Posso trocar de advogado? Saiba como e quando!
Você está inseguro com o andamento do processo e pensa em trocar de advogado? Antes de decidir, é importante entender como isso funciona e quais cuidados tomar.
Muita gente começa um processo confiando no advogado escolhido, mas, com o tempo, passa a se sentir insegura, sem respostas claras ou sem saber o que está acontecendo.
Nessas situações, surge a dúvida: posso trocar de advogado?
Essa é uma situação mais comum do que parece e, quando existe falta de comunicação, perda de confiança ou divergência sobre a estratégia, é natural pensar em outra orientação.
O importante é entender que a troca é possível, mas precisa ser feita com cuidado. Saber quando faz sentido mudar e como fazer isso do jeito correto ajuda você a se proteger.
Sabemos que questões jurídicas podem gerar dúvidas, e entender seus direitos é essencial para tomar decisões informadas. Em caso de dúvidas sobre o assunto, entre em contato: clique aqui!
Desse modo, pensando em te ajudar, preparamos este artigo no qual você aprenderá:
Posso trocar de advogado?
Sim, você pode trocar de advogado, porque a lei não obriga ninguém a continuar com um advogado em quem já não confia mais.
Na prática, isso significa que, se você está se sentindo inseguro, tem o direito de buscar outro profissional para assumir o caso.
Porém, essa troca precisa ser cuidadosa. É importante saber que a troca de advogado não apaga os honorários combinados anteriormente: se havia contrato por escrito, o profissional antigo pode receber.
Também é fundamental avisar o novo advogado sobre tudo o que já foi pago e entregar cópia do contrato antigo, para que ele avalie se haverá algum acerto futuro entre os profissionais.
No processo, o novo advogado comunicará ao juiz que passou a representar você, juntando a nova procuração; em alguns casos, o advogado anterior também informa sua saída.
O mais importante é não abandonar o processo por conta da insatisfação: em vez de deixar prazos vencerem ou parar de responder, o caminho correto é organizar essa transição.
Quando devo trocar de advogado?
Decidir trocar de advogado não é algo que você faz por impulso, mas também não é preciso “aguentar até o fim” uma relação em que você não se sente bem atendido.
O ponto central é perceber se a falta de confiança, de comunicação ou de alinhamento está colocando em risco o seu caso ou a sua tranquilidade.
Vamos entender situações em que pode fazer sentido trocar de advogado!
- Quando você não recebe informações sobre o processo
- Quando o advogado some ou não responde nunca
- Quando há divergência grave sobre a estratégia do caso
- Quando você perde a confiança no profissional
- Quando há problemas com cobranças ou promessas
- Quando você se sente desrespeitado
- Quando o processo tem erros graves sem justificativa
Em resumo, você deve considerar trocar de advogado quando perceber que a relação deixou de trazer segurança, clareza e confiança mínima para seguir adiante com o seu caso.
Isso não significa agir no calor da emoção, mas avaliar com cuidado se os problemas são pontuais ou se tratam de um padrão.
Além disso, é importante você avaliar a situação também do ponto de vista do profissional: a culpa é dele ou do sistema judiciário? Pense com cuidado e converse com o advogado.
Como fazer para trocar de advogado?
Para trocar de advogado, o caminho mais seguro é fazer isso de forma organizada e formal, sem simplesmente “abandonar” o profissional atual nem deixar o processo parado.
Na prática, o primeiro passo é escolher o novo advogado, conversar com ele sobre o que já aconteceu no seu caso, mostrar documentos, contratos e decisões.
Em seguida, é importante verificar o contrato de honorários que você assinou com o antigo advogado, para entender se há valores já pagos.
Em muitos casos, o profissional que trabalhou até ali e já atuou no processo continua tendo direito a uma parte dos honorários.
Depois disso, normalmente se faz uma revogação de procuração, que é um documento escrito em que você informa que não quer mais ser representado por aquele advogado.
Esse documento pode ser feito com ajuda do novo advogado e, em alguns casos, é interessante comunicar formalmente o antigo profissional (por e-mail).
Em paralelo, você vai assinar uma nova procuração para o advogado que vai assumir o caso, autorizando-o a representá-lo no processo.
Assim, trocar de advogado não é complicado, mas deve ser feito com seriedade: escolha alguém de confiança, organize os papéis e respeite o que foi combinado em contrato.
Trocar de advogado gera multa ou taxa?
Trocar de advogado, por si só, não gera uma “multa automática” prevista em lei, mas isso não significa que não haverá nenhum custo envolvido.
O ponto central está no contrato de honorários que você assinou com o primeiro advogado.
Em regra, o profissional tem direito a receber pelos serviços que já prestou, mesmo que você decida não continuar com ele até o fim do processo.
Isso pode acontecer de duas formas:
- ou por meio de valores fixos já combinados
- ou por meio de honorários de êxito, quando foi acertado um percentual.
Ao trocar de advogado, o antigo pode continuar tendo direito à parte desse êxito, proporcional ao trabalho que realizou, e isso não é considerado “multa”, e sim pagamento pelo serviço.
Em alguns contratos, existe uma cláusula de rescisão prevendo um valor mínimo ou um acerto específico caso o cliente desista do serviço no meio do caminho.
Se essa cláusula for razoável e estiver clara, ela tende a ser válida, mas se for algo abusivo, desproporcional ou que praticamente “prenda” o cliente, pode ser questionada.
Além disso, podem existir despesas já feitas pelo advogado (custas, cópias, deslocamentos) que, dependendo do combinado, você terá que reembolsar.
O que não pode acontecer é o profissional criar uma “taxa surpresa” só porque você resolveu trocar, ou tentar impedir a mudança ameaçando o cliente com punições indevidas.
Quais cuidados ter ao trocar de advogado?
Trocar de advogado é um direito seu, mas não deixa de ser uma decisão delicada, porque envolve um processo em andamento e, muitas vezes, expectativas altas sobre o resultado.
Mais do que “sair de um e entrar com outro”, é importante organizar essa transição para não ter surpresas com honorários e garantir que o novo profissional entenda tudo.
Vamos listar, aqui, os principais cuidados ao trocar de advogado:
- Ler com atenção o contrato com o advogado atual
- Organizar todos os documentos do processo
- Escolher o novo advogado com critério
- Combinar bem os novos honorários
- Formalizar a revogação da procuração anterior
- Garantir que o novo advogado assuma perante o processo
- Observar se há prazos próximos ou audiências marcadas
- Evitar rupturas desnecessariamente conflituosas
Em resumo, trocar de advogado é um direito seu, especialmente quando a confiança foi abalada ou a comunicação não funciona mais.
Mas, para que essa escolha não traga novos problemas, é essencial cuidar do “como” essa troca será feita: entender o contrato antigo e escolher bem o novo profissional.
Com esses cuidados, você consegue reorganizar a condução do caso e seguir em frente com mais segurança, transparência e tranquilidade ao longo do processo.
Um recado final para você!
Sabemos que o tema pode levantar muitas dúvidas e que cada situação é única, demandando uma análise específica de acordo com as circunstâncias de cada caso.
Se você tiver alguma questão ou quiser saber mais sobre o assunto, recomendamos a consulta com um advogado especialista.
O suporte jurídico adequado é fundamental para que decisões sejam tomadas de forma consciente e segura.
Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do escritório Valença, Lopes e Vasconcelos Advocacia.
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