogada com atuação em Direito Previdenciário 61.735 OAB/BA, pós-graduada em Direitos Fundamentais e Justiça e com formação em Liderança pela Conquer Business School. Atualmente coordena a equipe jurídica do VLV Advogados.

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