Posso assinar documentos jurídicos pela internet?
Hoje, muitos documentos jurídicos podem ser assinados pela internet com validade legal, desde que sigam regras específicas de identificação e segurança. A assinatura digital trouxe praticidade, mas exige atenção para evitar fraudes e problemas futuros.
Assinar documentos jurídicos online já é uma realidade no Brasil. Hoje, você consegue formalizar contratos, acordos e autorizações sem precisar imprimir nada.
E, além disso, tudo pode ser feito com segurança e rastreabilidade.
No entanto, é comum surgir a dúvida: isso realmente tem valor perante a lei? A resposta é sim, desde que respeitadas as regras previstas na MP 2.200-2/2001 e na Lei 14.063/2020.
Essas normas explicam como as assinaturas eletrônicas funcionam e em quais situações elas podem ser usadas.
Assim, o que importa não é o papel em si, mas a capacidade de provar quem assinou, quando assinou e se o documento foi mantido íntegro. Quando esses elementos estão presentes, o documento é plenamente válido.
Por isso, antes de dizer que “online não vale”, vale entender como o sistema funciona. Quando usado corretamente, o meio digital é eficiente, seguro e juridicamente reconhecido.
Sabemos que questões jurídicas podem gerar dúvidas, e entender seus direitos é essencial para tomar decisões informadas. Em caso de dúvidas sobre o assunto, entre em contato aqui!
Desse modo, pensando em te ajudar, preparamos este artigo no qual você aprenderá:
- Quais documentos jurídicos podem ser assinados online?
- Assinar documentos jurídicos online tem validade?
- Qual assinatura serve para documentos jurídicos?
- É seguro assinar documentos jurídicos pela internet?
- Como verificar se os documentos jurídicos são autênticos?
- Quando é melhor não assinar documentos jurídicos online?
- Um recado final para você!
- Autor
Quais documentos jurídicos podem ser assinados online?
Hoje, a maior parte dos documentos jurídicos pode ser assinada pela internet.
Contratos de prestação de serviços, acordos comerciais, termos de confidencialidade e declarações são exemplos comuns. Tudo isso pode ser feito sem cartório e sem papel.
Além disso, muitos documentos empresariais também migram para o digital. Atas de reunião, aditivos contratuais, declarações societárias e autorizações internas são facilmente assinados eletronicamente.
Em alguns casos, inclusive procurações e documentos mais formais podem ser assinados online. Contudo, é preciso avaliar o tipo de assinatura exigida e verificar se o órgão ou instituição aceita o formato eletrônico.
Portanto, a regra geral é: pode assinar online, salvo quando a lei exigir formalidade específica, como escritura pública ou procedimentos cartoriais. Nessas situações, a análise deve ser mais cuidadosa.
Assinar documentos jurídicos online tem validade?
Sim, assinaturas online têm validade jurídica.
A legislação brasileira reconhece a assinatura eletrônica e a assinatura digital como formas legítimas de manifestação de vontade, desde que cumpridos os requisitos técnicos e legais.
Na prática, isso significa que um contrato assinado digitalmente pode ser apresentado em juízo e produzir os mesmos efeitos que um contrato físico. O ponto central é garantir identificação, integridade e autenticidade.
A MP 2.200-2/2001 criou a estrutura técnica da ICP-Brasil, responsável pela assinatura digital qualificada. Já a Lei 14.063/2020 classificou os tipos de assinatura e estabeleceu as regras de uso.
Desse modo, não é a presença do papel que garante validade. É o conjunto de mecanismos que comprovam que o documento foi assinado corretamente e sem adulterações.
Qual assinatura serve para documentos jurídicos?
Nem toda assinatura online é igual. Por isso, a lei divide as assinaturas eletrônicas em três níveis: simples, avançada e qualificada.
Cada uma possui um grau diferente de segurança.
Primeiro, a assinatura eletrônica simples identifica o usuário com dados básicos. Ela é útil para documentos de menor risco e situações mais rotineiras. Porém, oferece menor presunção de autenticidade.
Depois, vem a assinatura eletrônica avançada. Aqui, há validações adicionais, como autenticação em duas etapas, biometria e registros técnicos detalhados. Assim, ela é indicada para documentos mais relevantes.
Por fim, temos a assinatura qualificada, com certificado ICP-Brasil. Esse é o modelo mais forte e, muitas vezes, equivalente a um reconhecimento de firma. É a escolha ideal para atos de maior formalidade ou risco jurídico.
É seguro assinar documentos jurídicos pela internet?
Sim, assinar documentos pela internet pode ser muito seguro. Em vários casos, é até mais seguro que o papel, justamente porque envolve criptografia, registros técnicos e certificação.
As plataformas confiáveis registram data, hora, IP, identidade do signatário e trilhas completas de auditoria. Assim, qualquer tentativa de alteração posterior fica visível e invalida o documento.
Por outro lado, a segurança depende de escolhas responsáveis. Usar plataformas reconhecidas, evitar links suspeitos e selecionar o tipo de assinatura adequado faz toda a diferença.
Portanto, quando o processo é feito corretamente, você não apenas assina mais rápido, como também mantém um nível de proteção elevado e juridicamente robusto.
Como verificar se os documentos jurídicos são autênticos?
Para verificar a autenticidade de um documento eletrônico, você tem várias opções. E, antes de qualquer coisa, é importante conferir se há assinatura digital ICP-Brasil.
Quando houver, você pode usar o portal VALIDAR, do ITI, que é um serviço oficial do governo. Basta enviar o arquivo e verificar se o certificado é válido e se o documento permanece íntegro.
Além disso, leitores de PDF, como o Adobe Acrobat Reader, permitem visualizar detalhes da assinatura, o certificado utilizado e eventuais alterações posteriores.
Assim, você consegue conferir a integridade com poucos cliques.
Já em plataformas privadas, existe normalmente um relatório técnico anexado ao documento. Ele mostra toda a trilha da assinatura e ajuda a reforçar a prova de autenticidade.
Quando é melhor não assinar documentos jurídicos online?
Apesar das vantagens, existem momentos em que é melhor evitar a assinatura online. Isso acontece principalmente quando há exigência legal de formalidade presencial ou cartorial.
Alguns atos, por exemplo, exigem escritura pública, testemunhas específicas ou procedimentos que ainda não são totalmente digitalizados. Nesses casos, a assinatura eletrônica pode não atender às exigências legais.
Além disso, quando o documento envolve alto risco financeiro, identidade duvidosa ou plataforma pouco confiável, a prudência recomenda reforçar a segurança.
Às vezes, a assinatura qualificada resolve. Em outras, é melhor revisar o procedimento.
Por fim, se as partes não se sentem seguras com o meio eletrônico, vale conversar e alinhar a forma de assinatura. Evitar conflitos futuros é sempre mais inteligente do que discutir validade depois.
Quando surgirem dúvidas, principalmente em documentos sensíveis ou de alto impacto, contar com apoio jurídico é o caminho mais seguro. Assim, você aproveita a facilidade da tecnologia sem abrir mão de proteção e segurança.
Um recado final para você!
Sabemos que o tema pode levantar muitas dúvidas e que cada situação é única, demandando uma análise específica de acordo com as circunstâncias de cada caso.
Se você tiver alguma questão ou quiser saber mais sobre o assunto, recomendamos a consulta com um advogado especialista.
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Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do escritório Valença, Lopes e Vasconcelos Advocacia.
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