A amamentação no trabalho não é um favor, é um direito!

A amamentação no trabalho não depende da boa vontade da empresa, é um direito garantido por lei. Mas você sabe como funciona e o que você pode exigir?

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Direito à amamentação no trabalho: conheça seus direitos!

Muitas mães voltam ao trabalho após a licença-maternidade com uma dúvida comum e importante: será que é possível continuar amamentando mesmo com a rotina profissional? 

A verdade é que a amamentação no trabalho não depende da boa vontade da empresa, porque esse é um direito garantido por lei

A legislação trabalhista prevê que a mãe tenha pausas durante a jornada para amamentar seu filho, justamente para proteger a saúde da criança e o vínculo entre mãe e bebê. 

Ainda assim, muitas mulheres desconhecem esse direito ou enfrentam dificuldades para exercê-lo no dia a dia, seja por falta de informação ou por resistência do empregador. 

Sabemos que questões jurídicas podem gerar dúvidas, e entender seus direitos é essencial para tomar decisões informadas. Em caso de dúvidas sobre o assunto, entre em contato!

Qual a lei da amamentação no trabalho?

A principal lei sobre amamentação no trabalho é a CLT, artigo 396, que garante à trabalhadora 2 descansos de meia hora cada para amamentar o filho até que ele complete 6 meses de idade.

Art. 396. Para amamentar seu filho, inclusive se advindo de adoção, até que este complete 6 (seis) meses de idade, a mulher terá direito, durante a jornada de trabalho, a 2 (dois) descansos especiais de meia hora cada um.

Assim, esse prazo pode ser prorrogado quando a saúde da criança exigir, e os horários desses intervalos devem ser definidos por acordo individual entre a empregada e o empregador. 

Ademais, a CLT também prevê que estabelecimentos com pelo menos 30 mulheres com mais de 16 anos devem manter local apropriado para que os filhos fiquem sob vigilância neste período.

Na prática, isso mostra que a amamentação no ambiente de trabalho não é um gesto de gentileza da empresa, mas um direito trabalhista expresso, criado para proteger a mãe e filho.

Quem tem direito à amamentação no trabalho?

Tem direito à amamentação no trabalho a empregada regida pela CLT, ou seja, com vínculo formal, inclusive a mulher cujo filho seja advindo de adoção.

Durante a jornada, essa mulher tem dois descansos especiais de meia hora cada para amamentar o filho até que ele complete 6 meses de idade, podendo haver prorrogação.

No caso de autônomas, MEIs, profissionais liberais e outras trabalhadoras sem vínculo CLT, a situação é diferente: não existe, na legislação trabalhista, um direito automático.

Na prática, a amamentação no trabalho para autônomas depende da organização da própria rotina ou de acordos contratuais, quando há prestação de serviço para empresas. 

Ainda assim, é importante destacar que essas trabalhadoras não ficam totalmente desprotegidas, pois podem ter acesso ao salário-maternidade pelo INSS.

Além disso, em contratos contínuos com empresas, é possível negociar pausas ou flexibilização de horários, especialmente quando há prestação frequente de serviços.

Como funciona o direito à amamentação no trabalho?

O direito à amamentação no trabalho funciona como uma adaptação da jornada da mãe após o retorno da licença-maternidade e retomada de suas atividades profissionais.

De acordo com a lei, ela tem duas pausas de 30 minutos por dia para amamentar o filho até os 6 meses de idade, sem qualquer exigência ou desconto no salário.

Esses intervalos não são fixos por lei em termos de horário, o que significa que devem ser ajustados por acordo entre a empregada e a empresa, levando em consideração a rotina.

Em muitos casos, as pausas são organizadas no início ou no final do expediente, o que pode resultar em uma jornada reduzida, mas também podem ser distribuídas ao longo do dia.

Quando não é viável a presença da criança no local de trabalho, esse direito também pode ser exercido por meio da retirada de leite materno, garantindo a continuidade da alimentação. 

Além disso, empresas com um número maior de funcionárias devem disponibilizar espaço adequado ou convênios para assistência aos filhos durante esse período.

Até quando vale o direito à amamentação no trabalho?

O direito à amamentação no trabalho vale, em regra, até o filho completar 6 meses de idade, porque é isso que o artigo 396 da CLT estabelece. 

A própria lei, porém, também prevê uma exceção importante: esse prazo pode ser prorrogado quando a saúde da criança exigir, o que costuma depender de avaliação e comprovação.

Por exemplo, esse prazo pode ser prorrogado quando:

Em geral, o ponto principal é: a prorrogação depende de uma necessidade real da criança, normalmente comprovada por atestado ou recomendação médica.

Na prática, isso significa que o período de 6 meses é a regra geral, mas não é um limite absolutamente fechado em toda situação.

Estou amamentando, posso levar meu filho pro trabalho?

Essa é uma dúvida muito comum, e a resposta é: nem sempre você pode levar seu filho para o trabalho, pois a lei não garante automaticamente esse direito. 

O que a legislação trabalhista assegura é a amamentação no trabalho por meio de pausas durante a jornada, e não a presença obrigatória do bebê no ambiente laboral. 

No entanto, existe uma situação específica em que isso pode acontecer: empresas que possuem pelo menos 30 mulheres com mais de 16 anos.

Neste caso, devem oferecer um local apropriado para guarda e assistência dos filhos no período da amamentação, seja dentro da própria empresa ou por meio de creche conveniada.

Fora desses casos, a possibilidade de levar o filho depende muito da política interna da empresa ou de acordo com o empregador, já que ambientes de trabalho podem ter regras.

Na prática, quando não há esse espaço adequado, a mãe exerce seu direito por meio das pausas legais ou organização da rotina, sem que isso signifique levar o bebê ao trabalho.

A empresa pode negar à mãe a amamentação no trabalho?

Não, a empresa não pode simplesmente negar a amamentação no trabalho, mas a realidade é que muitas mães ainda passam por situações difíceis quando voltam da licença. 

É comum enfrentar resistência, falta de compreensão ou até comentários que fazem a mulher se sentir culpada por exercer algo que é essencial para o bebê. 

Só que amamentar não é um capricho nem uma escolha qualquer, é uma necessidade da criança e um momento importante de vínculo entre mãe e filho. 

Por isso, esse direito precisa ser respeitado na prática, com diálogo e bom senso, sem que a mãe tenha que implorar ou se justificar o tempo todo. 

Se mesmo assim houver negativa, barreiras ou constrangimento, é importante não se calar, porque você não está pedindo um favor. 

Buscar orientação e exigir o cumprimento dos seus direitos é o caminho para proteger não só você, mas também o seu filho. Fale conosco!

Um recado final para você!

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Em caso de dúvidas, procure assistência jurídica especializada em seu caso!

Sabemos que o tema pode levantar muitas dúvidas e que cada situação é única, demandando uma análise específica de acordo com as circunstâncias de cada caso.

Se você tiver alguma questão ou quiser saber mais sobre o assunto, recomendamos a consulta com um advogado especialista!

O suporte jurídico adequado é fundamental para que decisões sejam tomadas de forma consciente e segura.

Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do escritório Valença, Lopes e Vasconcelos Advocacia

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Autor

  • joao valenca

    •Advogado (43370 OAB) especialista em diversas áreas do Direito e Co-fundador do escritório VLV Advogados, empresa referência há mais de 10 anos no atendimento humanizado e mais de 5 mil cidades atendidas em todo o Brasil.

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