Quanto pagar para o INSS em 2026? Tabela e valores por categoria
Quanto pagar para o INSS não tem resposta única: CLT, autônomo, MEI e facultativo seguem regras e valores diferentes. Entenda quanto custa cada perfil em 2026 e o que você garante em troca.
Quem trabalha por conta própria descobre rápido que a pergunta “quanto pagar de INSS” não tem uma resposta só. O valor muda conforme a sua categoria de segurado, a base de cálculo escolhida e a alíquota, e cada combinação garante direitos diferentes lá na frente.
Essa escolha costuma ser feita no piloto automático, com o menor valor possível, e só aparece como problema anos depois, na hora de pedir o benefício. É exatamente aí que o enquadramento errado ou a alíquota reduzida viram tempo de contribuição que não conta.
No VLV Advogados, a área de Direito Previdenciário é conduzida por equipe própria, coordenada por advogada com atuação exclusiva na matéria, e boa parte das dúvidas que chegam ao escritório começa nesse ponto: quanto pagar e o que aquele valor realmente garante.
Este guia reúne os valores de 2026, os códigos da GPS e as consequências práticas de cada opção. Entender as regras antes de emitir a próxima guia ajuda a decidir com mais segurança. Se quiser analisar a sua situação concreta, clique aqui para falar com um especialista do VLV Advogados.
Quanto se paga de INSS por mês em 2026?
Em 2026, o valor pago ao INSS por mês vai de R$ 81,05 a R$ 1.695,11, conforme a categoria do segurado e a base de contribuição escolhida.
Os parâmetros são o salário mínimo de R$ 1.621,00 e o teto previdenciário de R$ 8.475,55, fixados pela Portaria Interministerial MPS/MF nº 13/2026 e publicados na tabela de contribuição mensal do INSS.
| Perfil | Alíquota | Valor mensal em 2026 |
|---|---|---|
| CLT, doméstico e avulso (1 salário mínimo) | 7,5% | R$ 121,58 |
| CLT, doméstico e avulso (no teto) | Progressiva | R$ 988,09 |
| MEI (via DAS) | 5% | R$ 81,05 |
| Facultativo baixa renda | 5% | R$ 81,05 |
| Plano simplificado (individual ou facultativo) | 11% | R$ 178,31 |
| Plano normal, sobre o salário mínimo | 20% | R$ 324,20 |
| Plano normal, sobre o teto | 20% | R$ 1.695,11 |
Quem tem carteira assinada não precisa fazer nada: o desconto é feito pelo empregador. Já contribuinte individual, facultativo e segurado especial emitem a própria guia e escolhem o valor, dentro dos limites da lei.
Qual é o valor do INSS para CLT?
O valor do INSS para CLT em 2026 é calculado por alíquotas progressivas de 7,5% a 14%, aplicadas faixa por faixa sobre o salário bruto, e não de forma única sobre o total. A mesma regra vale para empregados domésticos e trabalhadores avulsos.
| Faixa salarial | Alíquota |
|---|---|
| Até R$ 1.621,00 | 7,5% |
| De R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84 | 9% |
| De R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27 | 12% |
| De R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55 | 14% |
Na prática, quem recebe R$ 3.500,00 paga R$ 121,58 na primeira faixa, R$ 115,37 na segunda e R$ 71,66 na terceira, totalizando R$ 308,61.
Quem ganha acima do teto tem desconto limitado a R$ 988,09, e sobre o valor que excede R$ 8.475,55 não há contribuição nem cobertura previdenciária.
Essa modalidade dá acesso a todos os benefícios do Regime Geral, incluindo as regras de transição que exigem tempo de contribuição, previstas na Emenda Constitucional 103/2019.
Vale lembrar que o recolhimento correto do INSS é obrigação do empregador, e falhas nesse ponto costumam aparecer em discussões de Direito Trabalhista.
Quanto pagar de INSS por conta própria?
Quem trabalha por conta própria paga o INSS como contribuinte individual e pode escolher entre duas alíquotas: 11% sobre o salário mínimo, o que resulta em R$ 178,31 por mês, ou 20% sobre um valor entre o mínimo e o teto, o que gera contribuições de R$ 324,20 a R$ 1.695,11.
A guia é a GPS, emitida pelo Meu INSS ou preenchida em carnê. Os códigos são 1007 (20% mensal), 1104 (20% trimestral), 1163 (11% mensal) e 1180 (11% trimestral). O vencimento mensal é o dia 15 do mês seguinte à competência.
