Dissolução de união estável com filhos: como ocorre?

A dissolução de uma união estável com filhos envolve decisões delicadas sobre guarda, pensão e convivência. Entenda como funciona o processo e o que a lei prevê!

imagem representando dissolução de união estável com filhos

Dissolução de união estável com filhos: como fazer?

A dissolução de união estável com filhos costuma gerar muitas dúvidas, principalmente porque envolve não só o fim da relação entre o casal, mas também decisões sobre as crianças.

Diferente do que muita gente imagina, o encerramento da união não acontece de forma automática e exige a definição clara de pontos como guarda e pensão alimentícia.

Quando há consenso, o procedimento pode ser mais simples e rápido; quando não há acordo, o caminho tende a ser judicial e mais cuidadoso.

Em qualquer cenário, o objetivo da dissolução não é apenas formalizar o término da relação, mas garantir segurança jurídica, organização patrimonial e proteção às crianças.

Sabemos que questões jurídicas podem gerar dúvidas, e entender seus direitos é essencial para tomar decisões informadas. Em caso de dúvidas sobre o assunto, entre em contato: clique aqui!

Como funciona a dissolução de união estável com filhos?

A dissolução de união estável com filhos funciona como uma regularização do fim da relação, mas com um cuidado extra: é preciso organizar tudo o que envolve os direitos das crianças.

Primeiro, identifica-se se há acordo entre as partes; quando existe consenso, o casal pode formalizar a dissolução definindo, de forma clara, como ficará:

Quando não há acordo, o caminho é a via judicial, por meio de uma ação de dissolução, em que o juiz pode estabelecer medidas provisórias logo no início.

O processo segue com apresentação de provas, documentos e, se necessário, manifestações do Ministério Público e estudos técnicos.

Em geral, o procedimento exige documentos pessoais, comprovantes de residência e renda, certidão de nascimento dos filhos e provas da união.

A dissolução de união estável com filhos precisa ser judicial?

Nem sempre a dissolução de união estável com filhos precisa ser judicial, mas isso vai depender principalmente de como serão definidos os direitos dos filhos.

Quando o casal concorda sobre tudo, é possível formalizar a dissolução de forma mais simples, desde que esses pontos fiquem bem ajustados e com segurança jurídica.

Em muitos casos, porém, a via judicial acaba sendo necessária porque envolve a proteção direta de interesses de crianças ou adolescentes.

Neste caso, há atuação do Judiciário (com participação do Ministério Público) para garantir que não haja prejuízo aos menores, nem acordos “no papel” que depois virem conflito na prática.

Além disso, se houver desacordo sobre pensão, guarda, visitas, divisão de despesas, mudança de cidade, ou até sobre a existência da própria união estável, a ação judicial é necessária.

Também costuma ser judicial quando há conflito patrimonial relevante, risco de ocultação de bens, histórico de ameaças ou qualquer situação que exija uma decisão imparcial.

Na prática, dá para dizer assim: se existe consenso maduro e bem definido, a dissolução pode ser formalizada de modo mais rápido no cartório.

Mas se qualquer ponto essencial estiver indefinido, contestado ou frágil, o procedimento judicial é o meio mais seguro para proteger os menores e evitar problemas futuros.

Quais são os direitos na dissolução da união estável com filhos?

Na dissolução da união estável com filhos, os direitos não se limitam ao casal: o foco principal é garantir que as crianças tenham proteção, estabilidade e sustento.

Por isso, além de organizar a vida patrimonial dos adultos, a dissolução precisa definir regras claras para guarda, convivência e pensão, evitando acordos “no improviso”.

Em geral, os direitos se dividem entre direitos dos filhos e direitos do casal, e ambos precisam ser formalizados para gerar segurança jurídica.

Em resumo, a dissolução da união estável com filhos serve para proteger as crianças e também para organizar a vida do casal com regras claras.

Quando esses direitos ficam bem definidos e formalizados, a chance de conflito diminui muito — e a família ganha previsibilidade, segurança e tranquilidade para seguir em frente.

Quanto tempo demora a dissolução de união estável com filhos?

O tempo para concluir uma dissolução de união estável com filhos depende, principalmente, de duas coisas:

  1. se o casal está de acordo sobre os pontos essenciais
  2. e se o caso precisa seguir pela via judicial.

Quando existe consenso real e tudo já está bem alinhado, o procedimento tende a ser bem mais rápido, porque o processo “anda” com menos impasses.

Já quando há conflito, o prazo costuma aumentar porque o Judiciário precisa avaliar todo o caso, o que, naturalmente, alonga o andamento do processo.

A existência de bens a partilhar, disputa sobre a própria existência da união estável, discussão sobre valores de pensão, ou tentativa de ocultação de patrimônio também pode demorar.

A melhor forma de evitar atrasos é reunir a documentação desde o início e buscar uma solução que deixe guarda, convivência e pensão bem definidas, reduzindo idas e vindas no processo.

Precisa de advogado na dissolução da união estável com filhos?

Sim, precisa de advogado na dissolução de união estável com filhos, porque se trata de um procedimento que envolve direitos de crianças e efeitos jurídicos importantes para o casal.

Mesmo quando existe acordo, a formalização precisa ser feita de forma correta para ter validade e evitar problemas futuros, como cobranças inesperadas.

Na via judicial, a presença de advogado é regra, já que ele é quem estrutura o pedido, organiza as provas, apresenta proposta de acordo ou defesa e acompanha o processo até a decisão final.

Na prática, o advogado também ajuda a transformar o “combinado verbal” em termos claros e executáveis, deixando todo o acordo seguro.

E se a pessoa não tiver condições de contratar um particular, é possível buscar a Defensoria Pública para obter assistência gratuita, garantindo orientação e representação com segurança.

Um recado final para você!

imagem representando conteúdo jurídico informativo

Em caso de dúvidas, procure assistência jurídica especializada.

Sabemos que o tema pode levantar muitas dúvidas e que cada situação é única, demandando uma análise específica de acordo com as circunstâncias de cada caso.

Se você tiver alguma questão ou quiser saber mais sobre o assunto, recomendamos a consulta com um advogado especialista.

O suporte jurídico adequado é fundamental para que decisões sejam tomadas de forma consciente e segura.

Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do escritório Valença, Lopes e Vasconcelos Advocacia

Direito Civil | Direito de Família | Direito Criminal | Direito Previdenciário | Direito Trabalhista | Direito Bancário

5/5 - (1 voto)

Autor

  • joao valenca

    •Advogado (43370 OAB) especialista em diversas áreas do Direito e Co-fundador do escritório VLV Advogados, empresa referência há mais de 10 anos no atendimento humanizado e mais de 5 mil cidades atendidas em todo o Brasil.

    Ver todos os posts
Olá, tudo bem?
Fale conosco no WhatsApp! Rápido e seguro.
Fale Conosco