União estável pode virar casamento civil? Veja como isso impacta direitos
A união estável oferece direitos patrimoniais e pode ser formalizada por cartório, podendo até ser convertida em casamento civil por vontade das partes, além de, em certos casos, proteger o imóvel contra penhora após a aquisição do bem, conforme decisões judiciais recentes.
Em Belo Horizonte, passou a ser facilitado o processo para que casais convertam a união estável em casamento civil diretamente em cartório, desde que respeitados requisitos legais como consentimento mútuo e ausência de impedimentos legais. Isso traz mais segurança jurídica para relações que já duram anos e pretendem ter os mesmos efeitos do casamento formal.
A conversão da união estável em casamento civil, prevista em muitas legislações estaduais e regulamentada pela prática cartorária, permite que os casais consolidem direitos sucessórios e patrimoniais de forma mais clara e reconhecida.
Especialistas em direito de família destacam que a formalização dessa transição tende a evitar conflitos futuros em relação à herança, pensão, partilha de bens e direitos previdenciários.
Além disso, o Superior Tribunal de Justiça têm ampliado a proteção patrimonial de quem vive em união estável, mesmo em situações complexas como aquisição de imóveis com financiamento ou hipoteca. Em caso de dúvidas, procure orientação especializada: clique aqui.
Desse modo, pensando em te ajudar, preparamos este artigo no qual você aprenderá:
O que muda quando se formaliza a união estável em casamento civil?
Quando a união estável é convertida em casamento civil, o casal passa a ter automaticamente os direitos e deveres previstos no regime matrimonial escolhido, como se tivessem se casado originalmente.
Essa conversão pode afetar diretamente questões sucessórias, como direito à herança, meação de bens e obrigações alimentares, trazendo maior previsibilidade jurídica às partes.
No cartório, a formalização pode ser feita com base na vontade das partes, por meio da celebração de casamento, simplificando questões que, de outra forma, poderiam demandar decisões judiciais complexas no futuro.
Essa medida tende a ser particularmente vantajosa para pessoas que convivem por longo período e desejam consolidar seus direitos sem litígios.
A união estável pode proteger o imóvel da penhora após aquisição?
O Superior Tribunal de Justiça reconheceu, em determinadas situações, que a união estável posterior à hipoteca ou aquisição do imóvel pode assegurar a impenhorabilidade do bem quando ele seja a residência familiar do casal, protegendo a família perante credores.
Isso significa que, mesmo quando o imóvel está gravado por hipoteca ou financiamento, se ele for utilizado como morada do casal em união estável, a Justiça pode entender que ele não deve ser penhorado para saldar dívidas que não tenham relação direta com a moradia familiar.
Esse entendimento se baseia na proteção constitucional à família e no caráter essencial da moradia, resguardando o direito de permanência no lar em situações de vulnerabilidade financeira temporária.
Ainda assim, a aplicação dessa interpretação depende de análise caso a caso, levando em conta o contexto da dívida, o uso do imóvel e a comprovação da convivência em união estável.
Como isso impacta quem precisa defender seus direitos na união estável?
Embora a possibilidade de converter a união estável em casamento civil facilite a consolidação dos direitos patrimoniais e sucessórios, cada situação concretizada em união estável possui características particulares que exigem análise cuidadosa.
Questões como regime de bens, forma de aquisição do imóvel, existência de hipoteca ou financiamento, e a intenção real das partes podem influenciar diretamente os efeitos patrimoniais e a proteção do imóvel.
Segundo o advogado especialista Dr. Luiz Vasconcelos Jr., “é essencial analisar cuidadosamente os documentos, contratos e provas existentes para assegurar que os direitos decorrentes da união estável sejam respeitados e executados de forma adequada, evitando prejuízos futuros”.
Em muitos casos, a análise jurídica pode fazer toda a diferença para evitar litígios desnecessários ou interpretações equivocadas que comprometam a proteção patrimonial do casal.
Um recado final para você!
Sabemos que o tema pode levantar muitas dúvidas e que cada situação é única, demandando uma análise específica de acordo com as circunstâncias de cada caso.
Se você tiver alguma questão ou quiser saber mais sobre o assunto, recomendamos a consulta com um advogado especialista.
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Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do escritório Valença, Lopes e Vasconcelos Advocacia.
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