Existe também a opção de recolhimento trimestral, em que se paga o valor de três competências de uma vez, sempre até o dia 15 do mês seguinte ao fim do trimestre civil: abril, julho, outubro e janeiro.
“O erro mais frequente que vejo em atendimento não é pagar pouco, é pagar no código errado. A pessoa recolhe por anos, acredita que está construindo tempo de contribuição e descobre, no requerimento, que aquele período só serve para aposentadoria por idade. Antes de emitir a próxima guia, vale conferir o CNIS e confirmar em qual categoria os recolhimentos estão sendo registrados.” Dra. Rafaela Carvalho, advogada (OAB/BA 61.735), coordenadora da equipe jurídica do VLV Advogados
Segundo a PNAD Contínua do IBGE, no trimestre encerrado em janeiro de 2026 a taxa de informalidade no Brasil era de 37,5% da população ocupada, o equivalente a cerca de 38,5 milhões de pessoas sem vínculo formal.
É um contingente que depende inteiramente da própria iniciativa para manter a proteção previdenciária.
Quanto pagar de INSS como segurado facultativo?
O segurado facultativo paga R$ 81,05, R$ 178,31 ou a partir de R$ 324,20 por mês em 2026, conforme o plano escolhido.
Essa categoria é destinada a quem não exerce atividade remunerada, como estudantes, pessoas desempregadas, donas de casa e brasileiros que vivem no exterior sem previdência local.
| Plano | Alíquota | Valor | Código da GPS |
|---|---|---|---|
| Facultativo baixa renda | 5% | R$ 81,05 | 1929 |
| Plano simplificado | 11% | R$ 178,31 | 1473 |
| Plano normal | 20% | R$ 324,20 a R$ 1.695,11 | 1406 |
A alíquota de 5% tem requisitos cumulativos e rigorosos: não ter renda própria, dedicar-se exclusivamente ao trabalho doméstico na própria residência e pertencer a família de baixa renda inscrita no CadÚnico, com cadastro atualizado.
Se qualquer requisito deixar de ser cumprido, o INSS pode não validar a competência, e será preciso complementar o valor.
Quem está desempregado nem sempre precisa contribuir de imediato. O período de graça previsto no art. 15 da Lei 8.213/91 mantém a qualidade de segurado por 12 meses após a última contribuição, prazo que pode chegar a 24 meses para quem já tinha mais de 120 contribuições e a 36 meses com comprovação de desemprego.
Para o facultativo que apenas deixa de recolher, o prazo é de 6 meses.
Quanto pagar de INSS como MEI?
O MEI paga R$ 81,05 de INSS por mês em 2026, valor correspondente a 5% do salário mínimo, recolhido dentro do DAS junto com os tributos da atividade. Não é preciso emitir GPS separada nem escolher base de cálculo.
O valor total do DAS depende do ramo: R$ 82,05 para comércio e indústria (com R$ 1,00 de ICMS), R$ 86,05 para serviços (com R$ 5,00 de ISS) e R$ 87,05 para comércio e serviços juntos. O vencimento é o dia 20 de cada mês.
Esses 5% garantem aposentadoria por idade, auxílio por incapacidade, salário-maternidade, pensão por morte e auxílio-reclusão, sempre no valor de um salário mínimo.
Não dão acesso à aposentadoria por tempo de contribuição, às regras de transição nem à Certidão de Tempo de Contribuição. Para isso, o MEI precisa complementar a alíquota, como explicamos adiante.
Quanto pagar de INSS como segurado especial?
O segurado especial contribui com 1,3% sobre a receita bruta da comercialização da produção rural, percentual retido e recolhido no momento da venda, conforme o art. 25 da Lei 8.212/91.
Enquadram-se nessa categoria pequenos produtores rurais em regime de economia familiar, pescadores artesanais e indígenas, sem empregados permanentes.
Esse recolhimento garante benefícios no valor de um salário mínimo. Quem deseja aposentadoria superior ao piso pode fazer uma contribuição facultativa adicional de 20% sobre valor escolhido entre o mínimo e o teto, usando os códigos 1503 (mensal) e 1554 (trimestral).
Na prática, muitos segurados especiais têm dificuldade não com o valor, mas com a comprovação da atividade rural, que depende de documentos como notas de produtor, contratos de parceria e declarações de sindicato.
