Filho dependente químico: Como agir nessa situação?
Enfrentar a dependência química de um filho é um desafio para qualquer família. Descubra como oferecer apoio e quais caminhos seguir nessa situação delicada.
Quando enfrentamos situações difíceis dentro da família, como problemas de saúde ou crises pessoais, muitas vezes nos sentimos impotentes, sem saber qual o melhor caminho a seguir.
Esse sentimento pode ser ainda mais desafiador quando envolve a dependência química de um filho.
O impacto não se limita apenas ao dependente, mas também afeta toda a dinâmica familiar, trazendo à tona uma mistura de emoções e incertezas.
Saber como agir, buscar apoio e entender os direitos e deveres legais pode ser essencial para enfrentar essa jornada de forma mais equilibrada.
Neste artigo, vamos explicar o que fazer quando se tem um filho dependente químico, oferecendo orientações práticas e informações legais que podem ajudar você a lidar com essa situação.
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Desse modo, pensando em te ajudar, preparamos este artigo no qual você aprenderá:
- 1 O que é dependência química?
- 2 Quais são os tipos de dependência química?
- 3 O que fazer com um filho dependente químico?
- 4 Como internar um filho dependente químico?
- 5 O que a lei diz sobre internação de dependentes químicos?
- 6 Como identificar os sinais de dependência química?
- 7 Como a família pode ajudar um filho dependente químico?
- 8 Um recado importante para você!
- 9 Autor
O que é dependência química?
A dependência química é uma doença caracterizada pela necessidade compulsiva de consumir substâncias químicas, como álcool, drogas ilícitas e medicamentos.
Essa condição afeta tanto o corpo quanto a mente, levando à perda de controle sobre o uso dessas substâncias.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a dependência química é considerada um transtorno de saúde mental e requer tratamento adequado.
Ela pode gerar impactos graves na saúde física, mental e na vida social do indivíduo, além de prejudicar suas relações familiares.
Quais são os tipos de dependência química?
Existem diferentes tipos de dependência química, variando de acordo com a substância usada.
Alguns dos mais comuns incluem:
Dependência de álcool: O consumo excessivo e prolongado de álcool pode levar ao vício, causando graves problemas de saúde e comportamentais.
Dependência de drogas ilícitas: Substâncias como cocaína, crack, maconha e heroína são exemplos de drogas que podem gerar dependência severa.
Dependência de medicamentos: O uso indevido de medicamentos controlados, como analgésicos opióides e tranquilizantes, também pode levar à dependência.
O que fazer com um filho dependente químico?
Descobrir que o filho é dependente químico pode ser devastador, mas é importante manter a calma e agir de maneira assertiva.
A primeira atitude dos pais deve ser buscar ajuda profissional, seja de um médico psiquiatra, psicólogo ou de clínicas especializadas no tratamento de dependência química.
Além disso, os pais devem:
- Evitar o julgamento: A dependência é uma doença e o julgamento só afastará o filho.
- Dialogar de forma acolhedora: Abrir um canal de comunicação saudável e sem confrontos pode ajudar o dependente a entender que precisa de ajuda.
- Procurar apoio familiar e grupos de apoio: Existem grupos de apoio, como Al-Anon e Nar-Anon, que oferecem suporte emocional a familiares de dependentes químicos.
Como internar um filho dependente químico?
A internação de um filho dependente químico pode ser uma medida necessária quando o uso de drogas ou álcool está fora de controle.
No Brasil, existem diferentes tipos de internação:
Internação voluntária: O dependente aceita ser internado para tratamento, o que é o ideal.
Internação involuntária: Ocorre sem o consentimento do dependente, mas com a solicitação de um familiar. Esse tipo de internação é regulamentado pela Lei nº 13.840/2019 e deve ser acompanhada por um médico especializado.
Internação compulsória: Determinada por um juiz, com base em laudos médicos que comprovem a necessidade urgente de tratamento para evitar riscos à vida do dependente ou de terceiros.
A internação deve sempre ser vista como uma medida extrema e adotada quando outras opções de tratamento não forem eficazes.
O que a lei diz sobre internação de dependentes químicos?
A Lei nº 13.840/2019, que altera a Lei nº 11.343/2006, regula a internação de dependentes químicos no Brasil:
- 2º A internação de dependentes de drogas somente será realizada em unidades de saúde ou hospitais gerais, dotados de equipes multidisciplinares e deverá ser obrigatoriamente autorizada por médico devidamente registrado no Conselho Regional de Medicina – CRM do Estado onde se localize o estabelecimento no qual se dará a internação.
- 3º São considerados 2 (dois) tipos de internação:
I – internação voluntária: aquela que se dá com o consentimento do dependente de drogas;
II – internação involuntária: aquela que se dá, sem o consentimento do dependente, a pedido de familiar ou do responsável legal ou, na absoluta falta deste, de servidor público da área de saúde, da assistência social ou dos órgãos públicos integrantes do Sisnad, com exceção de servidores da área de segurança pública, que constate a existência de motivos que justifiquem a medida.
Assim, a internação voluntária ocorre quando o dependente químico concorda com a necessidade de tratamento e aceita a internação de forma voluntária.
Além disso, a lei estabelece que o paciente pode solicitar a alta a qualquer momento, e o tratamento deve ser feito em local especializado.
Já a internação involuntária é aquela realizada sem o consentimento do dependente, mas com a solicitação de um familiar ou responsável legal. Ela também pode ser requisitada por um profissional de saúde.
Nesse caso, a lei exige que a internação seja autorizada por um médico e só pode acontecer quando outros tratamentos menos intensivos não forem eficazes.
A duração deve ser a menor possível, e o Ministério Público deve ser informado em até 72 horas.
Também há a internação compulsória, que é determinada judicialmente, com base em laudos médicos que comprovem a necessidade urgente de tratamento para proteger a vida do dependente ou de terceiros.
Esse tipo de internação não depende da vontade do paciente ou da família.
Dessa forma, a lei também prevê que a internação, em qualquer caso, só pode ocorrer em estabelecimentos de saúde devidamente autorizados pelos órgãos de fiscalização e deve respeitar os direitos do dependente químico.
Além disso, a internação involuntária ou compulsória só pode ser usada como último recurso, quando os tratamentos ambulatoriais ou voluntários não forem eficazes.
Como identificar os sinais de dependência química?
Muitos pais podem demorar a perceber que o filho é dependente químico.
Alguns sinais a serem observados incluem:
- Mudanças bruscas de comportamento.
- Isolamento social.
- Problemas com a escola, trabalho ou atividades cotidianas.
- Aparência negligenciada e perda de interesse por hobbies.
- Necessidade constante de dinheiro sem explicação clara.
Como a família pode ajudar um filho dependente químico?
A família desempenha um papel crucial no processo de recuperação.
A principal forma de ajuda é oferecendo apoio emocional, mostrando que estão dispostos a ajudar no tratamento. Além disso:
- Incentive o tratamento: Muitas vezes, o dependente químico nega o problema, e a família deve incentivá-lo a procurar ajuda médica.
- Participe de terapias familiares: O tratamento do dependente é mais eficaz quando a família está envolvida, pois o ambiente familiar saudável pode auxiliar na recuperação.
- Evite a codependência: Não permita que a dependência do filho controle a dinâmica da casa ou as decisões familiares. Defina limites claros.
A família, ao agir de forma equilibrada e com suporte emocional, ajuda a criar um ambiente mais saudável, tanto para o dependente quanto para todos os envolvidos, tornando o caminho para a recuperação mais possível e eficaz.
Um recado importante para você!
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