Comissão aprova Carteira Nacional para pacientes com doenças crônicas e raras e reforça acesso ao auxílio-doença
A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou projeto que cria a Carteira Nacional de Identificação para pacientes com doenças crônicas, raras e transplantados, documento que pode facilitar o acesso ao auxílio-doença e a outros direitos na área da saúde.
O texto aprovado institui uma carteira, preferencialmente em formato digital e de emissão gratuita, destinada a reunir informações essenciais de saúde de pessoas com doenças crônicas, raras e transplantados.
A proposta busca permitir que hospitais, unidades do SUS, médicos e até o INSS tenham acesso rápido a dados relevantes, como diagnósticos, tratamentos e medicamentos, o que pode impactar diretamente pedidos de auxílio-doença e outros benefícios por incapacidade.
A iniciativa tem origem em projeto da deputada Rogéria Santos, que destacou a dificuldade enfrentada por milhares de pacientes para comprovar sua condição clínica em atendimentos de urgência ou na análise de direitos previdenciários.
Na versão aprovada pela comissão, o texto foi simplificado e atribui ao Poder Executivo a regulamentação dos critérios técnicos, dos dados que constarão na carteira e das regras de proteção das informações, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados.
Parlamentares ressaltaram que a carteira não substitui laudos médicos ou perícias, mas funciona como um instrumento de apoio que organiza e centraliza informações relevantes. Em situações de afastamento do trabalho por doença, por exemplo, o documento pode facilitar a comprovação da condição de saúde, reduzindo entraves administrativos e atrasos na concessão do auxílio-doença. Em caso de dúvidas, procure orientação especializada: clique aqui.
Desse modo, pensando em te ajudar, preparamos este artigo no qual você aprenderá:
Por que a Carteira Nacional pode impactar o acesso ao auxílio-doença?
A proposta aprovada reconhece que pessoas com doenças crônicas, raras ou submetidas a transplantes enfrentam obstáculos recorrentes para demonstrar sua condição clínica de forma rápida e padronizada.
No contexto do auxílio-doença, essa dificuldade é ainda mais sensível, já que o benefício depende da comprovação de incapacidade para o trabalho, muitas vezes em situações de urgência ou vulnerabilidade.
Com a carteira, o paciente poderá apresentar, de forma organizada, informações sobre diagnósticos, tratamentos em andamento, medicamentos de uso contínuo e histórico médico relevante.
Isso tende a reduzir inconsistências entre documentos, agilizar perícias e evitar negativas baseadas em falta ou desencontro de dados. A medida também contribui para maior segurança jurídica, tanto para o segurado quanto para os órgãos que analisam o pedido.
Ao centralizar dados essenciais, a carteira fortalece a proteção social prevista no sistema previdenciário, garantindo que quem realmente precisa do auxílio-doença não seja penalizado por falhas burocráticas ou pela dificuldade de acesso a documentos médicos completos.
O que muda com a criação da Carteira Nacional para pacientes crônicos e raros?
Com a aprovação em comissão, o projeto avança para análise das Comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça antes de seguir ao plenário da Câmara. Se aprovado em todas as etapas, a Carteira Nacional passará a ser um documento oficial, de emissão gratuita e com regulamentação federal.
Na prática, isso pode representar mais rapidez no atendimento médico e maior facilidade na comprovação de condições de saúde perante órgãos públicos, inclusive o INSS.
Para quem depende do auxílio-doença, a existência de um documento padronizado pode reduzir retrabalho, perícias repetidas e atrasos no reconhecimento da incapacidade laboral.
Além disso, a medida tende a integrar melhor a rede pública e privada de saúde, permitindo que informações relevantes acompanhem o paciente em diferentes atendimentos, o que impacta positivamente tanto o cuidado médico quanto a análise de benefícios previdenciários.
Como essa mudança influencia a defesa em pedidos de auxílio-doença?
A criação da Carteira Nacional não elimina a necessidade de perícia médica, mas fortalece a base documental do segurado. Em pedidos de auxílio-doença, isso pode fazer a diferença entre uma concessão mais rápida e uma negativa baseada em dúvidas ou lacunas de informação.
De acordo com a advogada especialista Dra. Rafaela Carvalho, “muitos indeferimentos do auxílio-doença decorrem de falhas na comprovação da condição de saúde. Um documento nacional que reúna dados clínicos essenciais pode dar mais consistência ao pedido e reduzir conflitos entre laudos, prontuários e declarações médicas”.
Esse avanço reforça que, embora a Previdência exija critérios técnicos rigorosos, o sistema deve funcionar como instrumento de proteção social. Com documentação mais clara e organizada, o trabalhador doente ganha melhores condições de exercer seu direito ao auxílio-doença, enquanto o Estado passa a decidir com mais segurança e transparência.
Um recado final para você!
Sabemos que o tema pode levantar muitas dúvidas e que cada situação é única, demandando uma análise específica de acordo com as circunstâncias de cada caso.
Se você tiver alguma questão ou quiser saber mais sobre o assunto, recomendamos a consulta com um advogado especialista.
O suporte jurídico adequado é fundamental para que decisões sejam tomadas de forma consciente e segura. Clique aqui.
Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do escritório Valença, Lopes e Vasconcelos Advocacia.
Direito Civil | Direito de Família | Direito Criminal | Direito Previdenciário | Direito Trabalhista | Direito Bancário


