Comissão reforça punição e combate à violência patrimonial
Deputados aprovaram proposta que acaba com a isenção penal patrimonial em crimes cometidos no contexto de violência doméstica, permitindo punição mais rigorosa e fortalecendo o enfrentamento à violência patrimonial.
A proposta aprovada na Câmara dos Deputados altera regras do Código Penal para impedir que crimes contra o patrimônio praticados em contexto de violência doméstica fiquem sem punição, atualiza na parte do Código Penal, que permitia que o agressor não fosse responsabilizado criminalmente quando havia vínculo familiar com a vítima, criando brechas que favoreciam a violência patrimonial.
Com o novo texto, condutas como destruição de bens, retenção indevida de documentos, apropriação de valores e controle financeiro passam a ser tratadas com mais rigor quando praticadas dentro do ambiente familiar.
A medida busca corrigir um cenário em que muitas mulheres, já fragilizadas emocionalmente, tinham dificuldade para denunciar e ainda dependiam de formalidades para que o agressor fosse processado.
Sem punição efetiva, a violência patrimonial acabava perpetuada e reforçava ciclos de dependência e controle.
Para a relatora, a proposta contribui para romper a ideia de que, por se tratar de família, determinados crimes merecem menor atenção penal.
O objetivo é proteger a vítima e mostrar que o espaço doméstico não pode servir de escudo para práticas abusivas.
Muitas mulheres, com medo, vergonha ou dependência financeira, acabam aceitando esse tipo de agressão por acreditar que nada pode ser feito.
Nesse cenário, compreender o que é violência patrimonial e saber que existe punição específica é fundamental para romper ciclos de abuso. Em caso de dúvidas, procure orientação especializada: clique aqui.
Desse modo, pensando em te ajudar, preparamos este artigo no qual você aprenderá:
Por que o combate à violência patrimonial precisa ser reforçado?
A discussão sobre o fim da isenção penal patrimonial reforça a importância de proteger integralmente a vítima de violência doméstica. A violência patrimonial é uma forma de agressão silenciosa que retira autonomia, dificulta decisões e mantém a mulher presa ao agressor.
Mesmo com a Lei Maria da Penha, muitos casos ainda terminavam sem responsabilização adequada por conta de brechas legais e da exigência de representação da vítima.
Assim, agressões que atingiam diretamente a dignidade e a independência financeira acabavam tratadas com menor gravidade.
Além disso, quando o ordenamento jurídico deixa claro que a violência patrimonial não será tolerada, cresce também a responsabilidade do agressor e a confiança da vítima no sistema de Justiça. A informação passa a atuar como prevenção e desestimula condutas abusivas dentro do lar.
O que muda quando a violência patrimonial deixa de ter isenção penal?
Com o fim da isenção penal patrimonial, o agressor pode ser processado mesmo quando existe relação familiar e mesmo que a vítima não formalize representação em determinadas hipóteses.
Isso significa que comportamentos como ocultar bens, destruir objetos pessoais, controlar salários ou impedir o acesso a recursos passam a ser avaliados com mais seriedade pelo Ministério Público e pelo Judiciário.
A mudança evita que a violência patrimonial seja vista apenas como “questão de casal” ou “problema privado”. Ela passa a ser reconhecida como violação de direitos, que exige resposta criminal e medidas de proteção adequadas.
Como o fortalecimento do combate à violência patrimonial impacta a proteção das mulheres?
O reforço da responsabilização penal aumenta a confiança no sistema de Justiça e amplia as possibilidades de proteção às vítimas. A mensagem é clara: agressões que envolvem destruição de bens, retenção de patrimônio ou controle econômico não são conflitos familiares comuns, mas formas graves de violência doméstica.
De acordo com o advogado especialista Dr. Luiz Vasconcelos Jr., “o fim da isenção penal patrimonial representa um avanço importante porque impede que a violência patrimonial seja minimizada apenas por ocorrer dentro da família. A responsabilização mais firme fortalece a proteção da vítima e contribui para romper ciclos de controle e dependência”.
Esse entendimento orienta profissionais do Direito e a própria sociedade, reforçando que a violência patrimonial precisa ser identificada, denunciada e combatida com a mesma seriedade dada às demais formas de violência doméstica, garantindo segurança, dignidade e autonomia para quem sofre esse tipo de agressão.
Um recado final para você!
Sabemos que o tema pode levantar muitas dúvidas e que cada situação é única, demandando uma análise específica de acordo com as circunstâncias de cada caso.
Se você tiver alguma questão ou quiser saber mais sobre o assunto, recomendamos a consulta com um advogado especialista.
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Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do escritório Valença, Lopes e Vasconcelos Advocacia.
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