Doença de Paget (osteíte deformante) dá direito ao BPC LOAS?
A doença de Paget (osteíte deformante) é uma condição que afeta os ossos e pode causar dor, deformidades e limitações na mobilidade. Em alguns casos, pode dar direito ao BPC LOAS.

A doença de Paget (osteíte deformante) é uma condição que afeta os ossos e pode causar dor, deformidades e dificuldade de locomoção ao longo do tempo.
Quando esses sintomas se tornam mais intensos, muitas pessoas passam a enfrentar limitações para trabalhar e manter uma vida independente, o que levanta uma dúvida comum: é possível receber o BPC LOAS nesses casos?
Essa é uma questão frequente, especialmente porque o benefício assistencial não depende apenas do diagnóstico, mas do impacto real da doença na sua vida e da sua condição financeira.
Se você convive com essa condição ou conhece alguém nessa situação, este conteúdo foi preparado para esclarecer o que realmente importa. Continue a leitura e entenda quando a doença de Paget pode dar direito ao BPC LOAS e como agir.
Sabemos que questões jurídicas podem gerar dúvidas, e entender seus direitos é essencial para tomar decisões informadas. Em caso de dúvidas sobre o assunto, entre em contato: clique aqui!
Desse modo, pensando em te ajudar, preparamos este artigo no qual você aprenderá:
O que é a doença de Paget?
A doença de Paget, também conhecida como osteíte deformante, é uma alteração crônica no metabolismo ósseo que faz com que os ossos se renovem de forma desorganizada.
Isso faz com que fiquem mais frágeis, deformados e suscetíveis a fraturas. Essa condição pode atingir áreas como coluna, quadril, pernas e crânio, afetando diretamente a mobilidade e a qualidade de vida.
Na prática, você pode sentir dores constantes, aumento do volume ósseo e dificuldade para caminhar ou realizar atividades simples, como subir escadas.
Em casos mais avançados, a doença pode causar deformidades visíveis e até compressão de nervos, gerando limitações mais graves.
Embora algumas pessoas convivam com sintomas leves, outras desenvolvem restrições importantes.
Por exemplo, um trabalhador que depende de esforço físico pode deixar de exercer sua profissão devido à dor e à limitação de movimento. É justamente esse impacto funcional que pode ter relevância para fins de benefícios assistenciais.
Doença de Paget dá direito ao BPC LOAS?
Sim, a doença de Paget pode dar direito ao BPC LOAS, desde que você comprove os requisitos legais exigidos. O benefício está previsto no art. 20 da Lei nº 8.742/93 (LOAS) e não depende apenas do diagnóstico da doença.
O que o INSS analisa é se a condição gera um impedimento de longo prazo, ou seja, limitações que dificultam sua participação plena na vida em sociedade.
Além disso, é necessário comprovar situação de baixa renda familiar, normalmente inferior a 1/4 do salário mínimo por pessoa.
Na prática, isso significa que duas pessoas com a mesma doença podem ter resultados diferentes. Imagine, por exemplo, alguém com dores leves que ainda consegue trabalhar.
Nesse caso, o benefício pode ser negado. Já uma pessoa com deformidades ósseas e dificuldade de locomoção pode preencher os requisitos.
O BPC não exige contribuição ao INSS, mas exige prova concreta da incapacidade e da vulnerabilidade social.
Por isso, o foco está no impacto real da doença no seu dia a dia, e não apenas no diagnóstico médico.
Como solicitar BPC LOAS por doença de Paget?
Para solicitar o BPC LOAS, você precisa seguir algumas etapas obrigatórias. O processo pode ser feito de forma digital, mas exige atenção para evitar erros que levem à negativa.
Veja como funciona:
1. Inscreva-se e mantenha atualizado o Cadastro Único (CadÚnico)
2. Faça o pedido pelo site ou aplicativo “Meu INSS” ou pelo telefone 135
3. Aguarde o agendamento da perícia médica e da avaliação social
4. Apresente toda a documentação exigida
5. Acompanhe o resultado pelo sistema
Essas etapas são essenciais porque o INSS realiza uma análise conjunta: saúde + condição social. Por exemplo, mesmo que a doença seja comprovada, o benefício pode ser negado se a renda ultrapassar o limite.
Erros simples, como documentos incompletos ou desatualizados, podem atrasar o processo ou gerar indeferimento.
Por isso, organizar tudo com antecedência aumenta as chances de uma análise correta e evita retrabalho.
O que comprovar da doença na perícia do BPC LOAS?
Na perícia do BPC LOAS, você deve comprovar não apenas a existência da doença, mas principalmente o impacto dela na sua vida. O INSS avalia se há um impedimento de longo prazo, conforme exige a legislação.
Os principais pontos analisados são:
▸Diagnóstico médico, com indicação do CID (como M88.8)
▸Limitações físicas, como dor intensa ou dificuldade para caminhar
▸Incapacidade para o trabalho ou para atividades do dia a dia
▸Tratamento contínuo, como uso de medicamentos ou fisioterapia
Na prática, imagine uma pessoa que sente dor constante e não consegue permanecer em pé por muito tempo.
Mesmo que não esteja totalmente incapacitada, essa limitação pode impedir o exercício de diversas atividades profissionais.
Por isso, é fundamental apresentar laudos detalhados, exames e relatórios médicos atualizados.
Documentos genéricos ou antigos podem não demonstrar a real gravidade do caso, o que é uma das causas mais comuns de negativa do benefício.
Tive o BPC LOAS negado por doença de Paget, e agora?
Se o BPC LOAS foi negado, isso não significa que você não tem direito. Muitas negativas ocorrem por falta de documentação adequada ou por avaliação incompleta da situação.
Nessa situação, você pode agir de diferentes formas:
- Pedir revisão administrativa no próprio INSS
- Apresentar novos documentos médicos mais detalhados
- Entrar com recurso administrativo dentro do prazo
- Buscar a via judicial, quando necessário
É comum que pessoas com direito tenham o benefício negado inicialmente. Por exemplo, se o laudo não descreve claramente as limitações, o INSS pode entender que não há incapacidade suficiente.
Por isso, agir rapidamente é importante. Existem prazos para recurso e, quanto mais tempo passa, maior pode ser o prejuízo financeiro.
A análise jurídica do caso pode ajudar a identificar falhas no processo e orientar a melhor estratégia para garantir seus direitos.
Um recado final para você!
Sabemos que o tema pode levantar muitas dúvidas e que cada situação é única, demandando uma análise específica de acordo com as circunstâncias de cada caso.
Se você tiver alguma questão ou quiser saber mais sobre o assunto, recomendamos a consulta com um advogado especialista.
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Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do escritório Valença, Lopes e Vasconcelos Advocacia
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