Separei e não tenho como me sustentar, o que fazer?

Você se separou e não tem como se sustentar? A melhor alternativa é buscar a Defensoria Pública do seu Estado e pedir por pensão alimentícia!

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Separei e não tenho como me sustentar, o que fazer?

Enfrentar uma separação pode trazer muitos desafios e incertezas, especialmente quando um dos cônjuges depende financeiramente do outro.

Essa situação é ainda mais difícil em casos de dependência econômica causada por questões como idade, saúde ou falta de experiência profissional.

No entanto, é possível solicitar uma pensão ao ex-cônjuge para auxiliar durante essa fase, através da Defensoria Pública do seu estado.

Neste artigo, vamos explicar as alternativas legais para apoio financeiro, direitos de moradia e as medidas que a legislação brasileira oferece para te proteger!

Sabemos que questões jurídicas podem gerar dúvidas, e entender seus direitos é essencial para tomar decisões informadas.

O que fazer ao se separar sem ter para onde ir?

A separação, especialmente quando envolve dependência financeira do ex-cônjuge, pode deixar uma pessoa sem alternativas imediatas de moradia.

Em casos assim, o primeiro passo é buscar auxílio jurídico para entender os direitos e possibilidades. Neste caso, considerando a situação financeira, o advogado deve ser um defensor público.

Dependendo da situação, é possível solicitar pensão alimentícia transitória, que pode cobrir gastos essenciais, como moradia e alimentação.

Outra alternativa é recorrer à assistência social do município ou do estado, que, em situações de vulnerabilidade, oferece ajuda temporária, como alojamento emergencial e suporte financeiro.

Além disso, procurar auxílio de amigos ou familiares pode oferecer um apoio temporário até que a situação esteja resolvida legalmente.

Como se separar sem condições financeiras?

Quando uma pessoa não possui recursos para arcar com os custos do divórcio, ela pode se perguntar como se separar sem dinheiro? Nesse caso, a defensoria pública é uma opção viável.

A defensoria pública presta assistência jurídica gratuita para aqueles que comprovam insuficiência financeira e não tem como se sustentar, orientando desde o início do processo de separação e acompanhando o caso.

Esse suporte pode incluir a solicitação de pensão para o cônjuge que tem menos condições de se manter, o que é especialmente comum quando um dos parceiros depende financeiramente do outro.

Para tanto, busque a Defensoria Pública do seu estado e forneça todas as informações necessárias para dar entrada no seu divórcio gratuito.

O que a mulher tem direito quando se separa?

Os direitos de uma mulher em um divórcio dependem de fatores como o regime de bens e a situação econômica do casal.

Em regimes de comunhão parcial, por exemplo, há divisão dos bens adquiridos durante o casamento.

Além disso, se a mulher não tem uma fonte de renda que permita se sustentar após o término da união, é possível solicitar pensão alimentícia transitória.

Essa pensão visa assegurar o apoio necessário para a mulher reorganizar sua vida, podendo ser temporária até que ela consiga retomar sua independência financeira,.

O que é pensão alimentícia transitória?

A pensão alimentícia é um direito garantido pelo Código Civil Brasileiro para os cônjuges que não conseguem prover sua própria subsistência.

Conforme o artigo 1.694 do Código Civil, podem os parentes, os cônjuges ou companheiros pedir uns aos outros os alimentos de que necessitem para viver de modo compatível com a sua condição social.

Já a pensão alimentícia transitória é uma ajuda financeira temporária concedida a um dos cônjuges após o divórcio.

Destinada ao cônjuge em situação de vulnerabilidade econômica, essa pensão oferece suporte até que ele consiga se restabelecer financeiramente e possa se sustentar.

Ela é comum em casos onde um dos cônjuges ficou afastado do mercado de trabalho ou dependia financeiramente do parceiro durante o casamento.

