Qual o valor da aposentadoria em 2026? Entenda o cálculo!
Quem vai se aposentar em 2026 precisa entender como o INSS calcula o benefício. Saber como funciona o valor da aposentadoria ajuda você a planejar melhor!
Saber qual será o valor da aposentadoria em 2026 é uma das maiores dúvidas de quem está perto de se aposentar ou já recebe um benefício do INSS.
O valor que cada pessoa recebe não surge do nada: ele é resultado de um cálculo que leva em conta o histórico de contribuições e as regras vigentes, além dos reajustes.
Por isso, duas pessoas que contribuíram por períodos parecidos podem ter valores bem diferentes no benefício.
Entender esse cálculo é essencial para evitar surpresas, planejar melhor o futuro e até identificar situações em que pode valer a pena pedir uma revisão!
Quando você compreende como o INSS chega ao número final, fica muito mais fácil tomar decisões seguras e proteger sua renda no longo prazo.
Sabemos que questões jurídicas podem gerar dúvidas, e entender seus direitos é essencial para tomar decisões informadas. Em caso de dúvidas sobre o assunto, entre em contato: clique aqui!
Desse modo, pensando em te ajudar, preparamos este artigo no qual você aprenderá:
Qual o valor da aposentadoria em 2026?
O valor da aposentadoria em 2026 não é um número único, porque ele varia conforme:
- o tipo de aposentadoria,
- o seu histórico de contribuições (salários sobre os quais você contribuiu)
- e as regras aplicáveis ao seu caso.
O que dá para afirmar com segurança é que existe um piso e um teto que delimitam essa faixa.
Em 2026, o piso previdenciário (o menor valor pago para a maioria dos benefícios) passou a ser R$1.621,00, pois acompanha o novo salário mínimo.
Já o teto do INSS (o valor máximo), as projeções amplamente divulgadas apontam um teto em torno de R$8.537,55 — mas esse valor tende a ser formalizado em ato próprio.
Entre esses dois extremos, o seu “número final” depende do cálculo do INSS: em linhas gerais, ele considera a média dos seus salários de contribuição e aplica os percentuais.
Depois desse resultado, ainda fica sujeito aos limites do piso e do teto; por isso, duas pessoas que contribuíram “por muito tempo” podem receber valores bem diferentes.
Como é feito o cálculo da aposentadoria no INSS?
O cálculo da aposentadoria no INSS funciona, em regra, como uma “conta em duas etapas”:
- o INSS define a base de cálculo (a média dos seus salários de contribuição)
- depois aplica um percentual sobre essa média
1) Base de cálculo: a média dos salários de contribuição
Depois da Reforma, o INSS calcula a média de 100% dos salários de contribuição a partir de julho/1994 (ou desde quando você começou a contribuir, se foi depois).
Isso é importante porque, em geral, não se descartam mais automaticamente as menores contribuições como acontecia em regras antigas.
2) Percentual aplicado sobre a média (coeficiente)
A mais comum hoje, o coeficiente começa em 60% da média e aumenta 2% por ano que exceder um “patamar mínimo” de tempo de contribuição:
- Homem: 60% + 2% para cada ano que passar de 20 anos de contribuição
- Mulher: 60% + 2% para cada ano que passar de 15 anos de contribuição
Depois de aplicar esse percentual, o resultado ainda respeita os limites: não pode ficar abaixo do salário mínimo (para benefícios que têm essa garantia) e não pode ultrapassar o teto do INSS.
Por exemplo, um homem, na regra comum:
- Média dos salários de contribuição (base): R$ 4.000,00
- Tempo de contribuição: 25 anos
- Coeficiente: 60% + 2%*(25–20) = 60% + 10% = 70%
- Valor estimado do benefício: 70% × R$ 4.000,00 = R$ 2.800,00
O valor da aposentadoria muda com o tipo de benefício?
O valor da aposentadoria pode mudar bastante conforme o tipo de benefício, porque cada modalidade tem uma forma própria de pensar seu valor.
