Mês do divórcio? Descubra o que acontece em janeiro!

Você já ouviu dizer que janeiro é o “mês do divórcio”? Muita gente aproveita o começo do ano para tomar decisões difíceis, inclusive encerrar o casamento.

imagem representando mês do divórcio - janeiro

Por que janeiro é o mês do divórcio?

Muita gente já ouviu dizer que janeiro é “o mês do divórcio”, e isso não é por acaso.

Depois das festas, das contas de fim de ano e das reflexões típicas do início do ciclo, muitos casais percebem que o relacionamento já não está fazendo bem.

É um período em que planos se reorganizam, prioridades mudam e surge o desejo de começar o ano com mais tranquilidade.

Mas, além da parte emocional, existe também a parte prática: entender como funciona o divórcio e quais decisões precisam ser tomadas com cuidado para evitar problemas no futuro.

Por isso, antes de agir por impulso, vale conhecer o passo a passo e saber exatamente o que esperar desse processo.

Sabemos que questões jurídicas podem gerar dúvidas, e entender seus direitos é essencial para tomar decisões informadas. Em caso de dúvidas sobre o assunto, entre em contato aqui!

Qual é o mês do divórcio?

Quando se fala em “mês do divórcio”, a referência mais comum é janeiro. É claro, não existe nenhuma lei dizendo que esse é o mês oficial para se separar.

No entanto, vários estudos e levantamentos apontam que, logo depois das festas de fim de ano, muitas pessoas tomam a decisão de encerrar o casamento.

Pesquisas citadas por veículos de imprensa indicam que, os pedidos de divórcio e as buscas por termos como “divórcio rápido” crescem significativamente em janeiro.

Isso ocorre justamente porque o início do ano é visto como um momento de “virada de página”, em que os casais reavaliam o relacionamento.

Por isso, a expressão “mês do divórcio” é mais uma forma popular de descrever esse aumento nas separações em janeiro do que um título jurídico.

Na prática, o divórcio pode acontecer em qualquer época do ano, mas esse período costuma concentrar decisões importantes e conversas que ficaram represadas.

Por que o divórcio cresce em janeiro?

O divórcio costuma crescer em janeiro por uma soma de fatores emocionais, práticos e até culturais que se encontram logo depois das festas de fim de ano.

Não é que o mês “cause” separações, mas ele funciona como uma espécie de gatilho:

➛ os casais chegam ao fim de dezembro carregando conflitos antigos, cansaço, frustrações e, ao mesmo tempo, são pressionados a viver um “período perfeito” em família.

São os principais motivos para o aumento do divórcio em janeiro:

Em resumo, o divórcio cresce em janeiro porque o mês concentra três elementos fortes: 

  1. a convivência intensa das festas,
  2. o desgaste acumulado do ano que passou
  3. e o simbolismo do recomeço.

Quem já estava infeliz usa esse período para encarar a realidade e, muitas vezes, tomar a decisão que vinha sendo adiada.

Existe uma época “certa” para o divórcio?

Não existe uma época “certa” para o divórcio no sentido jurídico: a lei não fixa mês ideal, prazo específico nem calendário recomendado para se separar.

O que existe é o momento em que o casamento deixou de cumprir seu papel de trazer segurança, parceria e respeito, e passou a gerar sofrimento.

Algumas pessoas escolhem datas simbólicas, como o começo do ano, depois de uma grande briga, após a saída dos filhos de casa ou em fases de mudança profissional.

Do ponto de vista prático, o que pode influenciar o “quando” são fatores como: 

Também é importante considerar a segurança: em casos de agressão, ameaça ou abuso, o mais urgente não é encontrar o “melhor momento”, e sim proteger a integridade física e emocional.

Por isso, em vez de procurar um mês perfeito, o ideal é avaliar se o relacionamento ainda pode ser reconstruído com respeito ou se haverá separação, bem planejada e respaldada por um advogado.

O que saber ao decidir por fazer o divórcio?

Ao decidir fazer o divórcio, é importante entender que não se trata apenas de “terminar” um relacionamento, mas de organizar a vida prática e jurídica a partir dessa decisão.

Antes de tudo, você precisa saber se o divórcio será consensual ou litigioso, porque isso influencia o tempo, os custos e o caminho do processo.

Também é fundamental pensar em três pontos centrais: filhos, dinheiro e moradia.

Em relação aos filhos, será preciso definir guarda (geralmente a guarda compartilhada é a regra), convivência (dias, férias, feriados) e pensão alimentícia.

Na parte financeira, entra a partilha de bens de acordo com o regime de casamento (comunhão parcial), além de dívidas em comum, financiamentos e contas conjuntas.

Sobre a moradia, muitos casais precisam decidir quem continua no imóvel, se haverá venda, aluguel ou compensação financeira.

Também vale saber que o divórcio pode ser feito em cartório ou pela Justiça. Por fim, é importante lembrar que o advogado é obrigatório no processo de divórcio.

Um recado final para você!

imagem representando conteúdo jurídico informativo

Em caso de dúvidas, busque assistência jurídica!

Sabemos que o tema pode levantar muitas dúvidas e que cada situação é única, demandando uma análise específica de acordo com as circunstâncias de cada caso.

Se você tiver alguma questão ou quiser saber mais sobre o assunto, recomendamos a consulta com um advogado especialista.

O suporte jurídico adequado é fundamental para que decisões sejam tomadas de forma consciente e segura.

Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do escritório Valença, Lopes e Vasconcelos Advocacia

Direito Civil | Direito de Família | Direito Criminal | Direito Previdenciário | Direito Trabalhista | Direito Bancário

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Autor

  • luiz azul

    •Advogado familiarista, cogestor do VLV Advogados
    Membro Associado do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM)
    Capacitação pela AASP em questões de direito civil, especialmente direito das famílias/sucessões e pela PUC/RJ em alienação parental e perícias psicológicas

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