Esse é um dos pontos mais analisados pela equipe de Direito Previdenciário do VLV Advogados, que atende clientes de forma online em diferentes estados, incluindo regiões de forte presença rural.
Qual a diferença de pagar 11% ou 20% do INSS?
A diferença entre pagar 11% ou 20% do INSS está no tipo de aposentadoria e no valor máximo do benefício.
Com 11%, a contribuição incide obrigatoriamente sobre o salário mínimo e o benefício fica limitado a um salário mínimo. Com 20%, é possível contribuir sobre base maior e acessar as regras que exigem tempo de contribuição.
Alíquotas do INSS em 2026 e o que cada uma garante
-
5%
R$ 81,05 por mês
MEI e facultativo baixa renda
Benefícios de 1 salário mínimo
Aposentadoria por idade: sim
Tempo de contribuição: não
-
11%
R$ 178,31 por mês
Plano simplificado
Benefícios de 1 salário mínimo
Aposentadoria por idade: sim
Tempo de contribuição: não
-
20%
R$ 324,20 a R$ 1.695,11
Plano normal
Benefícios até o teto
Aposentadoria por idade: sim
Tempo de contribuição: sim
Valores calculados sobre o salário mínimo de R$ 1.621,00 e o teto de R$ 8.475,55 (2026).
| Critério | 11% (simplificado) | 20% (normal) |
|---|---|---|
| Base de cálculo | Fixa no salário mínimo | De R$ 1.621,00 a R$ 8.475,55 |
| Valor mensal em 2026 | R$ 178,31 | R$ 324,20 a R$ 1.695,11 |
| Aposentadoria por idade | Sim | Sim |
| Regras que exigem tempo de contribuição | Não | Sim |
| Benefício acima do salário mínimo | Não | Sim |
| Certidão de Tempo de Contribuição | Não | Sim |
A regra que limita as alíquotas reduzidas está na Instrução Normativa INSS/PRES nº 128/2022: períodos recolhidos com 5% ou 11% só contam para aposentadoria por idade, salvo se houver complementação.
Vale o mesmo alerta para competências pagas abaixo do salário mínimo, que não são computadas como tempo de contribuição sem o acerto do valor.
Pagar 20% também não é automaticamente a melhor escolha. O valor do benefício sai da média de todos os salários de contribuição desde julho de 1994, e não do que se paga nos últimos meses.
Contribuir no teto por pouco tempo, depois de anos no mínimo, tende a mover pouco essa média.
Posso mudar de 11% para 20% depois?
Sim, é possível mudar de 11% para 20% a qualquer momento, e também complementar competências já pagas para que passem a contar como tempo de contribuição.
A mudança para frente é simples: basta emitir a próxima guia com o código do plano normal. Já a complementação do passado exige código específico e incide sobre a diferença de alíquota, com juros.
| Situação | Complemento | Código mensal |
|---|---|---|
| Contribuinte individual, de 11% para 20% | 9% | 1295 |
| Facultativo, de 11% para 20% | 9% | 1686 |
| Facultativo baixa renda, de 5% para 20% | 15% | 1945 |
| MEI, de 5% para 20% | 15% | 1910 |
Antes de complementar, vale checar se o esforço muda alguma coisa no seu caso. Complementar para atingir 11% partindo de 5%, por exemplo, não amplia direitos, já que as duas alíquotas dão acesso ao mesmo conjunto de benefícios.
E recolhimentos feitos em atraso não são computados para as regras de transição do pedágio, o que frustra quem tenta “comprar” tempo retroativo.
Caso inspirado em situações atendidas pelo VLV Advogados:
Uma cabeleireira contribuiu por onze anos no código 1163, com 11% sobre o salário mínimo, orientada por conhecidos de que era “o carnê mais barato”.
Ao procurar orientação para se aposentar pela regra de pontos, descobriu que aquele período não servia para nenhuma regra que exija tempo de contribuição, apenas para aposentadoria por idade.
A análise do CNIS mostrou que a complementação de 9% daqueles meses, pelo código 1295, era possível e viabilizava a regra de transição pretendida.
O caminho e o custo dependeram das circunstâncias daquele histórico contributivo e não representam previsão de resultado para outras situações.
Quanto pagar para receber um salário mínimo de aposentadoria?
Para receber um salário mínimo de aposentadoria, basta contribuir com R$ 178,31 por mês (11%) ou, se houver enquadramento, com R$ 81,05 (5%).