Essa pensão considera o tempo de casamento e as contribuições feitas pelo cônjuge dependente, seja financeiramente ou nos cuidados da casa e da família.

A duração da pensão transitória varia conforme a necessidade de quem recebe e a decisão do juiz, sendo, em geral, limitada a um período razoável para reintegração econômica.

Como funciona o pedido de pensão para ex?

O pedido de pensão deve ser feito no âmbito judicial, com uma ação de alimentos, em que o juiz vai analisar a necessidade de quem solicita e a capacidade de quem paga.

É importante reunir provas da necessidade de pensão, como documentos que comprovem a falta de renda ou dificuldades financeiras para se sustentar.

Considerando a situação financeira, esse pedido deve ser feito através da Defensoria Pública, com apoio do seu advogado gratuito.

Qual é o valor da pensão para ex-esposa?

O valor da pensão alimentícia para uma ex-esposa é determinado com base em dois principais fatores: a necessidade da pessoa que solicita a pensão e a capacidade financeira de quem deve pagá-la.

Não existe um valor fixo ou padrão; o montante é definido caso a caso, considerando as circunstâncias de cada parte.

Quando um casal se separa, quem deve sair de casa?

Quando não há acordo sobre quem fica com a residência, o juiz pode intervir, especialmente se houver filhos menores, uma vez que o interesse das crianças geralmente é prioritário.

Se o imóvel pertence a ambos, uma alternativa é que a pessoa em situação mais vulnerável continue na casa até uma decisão final sobre a partilha de bens ou até que se reestabeleça financeiramente.

Além disso, situações de violência doméstica podem garantir medidas de proteção, como a retirada do agressor do lar conjugal.

O que fazer ao se separar e não ter onde morar?

Após a separação, a questão da moradia pode se tornar um problema sério, especialmente se o imóvel onde a família vivia era de propriedade exclusiva de um dos cônjuges ou estava no nome do ex-marido.

Então, o que fazer quando não se tem onde morar? Nesse caso, a lei prevê mecanismos para proteger o direito à moradia do cônjuge que se encontra em situação vulnerável.

Em casos onde há filhos menores ou a parte hipossuficiente não possui meios para se sustentar, o juiz pode conceder o direito de usufruto do imóvel conjugal até que se resolva a questão patrimonial.

Este direito é garantido para evitar que a parte mais frágil fique desamparada durante o período de transição.

Alternativas de moradia

A pensão transitória pode ser um suporte relevante ao enfrentar dificuldades de moradia após uma separação.

Além de solicitar pensão, uma opção é verificar programas locais de habitação, que incluem desde auxílio para aluguel até alojamento temporário.

Em alguns municípios e estados, é possível conseguir alojamento temporário ou auxílio-aluguel, voltados para quem enfrenta risco de desabrigo.

Esses programas são mais acessíveis a quem comprova vulnerabilidade econômica e social. A pessoa pode ainda buscar a Defensoria Pública, que pode acelerar pedidos de pensão ou outros auxílios necessários.

Além disso, o apoio de familiares e amigos pode ajudar a lidar com a transição e garantir um lugar seguro até que a situação esteja regularizada.

Um recado final para você!

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Em caso de dúvidas, busque ajuda especializada!

Sabemos que o tema pode levantar muitas dúvidas e que cada situação é única, demandando uma análise específica de acordo com as circunstâncias de cada caso.

Se você tiver alguma questão ou quiser saber mais sobre o assunto, recomendamos a consulta com um advogado especialista.

O suporte jurídico adequado é fundamental para que decisões sejam tomadas de forma consciente e segura.

Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do escritório Valença, Lopes e Vasconcelos Advocacia.

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Autor

  • joao valenca

    •Advogado (43370 OAB) especialista em diversas áreas do Direito e Co-fundador do escritório VLV Advogados, empresa referência há mais de 10 anos no atendimento humanizado e mais de 5 mil cidades atendidas em todo o Brasil.

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