Rescisão indireta para empregada doméstica: como funciona?

Se você é empregada doméstica e enfrenta abusos como falta de pagamento, jornadas exaustivas ou humilhação, saiba que a lei te protege!

Imagem representando empregada doméstica.

Rescisão indireta para empregada doméstica: como funciona?

A rescisão indireta acontece quando o empregador comete faltas graves que tornam impossível a continuidade do trabalho.

Para a empregada doméstica, isso pode envolver situações como salários atrasados, desrespeito, assédio, exigência de funções além do contratado ou não recolhimento do FGTS.

Nesses casos, a lei permite que a trabalhadora encerre o contrato e receba todos os direitos de uma demissão sem justa causa.

Este artigo foi preparado para explicar, de forma clara e acessível, quando e como a rescisão indireta pode ser solicitada, quais são os direitos garantidos e por que é importante buscar orientação jurídica especializada.

Se você busca respostas sobre o assunto, está no lugar certo. Vamos esclarecer tudo passo a passo.

Sabemos que questões jurídicas podem gerar dúvidas, e entender seus direitos é essencial para tomar decisões informadas. Em caso de dúvidas sobre o assunto, entre em contato: clique aqui!

Quando a empregada doméstica pode pedir a rescisão indireta?

A rescisão indireta para a empregada doméstica pode ser pedida quando o empregador comete falta grave que inviabiliza a continuidade do vínculo de trabalho.

Nesses casos, a própria trabalhadora pode considerar o contrato encerrado, com todos os direitos garantidos de uma dispensa sem justa causa.

O artigo 483 da CLT e o artigo 27 da Lei Complementar nº 150/2015, que trata especificamente do trabalho doméstico, estabelecem situações claras em que isso é possível. Entre os exemplos mais comuns estão:

Em qualquer dessas hipóteses, o comportamento do empregador compromete a relação de confiança, tornando insustentável a continuidade do contrato.

Para proteger seus direitos, é essencial buscar orientação jurídica o quanto antes, pois a rescisão indireta só produz efeitos após o reconhecimento pela Justiça do Trabalho.

Como funciona uma rescisão indireta para a empregada doméstica?

A rescisão indireta funciona como um procedimento judicial. A empregada doméstica precisa entrar com uma ação trabalhista solicitando que o juiz reconheça a falta grave cometida pelo empregador.

Até a decisão, o contrato de trabalho permanece vigente, ou seja, não se recomenda simplesmente abandonar o emprego sem orientação, para não caracterizar abandono de função.

O primeiro passo é reunir provas que demonstrem a conduta irregular do empregador. Isso pode incluir comprovantes de pagamento com salários atrasados, mensagens, gravações de áudio (quando lícitas), recibos e testemunhas.

A Justiça exige evidências robustas para evitar que o pedido seja considerado apenas como um pedido de demissão.

Depois de reunidas as provas, um advogado especializado ajuíza a ação e apresenta os fatos ao juiz, com base no art. 483 da CLT e na Lei Complementar nº 150/2015.

Se a decisão for favorável, a trabalhadora passa a ter direito a todas as verbas devidas, como se tivesse sido dispensada sem justa causa.

Agir rápido é importante, pois cada mês sem buscar seus direitos pode representar a perda de valores e dificultar a comprovação dos acontecimentos.

O acompanhamento de um profissional especializado garante que o processo siga o caminho correto e evita prejuízos.

Quais os direitos devidos à empregada doméstica na rescisão indireta?

Na rescisão indireta, a empregada doméstica tem direito a todas as verbas rescisórias previstas para a demissão sem justa causa. Isso inclui:

Imagem explicativa sobre quais os direitos devidos à empregada doméstica na rescisão indireta.

Quais os direitos devidos à empregada doméstica na rescisão indireta?

Esses direitos estão previstos na Lei Complementar nº 150/2015, que regulamenta a atividade da empregada doméstica, garantindo os mesmos benefícios aplicados a outros trabalhadores formais.

Vale lembrar que, no eSocial Doméstico, o empregador recolhe mensalmente 8% de FGTS e 3,2% a título de indenização compensatória.

Esses valores ficam disponíveis para saque caso a Justiça reconheça a rescisão indireta.

Deixar de buscar o reconhecimento desses direitos pode gerar prejuízos financeiros significativos.

Por isso, compreender todos os valores a que se tem direito e agir rapidamente evita perder benefícios importantes.

A empregada doméstica precisa provar má conduta do seu empregador?