Contribuir acima disso não aumenta o benefício de quem pretende se aposentar apenas no piso, porque o valor nunca é inferior nem superior a um salário mínimo nessas modalidades.
O valor da guia, porém, é só parte da conta. Também é preciso cumprir carência de 180 contribuições mensais e a idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens, conforme a EC 103/2019. Sem esses dois requisitos, nenhuma quantia paga garante o benefício.
Para quem quer receber acima do piso, não existe uma parcela fixa que entregue dois ou três salários mínimos.
O cálculo parte da média de todos os salários de contribuição desde julho de 1994, sobre a qual se aplicam 60% mais 2% por ano que exceder 20 anos de contribuição para homens e 15 anos para mulheres.
Ou seja, o resultado depende de valor e tempo combinados, não do último recolhimento.
Esse ponto ficou ainda mais relevante depois que o Supremo Tribunal Federal encerrou a chamada revisão da vida toda no RE 1.276.977/DF (Tema 1102), Tribunal Pleno, relator Ministro Alexandre de Moraes, com julgamento dos embargos de declaração concluído em novembro de 2025 e acórdão publicado no DJE de 29 de abril de 2026.
A decisão cancelou a tese anteriormente fixada e alinhou o Tema 1102 ao julgamento das ADIs 2.110/DF e 2.111/DF, de 21 de março de 2024, afastando a inclusão de contribuições anteriores a julho de 1994 no cálculo.
Na prática, o período contributivo que forma a sua média está delimitado, e a correção de escolhas ruins não virá por revisão judicial posterior.
Sua decisão de hoje define o benefício de amanhã
Saber quanto pagar de INSS em 2026 é menos uma questão de encontrar o valor mais barato e mais de escolher a alíquota compatível com o benefício que você pretende.
Os R$ 81,05, R$ 178,31 ou R$ 324,20 cumprem funções diferentes, e a diferença entre eles só aparece anos depois, quando o tempo de contribuição é conferido.
Como o cálculo depende do histórico de cada pessoa, o mesmo valor pode ser adequado para um segurado e um desperdício para outro.
A equipe previdenciária do VLV Advogados atende de forma online, com canal próprio de ouvidoria e controle de qualidade, e analisa o CNIS antes de indicar qualquer mudança de código ou complementação. Para avaliar o seu caso, clique aqui para falar com um especialista do VLV Advogados.
Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do VLV Advogados
Sobre a autora
A Dra. Rafaela Carvalho é advogada (OAB 61735) com atuação em direito Previdenciário, pós-graduada em Direitos Fundamentais e Justiça e com formação em Liderança pela Conquer Business School. Atualmente coordena a equipe jurídica do VLV Advogados.
Direito Civil | Direito de Família | Direito Criminal | Direito Previdenciário | Direito Trabalhista | Direito Bancário
Perguntas frequentes
Quem ganha 1 salário mínimo paga quanto de INSS?
Quem ganha um salário mínimo com carteira assinada paga R$ 121,58 por mês em 2026, resultado da alíquota de 7,5% sobre R$ 1.621,00. O desconto é feito diretamente pelo empregador, sem necessidade de emitir guia.
O que acontece se eu atrasar o pagamento do INSS?
O atraso gera multa de mora de 0,33% por dia, limitada a 20% do valor, mais juros pela taxa Selic, conforme o art. 35 da Lei 8.212/91. Competências com até cinco anos podem ser calculadas e pagas pelo Sistema de Acréscimos Legais da Receita Federal; acima disso, o INSS exige comprovação da atividade exercida no período.
Autônomo que presta serviço para empresa precisa pagar INSS por conta própria?
Não, o autônomo que presta serviço para empresa não precisa pagar o INSS por conta própria sobre essa remuneração, porque a própria contratante desconta 11% e recolhe a contribuição, conforme o art. 4º da Lei 10.666/2003. A GPS só é necessária se ele também atender pessoas físicas ou quiser contribuir sobre uma base maior, e emitir guia sobre os mesmos valores gera pagamento em duplicidade.
Qual o valor do carnê do INSS em 2026?
O valor mínimo do carnê em 2026 é de R$ 81,05, para quem se enquadra no facultativo baixa renda (código 1929). As demais opções são R$ 178,31 no plano simplificado (11%) e a partir de R$ 324,20 no plano normal (20%).