Como já mencionamos, o cálculo, no geral, segue ➛ uma média dos salários e um percentual sobre essa base (atualmente, 60%).
Mas quais são as situações que o valor pode mudar?
Em especial, podemos mencionar a aposentadoria por invalidez, que pode ter um valor diferente caso tenha relação com acidente ou doença ligados ao trabalho.
Neste caso, o cálculo costumava ser mais vantajoso. Ou seja, a lei garante que o benefício seja de 100% da média de salários de contribuição. O cálculo pode ficar mais ou menos assim:
- Média dos salários de contribuição: R$ 4.500,00
- Percentual aplicado: 100%
- Então: R$ 4.500,00 × 100% = R$ 4.500,00
Em situações específicas, a lei permite a concessão de um adicional de 25% quando o segurado precisa de assistência permanente de outra pessoa.
De forma geral, podemos dizer que o valor da aposentadoria não é igual para todo mundo, porque ele depende do:
- histórico de contribuições,
- tipo de aposentadoria concedida,
- regra de cálculo aplicada pelo INSS.
Por isso, não existe um número fixo que sirva para todos: cada aposentadoria precisa ser analisada de forma individual.
Quem ganha mais salário recebe a mais na aposentadoria?
Em geral, quem ganha mais salário tende a ter uma aposentadoria maior, mas isso não é automático e depende de como essas remunerações viraram contribuições ao INSS.
O INSS não olha “quanto você ganhava” de forma isolada: ele considera os salários de contribuição e faz uma média desses valores dentro do período considerado.
Se a pessoa sempre contribuiu sobre valores mais altos, a média costuma ser maior e isso puxa o benefício para cima. Só que existem três travas importantes:
- teto do INSS, ou seja, há um limite do quanto você pode receber
- salário alto, mas contribuições baixas (ou tempo sem contribuição)
- regra do coeficiente que, em muitos casos, não é de 100% da média
Um exemplo simples ajuda: se uma pessoa teve média de salários de contribuição de R$4.000, mas a regra aplicável paga 70% dessa média, o benefício estimado seria R$2.800.
Se outra pessoa teve média de R$2.500 e a regra paga 90%, ela receberia R$2.250.
Ou seja, salário mais alto ajuda, mas a forma de contribuição e a regra aplicada podem mudar bastante o resultado.
Como aumentar o valor da aposentadoria antes de aposentar?
Para aumentar o valor da aposentadoria antes de se aposentar, o ponto central é entender que o INSS calcula o benefício a partir do seu histórico de contribuições.
Quanto melhor estiver o seu CNIS (vínculos e salários corretos) e quanto mais consistente for o seu padrão de contribuição, maior a chance de você chegar a uma média melhor.
Desse modo, algumas dicas importantes são:
- Conferir e corrigir o CNIS antes de pedir o benefício
- Evitar pausas de contribuição e manter regularidade
- Planejar o momento de dar entrada na aposentadoria
- Revisar a forma de contribuição (MEIs e autônomos)
- Verificar se existe tempo especial ou tempo rural
- Regularizar contribuições em atraso, se houver
- Organizar tudo antes do pedido ser feito
Em resumo, aumentar o valor da aposentadoria antes de se aposentar depende de organização, planejamento e escolhas corretas ao longo do tempo.
Não existe fórmula pronta nem garantia de valor maior, mas quem revisa o CNIS, entende as opções disponíveis e se prepara com antecedência reduz riscos.
Um recado final para você!
Sabemos que o tema pode levantar muitas dúvidas e que cada situação é única, demandando uma análise específica de acordo com as circunstâncias de cada caso.
Se você tiver alguma questão ou quiser saber mais sobre o assunto, recomendamos a consulta com um advogado especialista.
O suporte jurídico adequado é fundamental para que decisões sejam tomadas de forma consciente e segura.
Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do escritório Valença, Lopes e Vasconcelos Advocacia
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