Preciso confessar o crime ao meu advogado? Entenda!
Você precisa contar toda a verdade ao advogado? Antes de decidir, leia este conteúdo e entenda como confessar um crime funciona na defesa!
Muita gente fica em dúvida quando procura um advogado criminal: será que eu preciso confessar tudo o que aconteceu? Conto toda a verdade ou falo só “o básico”?
A verdade é que o papel do advogado não é julgar, e sim orientar, proteger direitos e montar a melhor estratégia possível dentro da lei.
Ao longo do conteúdo, você vai perceber que falar a verdade não significa se acusar sozinho ou “se entregar”, mas sim permitir que o profissional saiba exatamente o que está em jogo.
Se esse é um tema que te preocupa, fique tranquilo: vamos explicar, passo a passo, quando falar, como falar e por que essa conversa com o advogado precisa ser franca e responsável.
Sabemos que questões jurídicas podem gerar dúvidas, e entender seus direitos é essencial para tomar decisões informadas. Tem dúvidas? Clique aqui!
Desse modo, pensando em te ajudar, preparamos este artigo no qual você aprenderá:
Preciso confessar crime ao meu advogado?
Você não é obrigado por lei a confessar crime ao seu advogado, mas é muito importante entender que ele só consegue te defender bem se souber exatamente o que aconteceu.
O advogado tem dever de sigilo profissional, ou seja, aquilo que você conta fica protegido, não pode ser usado contra você e ele não pode simplesmente ir lá e te “entregar”.
Quando o cliente esconde fatos, omite detalhes ou inventa uma versão “melhorzinha”, o maior prejudicado é ele mesmo!
Afinal, o advogado vai montar uma estratégia baseada em informações incompletas, e qualquer prova nova que apareça depois pode desmentir tudo e enfraquecer a defesa.
Já quando o profissional conhece a verdade, ele consegue avaliar riscos, chances reais, possibilidade de acordo, eventual colaboração, tese de absolvição ou de redução de pena.
Confessar ao advogado não é a mesma coisa que confessar em juízo ou para a autoridade.
Falar com o profissional é uma conversa técnica, protegida, para que ele pense: “com essa realidade, qual é a melhor saída jurídica?”.
Por isso, mais do que “ser obrigado” a confessar, a pergunta prática é: você quer que o advogado trabalhe no escuro ou com todas as cartas na mesa a seu favor?
Posso me defender sem confessar um crime?
Sim, é possível se defender sem confessar um crime, e isso faz parte do seu direito de defesa e do seu direito de permanecer em silêncio, sem produzir provas contra você mesmo.
Na prática, o que a lei não permite é que você seja obrigado a se acusar, mas também não autoriza que você minta ou invente fatos para enganar o juiz ou a investigação.
Por isso, existe uma diferença importante entre não confessar e mentir: ficar em silêncio ou dizer que prefere falar apenas acompanhado de advogado é um direito.
Já criar uma versão falsa pode gerar outros problemas, prejudicar a sua credibilidade e até virar outro tipo de acusação, dependendo do caso.
Um advogado experiente consegue montar uma estratégia de defesa mesmo sem confissão, analisando provas, falhas na investigação e contradições de testemunhas.
Em resumo: você não é obrigado a confessar, mas precisa seguir a orientação do advogado, ser sincero com ele nos bastidores e entender qual é a melhor postura no processo.
Quais informações devo fornecer ao advogado?
Quando você procura um advogado, especialmente em caso de acusação criminal, quanto mais clara for a informação, melhor ele vai conseguir te orientar.
Mesmo que algumas coisas sejam desconfortáveis de contar, lembre-se de que o advogado está ali para te defender dentro da lei e tem obrigação de guardar sigilo sobre o que você relata.
Algumas informações importantes que você deve fornecer:
- Dados pessoais básicos
- Situação criminal atual
- Data, local e contexto do fato
- Qual foi a sua participação
- Versão apresentada à polícia (se já falou)
- Existência de testemunhas
- Provas que você já tem ou pode conseguir
- Histórico com a vítima ou demais envolvidos
- Antecedentes e processos anteriores
- Condições pessoais atuais
- Objetivos e receios principais
Em conclusão, a lógica é simples: o advogado precisa conhecer a realidade, não uma versão “editada” da história.
Quanto mais completa, verdadeira e organizada for a informação que você entrega, maiores as chances de ele montar uma defesa sólida.
Mesmo que seja difícil falar de alguns pontos, lembre-se de que o escritório é um ambiente técnico, protegido pelo sigilo profissional.
O advogado pode me denunciar se eu confessar?
De forma geral, o advogado não pode te denunciar se você confessar um crime para ele; ao contrário, ele tem um dever profissional de sigilo.
Tudo o que é dito na reunião, na ligação ou em mensagem relacionada à atuação profissional é protegido pelo chamado sigilo profissional.
Se o advogado “contar” o que você falou para a polícia, para o Ministério Público ou para o juiz, ele pode responder eticamente na OAB e até criminalmente, dependendo da situação.
Isso vale mesmo que você admita que cometeu o crime: a função do advogado é defender dentro da lei, não atuar como acusador.
O que ele pode fazer, se se sentir desconfortável com o caso ou considerar que não tem condições morais de continuar, é renunciar ao mandato, ou seja, deixar de te representar.
Em situações muito específicas, como risco atual e concreto à vida ou integridade de alguém, o profissional pode ter que agir para evitar o dano.
De acordo com a ética da profissão, você pode confiar e contar tudo ao seu advogado. Neste caso, recomendamos que você faça uma escolha sábia sobre aquele que vai te representar.
Um recado importante para você!
Sabemos que o tema pode levantar muitas dúvidas e que cada situação é única, demandando uma análise específica de acordo com as circunstâncias de cada caso.
Se você tiver alguma questão ou quiser saber mais sobre o assunto, recomendamos a consulta com um advogado especialista.
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Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do escritório Valença, Lopes e Vasconcelos Advocacia
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