Me separei e não tenho como me sustentar, e agora?

Separar é difícil. Separar sem renda, sem ter como se sustentar e sem saber o que vem pela frente é ainda mais assustador. Mas existe um caminho, e a lei brasileira oferece proteções concretas para quem ficou em situação de vulnerabilidade!

mulher separada preocupada em como vai se sustentar
Separei e não tenho como me sustentar, e agora?

A separação é um dos momentos mais difíceis da vida de qualquer pessoa, e quando ela chega acompanhada de insegurança financeira, o peso é ainda maior. 

Muitas mulheres e homens que chegam até nós no VLV Advogados carregam a mesma dúvida: “me separei, não tenho como me sustentar, e agora?”

O Código Civil brasileiro garante ao cônjuge que ficou em situação de vulnerabilidade econômica após a separação o direito de exigir do ex-parceiro os meios necessários para se sustentar, pelo tempo que for preciso para reorganizar a própria vida. 

Atendemos diariamente pessoas que abriram mão de carreira, de crescimento profissional e de independência financeira para cuidar da família, e que, no momento da separação, se viram sem renda e sem saber por onde começar.

Esse é seu caso? Clique aqui para falar com um especialista do VLV Advogados.

Marido tem a obrigação de sustentar a esposa após separação?

O Código Civil brasileiro estabelece que ambos os cônjuges têm dever de mútua assistência durante o casamento, e esse dever pode se estender após a separação quando um dos dois não tem condições de se sustentar sozinho.

Na prática, isso significa que se você saiu do casamento sem renda, em situação de vulnerabilidade, a lei garante ao ex-cônjuge a obrigação de contribuir com seu sustento.

Essa obrigação vale para qualquer tipo de união?

Sim, com algumas variações. O dever de sustento após a separação se aplica ao casamento civil e à união estável reconhecida. Em ambos os casos, o cônjuge ou companheiro que ficou em situação de hipossuficiência pode pleitear alimentos do ex-parceiro judicialmente.

O que o juiz analisa para fixar essa obrigação?

O mesmo binômio que rege qualquer pedido de alimentos: necessidade de quem pede e possibilidade de quem paga. No caso de alimentos entre ex-cônjuges, o juiz avalia:

Por quanto tempo o marido é obrigado a sustentar a esposa?

Em regra, os alimentos entre ex-cônjuges têm caráter transitório: duram o tempo necessário para que quem recebe consiga se reorganizar financeiramente e voltar a se sustentar.

Vale destacar: a obrigação cessa automaticamente se quem recebe a pensão constituir nova união estável ou se casar novamente.

Quais são os direitos financeiros que tenho após a separação?

infográfico explicando os direitos financeiros após a separação
Direitos financeiros após a separação

Saber que não é possível se sustentar sozinho após a separação é assustador, mas ignorar os direitos que a lei garante nesse momento pode ser ainda mais custoso. 

Quais são os principais direitos financeiros após a separação?

Esses direitos valem para união estável também?

Sim. A união estável reconhecida pela lei tem praticamente os mesmos efeitos jurídicos do casamento civil no que diz respeito aos direitos financeiros após a separação.

Como acionar esses direitos na prática?

Nenhum desses instrumentos opera de forma automática. Eles precisam ser pedidos na Justiça com auxílio de um advogado especializado. Em situações de vulnerabilidade imediata, como não ter onde morar, é possível pedir ao juiz medidas de urgência.

O que fazer quando se separa e não tem para onde ir?

Não ter para onde ir após o divórcio exige ação imediata, e a lei oferece mecanismos concretos para garantir abrigo e segurança enquanto o processo de divórcio se desenvolve.

Posso continuar morando no imóvel do casal após a separação?

Sim. O fato de o imóvel estar registrado apenas em nome do outro cônjuge não significa que você é obrigado a sair imediatamente. Enquanto a partilha de bens não é concluída, o imóvel pertence ao casal, e a decisão sobre ele deve ser judicial ou por acordo consensual.

Se o ex-cônjuge tentar forçar a saída do imóvel sem autorização judicial, é possível acionar a Justiça para garantir o direito de permanecer na residência durante o processo. 

E se o imóvel for alugado?

