Todos merecem defesa? Até mesmo os culpados?

Muita gente se pergunta por que até quem erra tem direito à defesa. Neste conteúdo, você vai entender por que isso é tão importante para a Justiça!

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Todos merecem defesa, até mesmo os culpados?

Quando ouvimos que alguém acusado de um crime tem direito à defesa, muita gente pensa que isso significa “proteger culpados” ou tentar fazer com que a pessoa não seja punida.

Mas, na verdade, o direito à defesa existe para garantir que ninguém seja julgado de forma injusta, sem ter chance de explicar o que aconteceu.

Mesmo quando há fortes indícios de culpa, a defesa serve para verificar se o processo foi correto, se a lei foi respeitada, se a pena é adequada e se há respeito dos direitos básicos.

Esse não é um privilégio individual: é um mecanismo que protege toda a sociedade contra decisões precipitadas, erros e condenações injustas.

Por isso, dizer que “todos merecem defesa” não significa concordar com o erro. Significa defender um julgamento justo, transparente e controlado pelas regras da lei.

Sabemos que questões jurídicas podem gerar dúvidas, e entender seus direitos é essencial para tomar decisões informadas. Em caso de dúvidas sobre o assunto, entre em contato aqui!

Por que todos têm direito à defesa?

Todos têm direito à defesa porque ninguém pode ser condenado, punido ou prejudicado sem ter a chance de se explicar e mostrar a sua versão dos fatos.

Esse direito existe para impedir erros, abusos e decisões injustas, já que acusações podem conter falhas, interpretações equivocadas, provas incompletas ou até ilegalidades.

Ao garantir a defesa, a lei permite que a pessoa apresente documentos, testemunhas, argumentos jurídicos, questione provas, peça revisões.

Além disso, a defesa também serve para verificar se o processo está sendo feito do jeito certo, se a pena é proporcional e se os direitos básicos estão sendo respeitados.

Isso não significa “passar a mão na cabeça” de quem errou; significa assegurar que toda punição só aconteça depois de um julgamento justo, transparente e baseado nas regras.

A defesa vale mesmo quando há confissão?

Sim, a defesa vale mesmo quando há confissão, e isso é muito importante de entender.

Quando alguém confessa um crime ou um erro, isso não significa que o processo “acabou” automaticamente ou que qualquer tipo de punição pode ser aplicada de qualquer jeito.

A confissão é uma prova relevante, mas ela precisa ser analisada junto com o restante do caso: é preciso verificar se foi feita de forma livre, sem ameaça, pressão ou coação.

Além disso, é dever da defesa verificar se a confissão é coerente com as outras provas, se não houve interpretação errada do que foi dito e se os direitos dessa pessoa foram respeitados.

Além disso, mesmo com confissão, a defesa pode atuar para discutir a forma como o fato será enquadrado na lei, se a acusação não exagerou, se a pena pedida é proporcional.

A defesa também pode esclarecer pontos que a confissão sozinha não explica, como a real participação da pessoa no caso, a intenção, o grau de envolvimento e até eventual injustiça.

Por isso, mesmo quando há confissão, o direito à defesa continua indispensável: ele não serve para “apagar” o que aconteceu, mas para que a resposta do Estado seja justa.

A defesa tenta “livrar” os acusados da culpa?

Não, o papel da defesa não é “livrar” acusados da culpa a qualquer custo, e sim garantir que ninguém seja tratado de forma injusta ou condenado além daquilo que a lei permite.

O advogado de defesa existe para equilibrar a relação entre o Estado, que tem poder de investigar, acusar e punir, e a pessoa que está sendo acusada.

Em alguns casos, a defesa vai lutar pela absolvição, porque entende que a acusação é fraca, que não há provas suficientes ou que a pessoa realmente não cometeu aquele crime.

Em outros, o trabalho é demonstrar que o fato não é tão grave quanto foi descrito, que a pena pedida é exagerada ou que existem circunstâncias que diminuem a responsabilidade.

Além disso, a defesa também atua para apontar falhas na investigação, provas obtidas de forma ilegal, depoimentos contraditórios, erros de procedimento e qualquer irregularidade.

Isso não significa passar pano para conduta errada, mas sim garantir que, se houver punição, ela seja aplicada do jeito certo, na medida correta e com respeito aos direitos básicos.

Alguém pode ser culpado sem ter uma defesa?

Em um processo justo, ninguém deveria ser considerado culpado sem ter uma defesa, porque isso fere diretamente o direito básico de qualquer pessoa de ser ouvida.

No Brasil, a própria Constituição garante o direito à ampla defesa e ao contraditório, o que significa que, antes de uma condenação, a pessoa tem o direito de defesa.

Desse modo, a pessoa deve saber qual a acusação, ter acesso ao processo, apresentar sua versão dos fatos e contar com a ajuda de um advogado.

Na prática, isso existe porque investigações podem falhar, testemunhas podem se confundir e até inocentes podem ser apontados como culpados.

De acordo com dados da ONG Innocence Project, desde 2017, pelo menos 10 pessoas foram libertadas por terem sido presas injustamente.

Desse modo, mesmo quando as provas parecem fortes, a defesa é necessária para verificar o caso e buscar a Justiça pelo acusado.

Um sistema que condena alguém sem oferecer defesa não é apenas injusto com aquela pessoa específica: ele é perigoso para toda a sociedade.

Um recado final para você!

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Em caso de dúvidas, procure assistência jurídica!

Sabemos que o tema pode levantar muitas dúvidas e que cada situação é única, demandando uma análise específica de acordo com as circunstâncias de cada caso.

Se você tiver alguma questão ou quiser saber mais sobre o assunto, recomendamos a consulta com um advogado especialista.

O suporte jurídico adequado é fundamental para que decisões sejam tomadas de forma consciente e segura.

Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do escritório Valença, Lopes e Vasconcelos Advocacia

Direito Civil | Direito de Família | Direito Criminal | Direito Previdenciário | Direito Trabalhista | Direito Bancário

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Autor

  • joao valenca

    •Advogado (43370 OAB) especialista em diversas áreas do Direito e Co-fundador do escritório VLV Advogados, empresa referência há mais de 10 anos no atendimento humanizado e mais de 5 mil cidades atendidas em todo o Brasil.

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