Qual o valor de um processo de usucapião?

O custo de um processo de usucapião varia conforme o tipo do pedido, o valor do imóvel e se o procedimento é judicial ou em cartório. Entender esses fatores ajuda você a se planejar e evitar surpresas durante a regularização do imóvel.

Imagem representando processo de usucapião.

Qual o valor de um processo de usucapião?

Quando você começa a pesquisar sobre usucapião, a primeira dúvida quase sempre é a mesma: quanto isso vai custar?

E essa pergunta é totalmente justa, porque ninguém quer investir tempo, dinheiro e expectativa sem entender o impacto financeiro real do processo.

A verdade é que a usucapião não tem um preço fixo. O valor final depende do tipo de procedimento, do valor do imóvel, da situação da documentação e de quem precisa ser envolvido para que tudo seja regularizado.

Mas isso não significa que seja algo imprevisível. Quando você entende como os custos são formados, fica muito mais fácil planejar e decidir se vale a pena iniciar o processo.

Sabemos que questões jurídicas podem gerar dúvidas, e entender seus direitos é essencial para tomar decisões informadas. Em caso de dúvidas sobre o assunto, entre em contato aqui!

Quanto custa a usucapião judicial?

A usucapião judicial é utilizada quando existem obstáculos que impedem a via do cartório, como herdeiros não localizados, matrícula com problemas ou qualquer situação que gere dúvida sobre a posse.

Nesse modelo, o pedido é analisado por um juiz, dentro de um processo que pode durar mais tempo e envolver mais etapas.

Os custos começam pelas custas judiciais, que são taxas pagas ao Tribunal para abrir e movimentar o processo.

Essas custas são calculadas com base no valor venal do imóvel, que é o valor usado para fins de IPTU. Quanto maior o valor do imóvel, maior tende a ser o custo inicial do processo.

Além disso, é comum que o juiz determine publicações de editais para notificar possíveis interessados e, em muitos casos, uma perícia técnica para confirmar as medidas, limites e a ocupação do imóvel.

Esses atos também geram despesas que fazem parte do custo total.

Somando essas taxas aos honorários do advogado, a usucapião judicial normalmente fica entre R$ 10.000 e R$ 30.000 ou mais, variando conforme o valor do imóvel e a complexidade da situação.

Quanto custa a usucapião em cartório?

A usucapião em cartório, também chamada de usucapião extrajudicial, é possível quando não há conflitos e todos os envolvidos concordam com o reconhecimento da posse.

Nesse caso, o procedimento ocorre diretamente no Cartório de Registro de Imóveis, sem necessidade de um processo judicial.

O primeiro custo relevante é a ata notarial, feita no Cartório de Notas, que serve para comprovar oficialmente a sua posse e o tempo de ocupação do imóvel.

O valor dessa ata é definido por tabela estadual e varia conforme o valor do imóvel. Depois disso, há os emolumentos do cartório, que são as taxas para analisar, tramitar e registrar a usucapião.

Também entram nesse custo os gastos com planta e memorial descritivo, elaborados por engenheiro ou arquiteto, além das certidões exigidas para demonstrar a situação jurídica do imóvel.

Quando tudo isso é somado aos honorários do advogado, o custo da usucapião em cartório normalmente fica entre R$ 10.000 e R$ 22.000, podendo variar conforme o valor do bem e o estado onde ele está localizado.

Quais taxas são cobradas na usucapião?

A usucapião envolve tanto taxas judiciais quanto taxas cartorárias, dependendo da modalidade escolhida. 

Quais taxas são cobradas na usucapião?

A usucapião envolve tanto taxas judiciais quanto taxas cartorárias, dependendo da modalidade escolhida.

Na via judicial, você paga custas ao Tribunal para protocolar e movimentar o processo, além de valores referentes a publicações oficiais e, se houver, perícia técnica determinada pelo juiz.

Na via extrajudicial, as taxas são chamadas de emolumentos cartorários, que incluem a lavratura da ata notarial, o processamento do pedido, as notificações aos confrontantes e o registro final da propriedade no Cartório de Imóveis.

Esses valores seguem tabelas oficiais dos estados e, na maioria das vezes, são calculados conforme o valor venal do imóvel.

Além dessas taxas, existem ainda os custos com certidões e documentos exigidos para provar a origem da posse e a situação do imóvel, que também fazem parte do valor final do procedimento.

Os honorários do advogado estão incluídos?

Sim, os honorários do advogado fazem parte do custo total da usucapião.

A lei exige que a usucapião seja feita com advogado, tanto na Justiça quanto no cartório. O advogado não é um “extra”, ele faz parte do próprio procedimento.

É ele quem analisa se você realmente tem direito à usucapião, escolhe o tipo correto, monta a estratégia, reúne provas, prepara o pedido, responde exigências do cartório ou do juiz e conduz o processo até o registro final.

Quando se diz que a usucapião costuma custar entre 10% e 30% do valor do imóvel, esse percentual já inclui os honorários advocatícios junto com todas as demais despesas.

Em alguns casos o advogado cobra um valor fixo, em outros um percentual sobre o valor do bem, mas em qualquer situação ele faz parte da estrutura de custos do procedimento.

O valor do imóvel muda o preço da usucapião?

O valor do imóvel é um dos fatores que mais influenciam o preço da usucapião. Isso acontece porque tanto as custas judiciais quanto os emolumentos cartorários são calculados com base no valor venal do bem.

Além disso, muitos honorários advocatícios também levam em consideração esse valor.

Na prática, isso significa que regularizar um imóvel de baixo valor custa muito menos do que regularizar um imóvel mais caro, mesmo que o tipo de usucapião seja o mesmo.

Por esse motivo, os especialistas preferem falar em percentuais e não em números fixos, pois essa lógica acompanha a realidade do sistema jurídico e cartorário.

O que entra no valor de um processo de usucapião?

O valor de um processo de usucapião é formado pela soma de todos os elementos necessários para transformar uma posse informal em propriedade legal.

Isso inclui os honorários do advogado, as taxas do Judiciário ou do cartório, as certidões, os documentos técnicos do imóvel, as publicações e, por fim, o registro da nova matrícula no Cartório de Registro de Imóveis.

Mais do que um gasto, esse valor representa o custo de levar o imóvel para dentro do sistema jurídico, tornando possível vender, financiar, transmitir por herança e proteger o patrimônio contra disputas futuras.

Por isso, contar com orientação jurídica especializada desde o início ajuda você a evitar erros, reduzir retrabalho e chegar ao resultado com mais segurança e previsibilidade.

Um recado final para você!

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Sabemos que o tema pode levantar muitas dúvidas e que cada situação é única, demandando uma análise específica de acordo com as circunstâncias de cada caso.

Se você tiver alguma questão ou quiser saber mais sobre o assunto, recomendamos a consulta com um advogado especialista.

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Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do escritório Valença, Lopes e Vasconcelos Advocacia.

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Autor

  • joao valenca

    •Advogado (43370 OAB) especialista em diversas áreas do Direito e Co-fundador do escritório VLV Advogados, empresa referência há mais de 10 anos no atendimento humanizado e mais de 5 mil cidades atendidas em todo o Brasil.

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