Comissão aprova programa para combater cyberbullying contra pessoa com deficiência

A Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados aprovou proposta que institui um programa nacional para combater o cyberbullying contra pessoa com deficiência, com medidas voltadas à prevenção, acolhimento e responsabilização de práticas ofensivas no ambiente digital.

Imagem representando cyberbullying contra pessoa com deficiência.

Comissão aprova programa contra cyberbullying de pessoas com deficiência?

O texto aprovado propõe a criação de um programa integrado de enfrentamento ao cyberbullying dirigido especificamente a pessoas com deficiência, incluindo campanhas educativas, capacitação de profissionais e ações de apoio às vítimas.

A proposta atende a demandas de organizações da sociedade civil e especialistas em direitos humanos que apontam a vulnerabilidade ampliada de pessoas com deficiência no ambiente virtual, onde ataques, humilhações e exclusões podem se intensificar sem resposta adequada.

O programa prevê ainda a articulação entre órgãos públicos, empresas de tecnologia e instituições de ensino para implementar medidas educativas sobre o respeito às diferenças e a promoção de ambientes digitais mais seguros e inclusivos.

A intenção é reduzir a incidência de cyberbullying, ao mesmo tempo em que se fortalece a cultura de respeito e acessibilidade para pessoas com deficiência.

Segundo o relator da proposta, o enfrentamento ao cyberbullying deve levar em conta as especificidades vividas por pessoas com deficiência, que muitas vezes enfrentam estigmas, barreiras de comunicação e desafios adicionais de participação plena na sociedade, inclusive no meio digital. Em caso de dúvidas, procure orientação especializada: clique aqui.

Por que o combate ao cyberbullying contra pessoa com deficiência é uma prioridade?

O debate sobre a criação de um programa específico para enfrentar o cyberbullying contra pessoa com deficiência reflete a preocupação com o impacto psicológico, social e emocional que ataques virtuais podem causar.

Ao contrário de outras formas de discriminação, o cyberbullying muitas vezes ocorre de maneira anônima e massificada, dificultando a identificação de autores e a responsabilização por meio dos mecanismos legais existentes.

Pessoas com deficiência podem ser alvo de insultos, ridicularizações, exclusões e exposição de conteúdos ofensivos que agravam barreiras já existentes no convívio social.

Essa situação evidencia a necessidade de mecanismos de proteção que considerem a experiência singular dessas pessoas, assegurando respostas adequadas e efetivas.

Além disso, a ausência de políticas públicas robustas sobre o tema pode deixar lacunas de proteção, permitindo que práticas discriminatórias persistam sem acompanhamento institucional. O programa aprovado busca preencher essas lacunas com ações coordenadas e estruturadas.

Sim. A proposta fortalece a proteção às pessoas com deficiência.

O combate ao cyberbullying mudou?

O que muda com a aprovação do programa contra cyberbullying para pessoa com deficiência?

Com a aprovação da proposta, o programa deve estabelecer diretrizes claras para prevenção, detecção e resposta ao cyberbullying dirigido a pessoas com deficiência, incluindo campanhas de conscientização, treinamento de profissionais da educação e apoio psicológico às vítimas.

Na prática, a iniciativa vai promover parcerias entre setor público, sociedade civil e empresas de tecnologia para criar ambientes digitais mais seguros, implementando medidas preventivas como educação digital, uso responsável de plataformas e mecanismos de denúncia acessíveis a todos.

Além disso, a proposta incentiva a capacitação de equipes escolares e comunitárias para identificar e intervir em situações de cyberbullying, aumentando a rede de proteção de pessoas com deficiência em diferentes espaços da vida social e digital.

O fortalecimento dessas ações contribui para uma cultura de respeito e inclusão, reduzindo a exposição de pessoas com deficiência a práticas de exclusão, violência simbólica e hostilidades online.

Como a atuação em defesa de pessoa com deficiência deve integrar proteção digital e acesso ao BPC?

A aprovação de um programa nacional para combater o cyberbullying contra pessoa com deficiência representa um avanço essencial, mas sua efetividade depende também da garantia de outros direitos sociais, como o acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) previsto na Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS).

O BPC assegura a uma pessoa com deficiência de baixa renda o recebimento mensal de um salário mínimo quando comprovada incapacidade de prover sua própria manutenção ou depender da família, sem necessidade de contribuição prévia ao INSS.

Nesse contexto, a atuação em defesa dos direitos da pessoa com deficiência deve ser ampla e integrada. É fundamental não só coibir práticas discriminatórias e ofensivas online, como cyberbullying, mas também garantir que essas pessoas tenham acesso facilitado a benefícios assistenciais como o BPC, que pode representar uma base de sustento em situações de vulnerabilidade econômica.

De acordo com o advogado especialista Dr. João Valença, “a proteção de pessoas com deficiência não deve se limitar à responsabilização de autores de cyberbullying, mas incluir medidas que assegurem a inclusão social efetiva, como o acesso ao BPC/LOAS, apoio jurídico e assistência técnica para a defesa dos direitos fundamentais dessas pessoas.”

Esse entendimento reforça que a promoção de ambientes digitais seguros e a garantia de benefícios assistenciais caminham juntos na construção de uma sociedade mais justa e inclusiva, onde a pessoa com deficiência tem seus direitos protegidos em todas as esferas, desde a convivência online até o acesso à proteção social.

Um recado final para você!

Imagem representando um advogado para cyberbullying.

Em caso de dúvidas, procure assistência jurídica!

Sabemos que o tema pode levantar muitas dúvidas e que cada situação é única, demandando uma análise específica de acordo com as circunstâncias de cada caso.

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Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do escritório Valença, Lopes e Vasconcelos Advocacia.

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Autor

  • rafa menor

    •Advogada Especialista em Diversas áreas do Direito. Pós-graduada em Direitos Fundamentais e Justiça pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). Possui formação em Liderança pela Conquer Business School. Atualmente é coordenadora da equipe jurídica do VLV Advogados.

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