A situação é mais delicada, mas ainda há saídas. Se o contrato de locação está em nome de ambos ou apenas do cônjuge que ficará no imóvel, a continuidade da moradia pode ser garantida mediante acordo com o locador. 

Quando há filhos, o que muda?

A presença de filhos fortalece significativamente o pedido de permanência no imóvel. O princípio do melhor interesse da criança, previsto no ECA, determina que qualquer decisão sobre moradia deve considerar o impacto sobre os filhos. 

E se houver violência doméstica?

Quando a separação ocorre em contexto de violência doméstica, a situação ganha contornos ainda mais urgentes. A Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) prevê medidas protetivas que podem ser concedidas em questão de horas, incluindo o afastamento do agressor do lar.

Me separei e não tenho como me sustentar, o que fazer?

Essa pergunta chega ao VLV Advogados todos os dias, de pessoas que simplesmente não sabem por onde começar. A resposta é sempre a mesma: existe um caminho jurídico.

O primeiro passo é buscar orientação jurídica com urgência. Não depois que a conta vencer, não depois que o ex-cônjuge parar de contribuir espontaneamente: agora. 

Na prática, o advogado vai avaliar o caso e identificar qual combinação de medidas faz sentido para a sua situação específica. As mais comuns são:

Quanto tempo leva para receber os alimentos após o pedido judicial?

O pedido de alimentos provisórios, feito junto com a ação principal, pode ser apreciado pelo juiz em poucos dias, sem necessidade de ouvir a parte contrária antes da decisão inicial. 

Isso significa que, em situações de vulnerabilidade comprovada, é possível ter uma pensão fixada judicialmente em tempo significativamente menor do que o prazo total do processo.

E se o ex-cônjuge se recusar a pagar?

A recusa em cumprir decisão judicial de alimentos tem consequências sérias. O devedor de alimentos pode ter o CPF negativado, bens bloqueados, salário penhorado e, em último caso, ser preso. A prisão civil é uma medida séria, por isso, é importante ter orientação jurídica.

Conclusão

advogado conversando com mulher que se separou e não tem como se sustentar
Não tem como se sustentar? Procure orientação jurídica e peça sua pensão!

Separar-se sem renda, sem moradia garantida e sem saber como se sustentar nos próximos meses é uma das situações mais vulneráveis que alguém pode enfrentar. 

Pensão alimentícia, direito de permanência no imóvel, partilha de bens, prestação compensatória: nenhum desses instrumentos opera sozinho. Eles precisam ser solicitados.

Você se separou e não sabe como vai se sustentar? Um advogado está pronto para ouvir a sua história, avaliar o seu caso e indicar o caminho jurídico mais adequado!

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Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do VLV Advogados

Sobre o autor

A equipe VLV Advogados é composta por redatores jurídicos e advogados especializados com atuação ativa nas áreas de Família, Previdência, Trabalho, Criminal e Cível. Todo o conteúdo é baseado em casos reais, jurisprudência atualizada e legislação vigente. 

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Me separei e não tenho que morar, o que fazer?

Você tem direito de permanecer no imóvel do casal enquanto a partilha não é concluída, independentemente de quem é o titular. Se o ex-cônjuge tentar forçar sua saída, é possível pedir ao juiz uma tutela de urgência para garantir sua permanência na residência.

Quero me separar, mas não tenho condições financeiras: é possível?

Sim. A falta de dinheiro não impede o divórcio. Quem não tem condições de pagar advogado particular pode recorrer à Defensoria Pública gratuitamente e pedir a gratuidade de justiça dentro do processo, eliminando as custas judiciais.

Quero me divorciar, mas não tenho como pagar advogado, e agora?

A Defensoria Pública oferece assistência jurídica gratuita e completa em processos de família para quem não tem condições financeiras de contratar um advogado particular.

O que é o divórcio silencioso e como ele afeta a pessoa?

Divórcio silencioso é o afastamento gradual entre o casal sem que haja uma conversa direta sobre o fim do relacionamento. Do ponto de vista jurídico, ele não tem efeitos enquanto não houver a formalização da separação, mas pode indicar que é hora de buscar orientação para proteger seus direitos.

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