Continuei trabalhando doente por medo de demissão, posso ter o benefício negado?

Quando uma pessoa morre enquanto recebia aposentadoria, pensão ou outro benefício, é comum ficar dinheiro pendente no INSS. Esse valor não recebido não some e pode ser solicitado por quem tem direito.

Imagem representando trabalhar doente.

Trabalhei doente e posso ter o benefício negado?

Muitos trabalhadores seguem indo ao trabalho mesmo com problemas físicos ou psicológicos porque temem perder o emprego, sofrer represálias ou não conseguir se manter financeiramente. Esse comportamento, conhecido como presenteísmo, ocorre quando a pessoa está presente, mas sem condições reais de exercer suas atividades.

A precarização do trabalho, contratos frágeis e pressão por produtividade fazem com que o trabalhador esconda o adoecimento e evite se afastar, mesmo quando o corpo ou a mente já não suportam mais. Isso cria um paradoxo, a pessoa está doente, mas continua trabalhando, o que mais tarde pode ser usado pelo INSS para dizer que ela não estava incapaz.

O problema surge quando, depois de meses ou anos nesse ritmo, o trabalhador finalmente pede o afastamento e enfrenta um benefício negado, porque o histórico de trabalho ativo enfraquece a prova da incapacidade. Em caso de dúvidas, procure orientação especializada: clique aqui.

Quem corre mais risco de ter o benefício negado?

O maior risco recai sobre quem trabalha adoecido sem registro médico adequado. Quando o trabalhador não apresenta atestados frequentes, laudos consistentes e histórico de tratamento, o INSS pode concluir que a doença não o impedia de exercer suas funções.

Também estão em situação vulnerável pessoas com transtornos mentais, como ansiedade, depressão e burnout, porque esses quadros nem sempre geram afastamento imediato, mas reduzem progressivamente a capacidade de trabalho.

A continuidade no emprego, sem interrupções formais, passa a impressão de que a pessoa estava apta, mesmo quando estava adoecida, aumentando a chance de benefício negado.

Sim. Provas completas fortalecem o pedido e reduzem riscos na perícia.

Prova médica bem feita pode evitar benefício negado no INSS?

Como evitar o benefício negado quando você está doente

Quem adoece precisa construir prova médica desde o início. Isso significa buscar atendimento, fazer exames, obter laudos detalhados e registrar formalmente as limitações para o trabalho.

O afastamento pelo atestado médico é um direito e não pode ser tratado como fraqueza ou risco profissional. Pelo contrário, é o que protege o trabalhador na hora de demonstrar incapacidade ao INSS.

Quanto mais claro for o vínculo entre a doença e a impossibilidade de trabalhar, maiores são as chances de concessão do benefício.

O benefício negado não encerra o direito. É possível recorrer, pedir nova perícia e apresentar documentos complementares que expliquem por que o trabalhador, mesmo tendo continuado no emprego, já estava incapacitado.

Muitos indeferimentos ocorrem por falta de documentos, perícia superficial ou interpretação equivocada do histórico profissional. Esses erros podem e devem ser corrigidos.

Como esse cenário impacta quem precisa defender o direito ao benefício

A existência de um histórico de trabalho adoecido exige uma atuação técnica para mostrar ao INSS e, se necessário, à Justiça, que presença no trabalho não significa capacidade real.

De acordo com a advogada especialista Dra. Rafaela Carvalho, “quando o trabalhador continua trabalhando por medo de demissão, isso não significa que ele estava saudável. Pelo contrário, muitas vezes é um sinal de vulnerabilidade. Sem uma defesa técnica, o INSS tende a usar esse histórico para negar o benefício, mesmo quando há incapacidade real”.

Esse enfoque mostra que, em situações de adoecimento no trabalho, a regularidade jurídica e a prova médica são o que protegem o trabalhador contra a injustiça do benefício negado.

Um recado final para você!

Imagem representando um advogado para dissolução de união estável.

Em caso de dúvidas, procure assistência jurídica!

Sabemos que o tema pode levantar muitas dúvidas e que cada situação é única, demandando uma análise específica de acordo com as circunstâncias de cada caso.

Se você tiver alguma questão ou quiser saber mais sobre o assunto, recomendamos a consulta com um advogado especialista.

O suporte jurídico adequado é fundamental para que decisões sejam tomadas de forma consciente e segura. Clique aqui.

Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do escritório Valença, Lopes e Vasconcelos Advocacia.

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