A rescisão indireta só é concedida quando há provas concretas de que o empregador cometeu uma falta grave.

Cabe à empregada doméstica apresentar elementos que demonstrem que o comportamento do empregador tornou impossível a continuidade do contrato.

Documentos como comprovantes de salários atrasados, recibos de FGTS não pagos, mensagens, e-mails, além de testemunhas que confirmem os fatos, são fundamentais.

A Justiça do Trabalho se baseia nessas evidências para reconhecer a situação e evitar injustiças.

Sem provas, a Justiça pode indeferir o pedido. Nesse caso, a saída da trabalhadora pode ser interpretada como pedido de demissão, fazendo com que ela perca direitos importantes, como o saque do FGTS e o seguro-desemprego.

Por isso, antes de qualquer atitude, é altamente recomendável conversar com um advogado trabalhista.

Ele vai analisar os fatos, orientar sobre os documentos necessários e organizar uma estratégia jurídica sólida para aumentar as chances de sucesso.

A empregada doméstica sem carteira assinada consegue rescisão indireta?

Mesmo sem carteira assinada, a empregada doméstica pode pedir a rescisão indireta. A legislação brasileira protege o trabalhador informal e considera que o vínculo de emprego existe sempre que houver:

    Requisitos para reconhecimento do vínculo empregatício

  • Prestação de serviços contínuos: atividade realizada de forma habitual, sem caráter eventual.
  • Pessoalidade: a função deve ser desempenhada exclusivamente pela trabalhadora, não podendo ser delegada.
  • Subordinação: execução das tarefas seguindo ordens e orientações do empregador.
  • Onerosidade: prestação de serviços mediante o recebimento de salário.

Se esses requisitos estiverem presentes, a Justiça do Trabalho pode reconhecer o vínculo empregatício e, em seguida, analisar o pedido de rescisão indireta.

Nesse cenário, é ainda mais importante reunir provas, como comprovantes de pagamento, mensagens, grupos de WhatsApp relacionados ao trabalho, fotos ou qualquer evidência que demonstre a prestação de serviços.

Uma vez reconhecido o vínculo, a trabalhadora passa a ter todos os direitos assegurados pela Lei Complementar nº 150/2015, incluindo férias, 13º, FGTS e a possibilidade de solicitar a rescisão indireta.

Agir rapidamente faz diferença. Quanto mais tempo passa, mais difícil pode ser reunir provas suficientes para comprovar a relação de emprego.

Como um advogado ajuda na rescisão indireta da empregada doméstica?

O apoio de um advogado trabalhista é essencial para conduzir o processo de forma segura e eficaz.

A rescisão indireta exige conhecimento técnico, pois envolve interpretação de leis, análise de provas e prazos processuais.

O profissional ajuda em etapas cruciais:

1. Análise da situação: identifica se o comportamento do empregador se enquadra nas hipóteses do art. 483 da CLT e do art. 27 da Lei Complementar nº 150/2015.

2. Organização das provas: orienta sobre documentos, testemunhas e evidências necessárias.

3. Ajuizamento da ação: prepara a petição inicial com fundamentação jurídica sólida e requerimento dos direitos devidos.

4. Acompanhamento do processo: atua em todas as fases, buscando agilizar o reconhecimento da rescisão e a liberação das verbas.

Buscar orientação jurídica especializada também ajuda a evitar erros que possam comprometer seus direitos.

Em muitos casos, detalhes como a forma de notificação ao empregador ou o momento correto de ajuizar a ação são decisivos para o sucesso do processo.

Um recado final para você!

Imagem representando advogado.

Em caso de dúvidas, procure assistência jurídica especializada em seu caso!

Sabemos que o tema pode levantar muitas dúvidas e que cada situação é única, demandando uma análise específica de acordo com as circunstâncias de cada caso.

Se você tiver alguma questão ou quiser saber mais sobre o assunto, recomendamos a consulta com um advogado especialista: clique aqui!

O suporte jurídico adequado é fundamental para que decisões sejam tomadas de forma consciente e segura.

Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do escritório Valença, Lopes e Vasconcelos Advocacia

Direito Civil | Direito de Família | Direito Criminal | Direito Previdenciário | Direito Trabalhista | Direito Bancário

Autor

  • rafa menor

    •Advogada Especialista em Diversas áreas do Direito. Pós-graduada em Direitos Fundamentais e Justiça pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). Possui formação em Liderança pela Conquer Business School. Atualmente é coordenadora da equipe jurídica do VLV Advogados.

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