Homem pode receber pensão por morte? Confira!
Quando alguém querido falece, a dor vem acompanhada de muitas dúvidas, e uma delas costuma surgir em silêncio: homem pode receber pensão por morte?
A pensão por morte é um benefício pago pelo INSS para amparar financeiramente os dependentes de quem faleceu. Apesar disso, ainda existe muita dúvida quando o assunto envolve homens: será que eles também podem receber?
A legislação previdenciária mudou ao longo do tempo e, sem orientação, é comum que surjam inseguranças, pedidos negados e informações desencontradas.
Este artigo foi preparado para esclarece o que a lei realmente diz, em quais situações o homem pode ter direito e quais cuidados são importantes na hora de solicitar o benefício. Continue a leitura e veja, com clareza, como o tema funciona na prática.
Sabemos que questões jurídicas podem gerar dúvidas, e entender seus direitos é essencial para tomar decisões informadas. Em caso de dúvidas sobre o assunto, entre em contato: clique aqui!
Desse modo, pensando em te ajudar, preparamos este artigo no qual você aprenderá:
A pensão por morte depende do gênero?
Não. A pensão por morte não depende do gênero. O que importa é se você se enquadra como dependente do segurado que faleceu.
A Lei nº 8.213/1991, que regula os benefícios do INSS, determina no artigo 74 que a pensão é devida aos dependentes do segurado falecido. Já o artigo 16 lista quem pode ser dependente, sem diferenciar homens e mulheres.
Isso inclui:
▸cônjuge
▸companheiro ou companheira
▸filhos menores de 21 anos, ou inválidos, ou com deficiência
▸pais, quando comprovam dependência econômica
▸irmãos menores de 21 anos, inválidos ou com deficiência, também com dependência comprovada
Perceba que a lei usa termos neutros, como cônjuge e companheiro, deixando claro que não há privilégio por sexo. Se você é homem, mas cumpre as condições legais, o direito pode existir da mesma forma.
Imagine a situação: você era casado, a esposa contribuía para o INSS e veio a falecer. Mesmo que você sempre tenha trabalhado, pode ter direito, porque a lei não exige que o dependente seja mulher.
O foco sempre será a qualidade de segurado de quem faleceu e o enquadramento do dependente.
Em temas previdenciários, pequenos detalhes fazem diferença. Uma interpretação errada pode levar à negativa do benefício, mesmo quando existe direito.
Quando o homem tem direito à pensão por morte?
Você, homem, tem direito à pensão por morte quando se enquadra como dependente dentro das hipóteses previstas na lei e quando o segurado falecido possuía qualidade de segurado no momento do óbito.
As situações mais comuns são:
1. Homem como cônjuge ou companheiro
Se você era casado ou vivia em união estável, a lei presume dependência econômica. Não é necessário provar que dependia financeiramente. Basta comprovar o vínculo.
Exemplo: você morava com sua companheira há anos, ajudavam-se mutuamente, e ela faleceu. Havendo documentos que comprovem a união, o direito pode existir, mesmo que você também tenha renda.
2. Filho homem
O filho homem tem direito até os 21 anos, salvo exceções:
- inválido
- ou com deficiência
Aqui também há presunção de dependência. Não é preciso demonstrar gastos ou sustento.
3. Pai homem
O pai só recebe quando não há dependentes prioritários (como cônjuge e filhos) e quando comprova dependência econômica real. Isso exige documentos, movimentações financeiras, declarações e histórico de convivência.
4. Irmão homem
O irmão pode receber quando:
▸tem menos de 21 anos, ou é inválido ou com deficiência
▸prova dependência econômica
▸não existem dependentes de classes anteriores
Essas regras decorrem diretamente da Lei nº 8.213/1991 e de normas internas do INSS. Cada caso exige análise técnica, porque um detalhe pode afastar ou garantir o direito.
Em muitos pedidos negados, o problema não é a ausência de direito, mas a falta de documentos adequados. Por isso, contar com orientação jurídica pode evitar perdas que, depois, demoram anos para serem corrigidas.
Como o homem pode solicitar a pensão por morte?
Você solicita a pensão por morte diretamente ao INSS. Hoje, a maior parte dos pedidos acontece de forma digital, o que facilita, mas também exige atenção aos documentos.
O caminho mais comum é:
1. acessar o Meu INSS
2. escolher o serviço “Pensão por morte”
3. preencher os dados
4. anexar os documentos solicitados
Entre os documentos normalmente exigidos estão:
▸certidão de óbito
▸documentos pessoais
▸provas de casamento ou união estável, quando for o caso
▸provas de dependência econômica, quando a lei exigir
▸comprovantes de contribuições ou vínculos do segurado falecido
Em muitas situações, o INSS abre “exigências” solicitando documentos adicionais, perícias ou entrevistas. Quem não conhece o procedimento pode perder prazos ou apresentar documentos inadequados, o que prejudica o processo.
Pense em um exemplo comum: você era companheiro, mas não tinha escritura pública de união estável. O INSS pode negar o benefício se não houver outras provas.
A orientação de um advogado ajuda a organizar evidências corretas e apresentar o pedido de forma técnica, conforme as regras administrativas.
Além disso, a legislação sofre alterações frequentes. Um pedido feito com base em regra antiga pode ser indeferido. Agir com rapidez evita atrasos e pode impedir que valores se percam por prescrição.
Quanto tempo dura a pensão por morte do homem?
A duração da pensão por morte não depende do fato de o beneficiário ser homem. Ela depende de fatores como idade, tipo de dependente, tempo de união e contribuições do segurado.
1. Cônjuge ou companheiro homem
Se o casamento ou união estável tinha menos de 2 anos, ou se o segurado tinha menos de 18 contribuições, a pensão costuma durar 4 meses.
Quando há mais de 2 anos de união e pelo menos 18 contribuições, o tempo varia conforme a idade do dependente na data do óbito. Em faixas etárias maiores, o benefício pode chegar a ser vitalício.
Isso significa que duas situações semelhantes podem ter resultados diferentes. Um pequeno detalhe, como a data do início da união, pode mudar tudo.
2. Filhos homens
A regra é objetiva:
▸até 21 anos
▸sem limite em caso de invalidez ou deficiência, quando comprovada conforme critérios legais
3. Pais e irmãos homens
A duração depende da manutenção da dependência econômica e das regras específicas aplicáveis ao caso concreto. O benefício pode cessar se cessar a condição que justificou o pagamento.
Aqui, erros são comuns. Muitas pessoas deixam de comunicar mudanças e sofrem cobranças posteriores. Outras deixam de pedir porque acreditam que não teriam direito.
A avaliação jurídica ajuda a entender a regra correta, evitar suspensão indevida e garantir que o benefício seja solicitado dentro dos prazos.
Um recado final para você!
Sabemos que o tema pode levantar muitas dúvidas e que cada situação é única, demandando uma análise específica de acordo com as circunstâncias de cada caso.
Se você tiver alguma questão ou quiser saber mais sobre o assunto, recomendamos a consulta com um advogado especialista.
O suporte jurídico adequado é fundamental para que decisões sejam tomadas de forma consciente e segura. Clique aqui!
Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do escritório Valença, Lopes e Vasconcelos Advocacia
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