Recebi intimação de prisão por pensão: o que fazer agora?
Quando chega uma intimação de prisão por pensão, o medo é imediato, mas existem medidas legais para resolver a dÃvida, negociar e evitar consequências mais graves.
Receber uma intimação de prisão por pensão alimentÃcia assusta, gera insegurança e muitas dúvidas sobre o que pode acontecer a partir de agora.
Esse tipo de medida existe para garantir o pagamento dos alimentos, mas a lei também oferece caminhos para defesa, negociação e regularização.
Aqui, você vai entender o que significa essa intimação, quais são seus direitos e quais passos tomar com segurança. Continue a leitura para saber como agir com tranquilidade e orientação correta.
Sabemos que questões jurÃdicas podem gerar dúvidas, e entender seus direitos é essencial para tomar decisões informadas. Em caso de dúvidas sobre o assunto, entre em contato: clique aqui!
Desse modo, pensando em te ajudar, preparamos este artigo no qual você aprenderá:
- O que significa receber prisão por pensão?
- Quando a prisão por pensão pode acontecer?
- Quais dÃvidas geram prisão por pensão?
- Como evitar a prisão por pensão depois da intimação?
- Posso negociar a dÃvida na prisão por pensão?
- Um advogado ajuda na defesa em prisão por pensão?
- Um recado final para você!
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O que significa receber prisão por pensão?
Significa que existe um processo de cobrança de pensão alimentÃcia e que o juiz determinou sua intimação pessoal para pagar, comprovar o pagamento ou justificar o não pagamento em prazo curto.
Essa medida está prevista no art. 528 do Código de Processo Civil, que permite a chamada prisão civil.
A prisão civil não é punição criminal. Ela é usada para pressionar o cumprimento da obrigação alimentar, porque os valores são essenciais para quem depende deles.
Quando você recebe o documento, ele geralmente informa:
Você deve pagar o valor apontado, provar que pagou ou justificar. Se você não faz nada dentro do prazo, o juiz pode decretar prisão de um a três meses. A dÃvida continua existindo.
Por exemplo, imagine que você perdeu o emprego, atrasou a pensão por três meses e não avisou o juiz. O credor entrou com execução. Se você recebe a intimação e ignora, o risco de prisão aumenta muito. Se você explica, comprova e negocia, o cenário muda.
Por isso, a intimação marca um ponto decisivo. O relógio começa a correr.
Quando a prisão por pensão pode acontecer?
A prisão pode acontecer quando há atraso na pensão fixada judicialmente e, mesmo intimado, você não paga, não prova o pagamento e não apresenta justificativa aceita.
Essa possibilidade existe porque a Constituição Federal admite prisão civil do devedor de alimentos, e o CPC regulamenta como isso funciona.
Ela costuma ocorrer no chamado rito da prisão, usado quando a dÃvida é atual e indispensável. O Judiciário entende que a verba alimentar tem prioridade.
A prisão pode ocorrer quando:
Você deixou vencer parcelas recentes. O credor pediu execução. O juiz verificou que a dÃvida está comprovada. Você foi intimado e não deu resposta adequada.
Mas alguns pontos são importantes:
▸a prisão não quita o débito
â–¸a prisão pode ser decretada novamente se houver novas dÃvidas
▸pagar ou comprovar reduz o risco de prisão
Exemplo: Se você atrasa quatro parcelas e paga apenas uma sem avisar ao processo, a execução continua. O juiz avalia somente o que está formalizado. Por isso, agir dentro do processo é essencial.
Quais dÃvidas geram prisão por pensão?
Nem toda dÃvida alimentÃcia gera prisão. A regra, conforme o entendimento majoritário dos tribunais e o art. 528, §7º do CPC, é que podem levar à prisão: as três últimas parcelas vencidas e as parcelas que vencem enquanto o processo está em andamento.
Essas parcelas são consideradas atuais e ligadas diretamente à subsistência do alimentando.
Já dÃvidas mais antigas, acumuladas ao longo do tempo, normalmente seguem outro caminho: penhora. Nesse caso, o juiz busca bens, bloqueios bancários e descontos. A execução fica patrimonial, e não coercitiva.
