Perfil do patrimônio deixado em inventários no Brasil

O patrimônio deixado em inventários no Brasil revela padrões importantes sobre bens, heranças e planejamento sucessório. Dados ajudam a entender quais ativos são mais comuns!

Imagem representando patrimônio.

Qual é o perfil do patrimônio deixado em inventários no Brasil?

Quando ocorre o falecimento de uma pessoa que deixou bens, direitos ou dívidas, a legislação brasileira exige a abertura do inventário para organizar e formalizar a transmissão desse patrimônio aos herdeiros.

Compreender o perfil do patrimônio deixado em inventários no Brasil ajuda você a entender por que esse procedimento costuma envolver custos, prazos e, em muitos casos, conflitos familiares.

Na prática, o inventário reflete o modo como as famílias brasileiras constroem e concentram seu patrimônio ao longo da vida, especialmente quando não há planejamento sucessório prévio.

Sabemos que questões jurídicas podem gerar dúvidas, e entender seus direitos é essencial para tomar decisões informadas. Em caso de dúvidas sobre o assunto, entre em contato aqui!

Qual o perfil do patrimônio deixado em inventários no Brasil?

De forma geral, os inventários no Brasil são compostos majoritariamente por bens imóveis, como casas, apartamentos, terrenos e imóveis rurais.

Em seguida, aparecem os veículos, enquanto saldos bancários, investimentos financeiros e aplicações surgem com menor frequência. Esse conjunto de bens, direitos e obrigações é juridicamente denominado espólio.

Essa composição revela uma característica marcante do patrimônio brasileiro: a concentração da riqueza em bens imobilizados.

Diferentemente de ativos financeiros, os imóveis não possuem liquidez imediata e não podem ser facilmente divididos entre os herdeiros, o que costuma gerar entraves logo no início do inventário.

Por esse motivo, grande parte das dificuldades práticas da sucessão está relacionada à gestão e à partilha desses bens.

O valor e a quantidade do patrimônio influenciam nos inventários?

O valor e a quantidade de bens influenciam diretamente o inventário.

O valor e a quantidade do patrimônio influenciam nos inventários?

Sim, o valor total do patrimônio e a quantidade de bens influenciam diretamente o inventário, tanto do ponto de vista financeiro quanto operacional.

Quanto maior o espólio, maior tende a ser o impacto tributário, já que o ITCMD é calculado com base no valor dos bens transmitidos, conforme as regras de cada estado.

Além disso, inventários com muitos bens exigem mais etapas de levantamento, avaliação e conferência documental, o que aumenta a complexidade do procedimento.

Imóveis localizados em cidades diferentes, bens irregulares ou direitos ainda não formalizados demandam atenção jurídica específica, o que pode prolongar o tempo de conclusão do inventário, mesmo quando há consenso entre os herdeiros.

O que dizem os dados sobre patrimônio imobiliário em inventários?

Estudos acadêmicos, análises fiscais e a própria prática jurídica indicam que os bens imóveis representam a maior parcela do patrimônio transmitido por herança no Brasil.

Embora não exista uma base nacional única com estatísticas detalhadas sobre todos os inventários, os dados disponíveis apontam que imóveis concentram a maior parte do valor declarado nas sucessões.

Esse cenário está alinhado com levantamentos sobre a riqueza das famílias brasileiras, que mostram os imóveis como um dos principais ativos patrimoniais.

Na prática, isso significa que a maioria dos inventários envolve questões como avaliação imobiliária, regularização de registros e definição sobre venda ou atribuição dos bens, o que contribui para tornar o procedimento mais técnico e sensível.

Qual tipo de patrimônio mais gera conflitos entre herdeiros no inventário?

Os bens imóveis são, de forma recorrente, os que mais geram conflitos entre herdeiros no inventário.

Isso ocorre porque se trata de bens indivisíveis, o que exige decisões sobre quem ficará com o imóvel, se ele será vendido ou se haverá compensação financeira entre os herdeiros.

Além do aspecto econômico, os imóveis frequentemente carregam valor emocional, como a casa da família ou um bem utilizado por muitos anos, o que pode dificultar o consenso.

Divergências sobre o valor de avaliação e sobre o uso do bem durante o inventário também são comuns.

Em comparação, ativos líquidos, como dinheiro em conta ou aplicações financeiras, tendem a gerar menos disputas, pois permitem divisão mais objetiva.

Um recado final para você!

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Se você tiver alguma questão ou quiser saber mais sobre o assunto, recomendamos a consulta com um advogado especialista.

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Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do escritório Valença, Lopes e Vasconcelos Advocacia.

Direito Civil | Direito de Família | Direito Criminal | Direito Previdenciário | Direito Trabalhista | Direito Bancário

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Autor

  • joao valenca

    •Advogado (43370 OAB) especialista em diversas áreas do Direito e Co-fundador do escritório VLV Advogados, empresa referência há mais de 10 anos no atendimento humanizado e mais de 5 mil cidades atendidas em todo o Brasil.

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