Técnico morre em acidente de trabalho após queda durante instalação de ar-condicionado em Dourados

Um técnico morreu em Dourados após cair cerca de seis metros durante a instalação de um ar-condicionado, em um grave caso de acidente de trabalho que levanta questionamentos sobre a falta de equipamentos de segurança e a responsabilidade do empregador.

Imagem representando acidente de trabalho.

Técnico morreu em acidente de trabalho após queda em Dourados?

O acidente de trabalho ocorreu durante a instalação de um aparelho de ar-condicionado em um imóvel na cidade de Dourados, no Mato Grosso do Sul. O trabalhador caiu de uma altura aproximada de seis metros e morreu ainda no local.

Segundo informações da Polícia Civil, o técnico não utilizava nenhum equipamento de proteção individual no momento do acidente, o que agravou significativamente o risco da atividade.

A ausência de EPIs, como cinto de segurança, capacete e sistemas de ancoragem, é um dos principais fatores associados a acidentes de trabalho em serviços realizados em altura.

A legislação brasileira impõe ao empregador o dever de fornecer, fiscalizar e exigir o uso correto desses equipamentos, especialmente em atividades com risco elevado, como instalações em fachadas, telhados ou áreas externas.

O caso reforça um padrão preocupante: muitos trabalhadores acabam expostos a condições inseguras por falta de estrutura adequada, treinamento ou fiscalização. Nessas situações, o acidente de trabalho deixa de ser um evento imprevisível e passa a refletir falhas no cumprimento das normas de segurança. Em caso de dúvidas, procure orientação especializada: clique aqui.

Por que a falta de EPI agrava a responsabilidade no acidente de trabalho?

A legislação trabalhista e previdenciária estabelece que o empregador é responsável por garantir um ambiente de trabalho seguro. Quando ocorre um acidente de trabalho em atividades de risco, como serviços em altura, a ausência de equipamentos de proteção individual configura violação direta das normas de segurança.

Isso significa que, além do impacto humano e social da morte do trabalhador, o caso pode gerar consequências jurídicas para a empresa, incluindo indenizações por danos morais e materiais aos familiares, além de eventuais sanções administrativas e responsabilidades civis e até criminais.

O uso de EPI não é facultativo. Ele faz parte da obrigação legal de prevenção. Quando não há fiscalização ou fornecimento adequado, o acidente de trabalho deixa de ser um mero infortúnio e passa a indicar negligência.

Sim, deve responder e garantir indenização.

A empresa é responsável em acidente de trabalho?

O que muda quando o acidente de trabalho envolve falha de segurança?

Quando um acidente de trabalho ocorre em ambiente onde normas de segurança não foram cumpridas, a análise jurídica se torna mais rigorosa. A empresa pode ser responsabilizada por não adotar medidas capazes de evitar o risco, o que inclui a falta de treinamento, ausência de fiscalização e não fornecimento de equipamentos adequados.

No caso do técnico que morreu em Dourados, o fato de não utilizar nenhum EPI reforça o entendimento de que o risco poderia ter sido reduzido ou até evitado. Isso abre espaço para ações judiciais dos familiares, que podem buscar reparação pelos prejuízos financeiros e pelo sofrimento causado pela perda.

Além disso, o acidente de trabalho com morte também é comunicado aos órgãos competentes, o que pode resultar em investigações administrativas e criminais para apurar responsabilidades.

Como esse tipo de acidente de trabalho impacta a família da vítima?

A morte em um acidente de trabalho gera consequências profundas para os familiares, que muitas vezes perdem a principal fonte de renda e enfrentam dificuldades imediatas. A legislação prevê que dependentes possam ter direito à pensão por morte, além de indenizações quando há falha do empregador.

De acordo com a advogada especialista Dra. Rafaela Carvalho, “quando um trabalhador morre em um acidente de trabalho causado por falhas de segurança, a empresa pode ser responsabilizada civilmente. A ausência de EPI é um indicativo grave de negligência e reforça o direito dos familiares à reparação pelos danos sofridos.”

Esses casos mostram que o cumprimento das normas de segurança não é apenas uma obrigação formal, mas um dever essencial para proteger vidas. O acidente de trabalho, quando resultado de falhas evitáveis, revela a importância da fiscalização e do acesso à Justiça para garantir que os direitos das vítimas e de suas famílias sejam respeitados.

Um recado final para você!

Imagem representando um advogado para acidente de trabalho.

Em caso de dúvidas, procure assistência jurídica!

Sabemos que o tema pode levantar muitas dúvidas e que cada situação é única, demandando uma análise específica de acordo com as circunstâncias de cada caso.

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Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do escritório Valença, Lopes e Vasconcelos Advocacia.

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Autor

  • joao valenca

    •Advogado (43370 OAB) especialista em diversas áreas do Direito e Co-fundador do escritório VLV Advogados, empresa referência há mais de 10 anos no atendimento humanizado e mais de 5 mil cidades atendidas em todo o Brasil.

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