Exemplo: Você tem atrasos de dois anos. Parte pode ser cobrada por penhora. Mas as últimas parcelas recentes podem entrar no pedido de prisão. Por isso, ao ler a  intimação, observe:
Que parcelas estão sendo cobradas? O pedido é de prisão ou penhora? Qual é o prazo? Essas respostas mudam a estratégia de defesa.
Como evitar a prisão por pensão depois da intimação?
Você pode evitar a prisão se agir rápido e organizar sua resposta. A lei prevê caminhos claros. O pior cenário é ficar parado.
As principais possibilidades são:
Pagar o valor devido: O pagamento integral, dentro do prazo, costuma afastar a prisão.
Comprovar pagamentos já feitos: Muitos devedores pagaram depósitos informais. Juntar comprovantes pode resolver.
Negociar judicialmente: Em vários casos, o juiz aceita parcelamento com parte à vista.
Justificar impossibilidade real: O CPC admite justificativas quando há impossibilidade comprovada. Exemplos: desemprego recente, doença, redução inesperada de renda. O juiz analisa documentos, e justificativas genéricas tendem a ser rejeitadas.
Corrigir cálculos: Pode haver erro no valor. A defesa aponta inconsistências e pede revisão.
Exemplo: Você tinha renda de R$ 2.000 e pagava R$ 800 de pensão. Foi demitido e passou três meses sem receber. Se você apresentar documentos e tentar acordo, o juiz avalia. Se você não apresenta nada, o risco de prisão aumenta.
A regra prática é simples: silêncio prejudica. Resposta técnica protege.
Posso negociar a dÃvida na prisão por pensão?
Sim. Na maioria dos casos, é possÃvel negociar, desde que o acordo seja formalizado no processo. A negociação pode ocorrer antes da prisão ou durante a execução, sempre com supervisão judicial.
É comum negociar: pagamento parcial imediato, parcelamento do saldo e ajustes temporários no valor, quando a lei e o caso permitem
Mas atenção: acordos informais, apenas entre as partes, não suspendem a prisão. O juiz precisa validar.
Exemplo: Você promete verbalmente pagar em 10 dias, mas não comunica nos autos. A prisão pode ser decretada mesmo assim. Se o acordo entra no processo, a execução pode ser suspensa.
Negociar demonstra boa-fé, mas não garante resultado automático. Por isso, é importante avaliar a proposta com cuidado, para não assumir parcelas impossÃveis.
Aqui, orientação jurÃdica evita compromissos inviáveis e novas dÃvidas.
Um advogado ajuda na defesa em prisão por pensão?
Sim. Em execução de alimentos, o apoio de um advogado ou da Defensoria Pública é essencial. Os prazos são curtos, a linguagem processual é técnica e as consequências atingem liberdade e patrimônio.
O profissional atua em várias frentes:
- analisa a intimação
- calcula corretamente o débito
- identifica erros ou abusos
- orienta sobre pagamento, acordo ou justificativa
- apresenta defesa no prazo legal
- acompanha audiências e petições
- avalia se cabe conversão para rito de penhora
Além disso, o advogado explica o que é prudente fazer, o que não deve ser dito e quais documentos são relevantes. Isso reduz riscos e evita decisões impulsivas.
Imagine que você tenta justificar verbalmente na audiência e o juiz considera insuficiente. Com orientação prévia, você teria apresentado exames, rescisão, extratos e comprovações, fortalecendo a defesa.
A legislação é clara. O processo tem etapas e limites. Ter apoio técnico, nesse contexto, não é exagero, é proteção mÃnima.
Um recado final para você!
Sabemos que o tema pode levantar muitas dúvidas e que cada situação é única, demandando uma análise especÃfica de acordo com as circunstâncias de cada caso.
Se você tiver alguma questão ou quiser saber mais sobre o assunto, recomendamos a consulta com um advogado especialista.
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Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do escritório Valença, Lopes e Vasconcelos Advocacia
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