5 dicas para quem vai pedir demissão!
Conhecer 5 dicas essenciais para quem vai pedir demissão pode evitar prejuízos e arrependimentos logo no primeiro passo!

Quais são as dicas para quem vai pedir demissão?
Perder o medo de pedir demissão é um passo que, muitas vezes, parece maior do que realmente é.
Mas, quando você entende seus direitos, avalia com calma o momento e age com planejamento, essa decisão deixa de ser um salto no escuro e passa a ser uma escolha consciente para proteger sua carreira, sua renda e sua tranquilidade.
Ao longo deste artigo, vamos conversar de forma prática sobre por que pedir demissão pode fazer sentido em determinados cenários e, principalmente, como fazer isso do jeito certo.
A ideia é que você entenda não apenas o “se” deve pedir demissão, mas o “como” fazer isso sem prejudicar sua vida financeira e sem abrir mão de direitos importantes.
Sabemos que questões jurídicas podem gerar dúvidas, e entender seus direitos é essencial para tomar decisões informadas. Em caso de dúvidas sobre o assunto, entre em contato aqui!
Desse modo, pensando em te ajudar, preparamos este artigo no qual você aprenderá:
- Por que pedir demissão?
- 1. Se planeje financeiramente antes de pedir demissão
- 2. Entenda quais verbas rescisórias estão na demissão
- 3. Cumpra ou negocie o aviso prévio na demissão
- 4. Formalize o pedido de demissão por escrito
- 5. Guarde documentos e comprovantes após a demissão
- Um recado final para você!
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Por que pedir demissão?
Ninguém acorda de um dia para o outro e decide, sem motivo, entregar o emprego. Geralmente, essa decisão vem sendo construída há algum tempo.
Pode ser a falta de crescimento profissional, um ambiente de trabalho desgastante, metas impossíveis, um salário que não acompanha suas responsabilidades, problemas de saúde, mudança de cidade, novos projetos ou simplesmente o desejo de buscar algo melhor.
Você não precisa “aguentar” um emprego que te faz mal apenas por medo de sair. Ao mesmo tempo, também não é saudável agir por impulso.
Pedir demissão é um movimento que pode abrir portas, mas precisa ser feito com planejamento. É por isso que compreender as etapas do processo, as verbas envolvidas e as consequências práticas é tão importante.
E, quando surgirem dúvidas sobre direitos ou pagamentos, a orientação de um advogado trabalhista pode evitar erros que custam caro depois.
1. Se planeje financeiramente antes de pedir demissão
O primeiro passo é pensar no dinheiro. Ao pedir demissão, você pode ficar um período sem renda e, por isso, precisa saber exatamente quanto gasta por mês.
Antes de formalizar o pedido, vale colocar na ponta do lápis quanto você realmente gasta por mês com moradia, alimentação, transporte, saúde, estudos e despesas variáveis.
Assim, você entende por quanto tempo consegue se manter sem depender de salário.
Além disso, ter uma reserva financeira para cobrir despesas essenciais traz segurança. Renegociar dívidas, ajustar gastos e se preparar para perder benefícios como plano de saúde ou vales ajuda a evitar aperto.
Com planejamento, a decisão deixa de ser assustadora. E, se restarem dúvidas sobre o que você recebe ou perde, vale pedir orientação profissional.
2. Entenda quais verbas rescisórias estão na demissão
Ao pedir demissão, você não perde tudo. Você continua tendo direito a uma série de verbas, mas elas são diferentes das que existiriam se a empresa tivesse tomado a iniciativa da demissão.
Quando você pede para sair, recebe o saldo de salário pelos dias trabalhados no mês da saída, além do décimo terceiro proporcional referente aos meses trabalhados naquele ano.
Se houver férias vencidas, elas devem ser pagas com o acréscimo de um terço constitucional, e o mesmo vale para férias proporcionais.
Os depósitos de FGTS continuam sendo realizados até o último mês trabalhado, mas, em regra, você não pode sacar o valor naquele momento.
Porém, você não recebe multa de 40% do FGTS, não pode sacar o FGTS e não tem direito ao seguro-desemprego. Além disso, na maioria das vezes, não há aviso prévio indenizado, porque a lei espera que você cumpra esse período.
Saber disso evita frustrações. Você sai com expectativas reais e consegue se organizar melhor, inclusive conferindo se tudo foi pago corretamente.
3. Cumpra ou negocie o aviso prévio na demissão

Você deve cumprir ou negociar o aviso prévio na demissão?
Quando você pede demissão, o normal é cumprir 30 dias de aviso prévio. Isso ajuda a empresa a organizar a transição.
Se você decide não cumprir o aviso e sai imediatamente, é comum que a empresa desconte o valor correspondente desse período das verbas rescisórias. Por isso, é muito importante avaliar com calma.
Às vezes, cumprir o aviso é financeiramente mais vantajoso. Em outros casos, como quando você já tem outro emprego começando em poucos dias, pode ser necessário tentar negociar.
Conversar com o RH, explicar a situação e tentar um acordo — com dispensa total ou parcial — é possível, desde que fique tudo registrado.
O mais importante é formalizar por escrito. Assim, você evita conflitos, preserva boas relações e mantém o controle da situação.
4. Formalize o pedido de demissão por escrito
Mesmo que tudo seja combinado verbalmente, o pedido precisa ser formalizado por escrito. Esse documento prova que a decisão partiu de você e define datas e condições do aviso.
A carta deve ser simples, objetiva e conter seus dados, o nome da empresa, a manifestação clara da vontade de se desligar e a informação sobre cumprimento ou dispensa do aviso.
Em alguns lugares, a carta pode ser digitada e assinada; em outros, é solicitado que seja escrita à mão. Independentemente da forma, o ideal é entregar duas vias: uma fica com a empresa e outra fica com você, assinada como recebida.
Se houver qualquer pressão para assinar documentos que você não compreende, respire, leia com calma e, se necessário, peça orientação antes. Forçar assinaturas ou conduzir processos sem clareza pode gerar prejuízos.
5. Guarde documentos e comprovantes após a demissão
Muita gente comete o erro de jogar fora papéis logo depois de sair, acreditando que eles “não servem mais”. Na prática, esses documentos podem ser decisivos para comprovar direitos e evitar dores de cabeça futuras.
É importante manter guardados o termo de rescisão, comprovantes de pagamento, recibos de férias e décimo terceiro, extratos do FGTS, comprovantes de entrega de documentos e qualquer comunicação oficial relacionada à demissão.
Eles podem ser úteis em revisões, análises previdenciárias, financiamentos, comprovação de tempo de serviço e até em ações trabalhistas, caso surja alguma irregularidade.
Alguns documentos precisam ser mantidos por anos, especialmente os que envolvem FGTS e registros trabalhistas. Digitalizar tudo, salvar cópias em nuvem e organizar por datas facilita muito.
E, se futuramente surgir alguma dúvida, esses papéis serão a prova do que realmente aconteceu.
Um recado final para você!

Em caso de dúvidas, procure assistência jurídica!
Sabemos que o tema pode levantar muitas dúvidas e que cada situação é única, demandando uma análise específica de acordo com as circunstâncias de cada caso.
Se você tiver alguma questão ou quiser saber mais sobre o assunto, recomendamos a consulta com um advogado especialista.
O suporte jurídico adequado é fundamental para que decisões sejam tomadas de forma consciente e segura. Clique aqui.
Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do escritório Valença, Lopes e Vasconcelos Advocacia.
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