Auxílio-doença por lombalgia (CID M545)

A lombalgia (CID M545) pode afastar você do trabalho e gerar dúvidas sobre o auxílio-doença. Entenda quando a dor na coluna dá direito ao benefício e quais cuidados tomar antes da perícia do INSS.

Imagem representando lombalgia.

Lombalgia (CID M545) dá direito ao auxílio-doença?

A lombalgia (CID M54.5) é uma das causas mais frequentes de dor na coluna e afastamento do trabalho no Brasil.

Quando a dor na região lombar impede você de exercer sua atividade profissional, pode surgir o direito ao auxílio-doença, desde que a incapacidade seja comprovada perante o INSS e os requisitos legais estejam preenchidos.

Muitas pessoas têm dúvidas sobre tempo de afastamento, perícia médica, documentos necessários e o que fazer em caso de negativa.

Este conteúdo foi elaborado para esclarecer essas questões, ajudando você a entender seus direitos e evitar erros que podem atrasar o benefício.

Continue a leitura e saiba como funciona o auxílio-doença por lombalgia na prática.

Sabemos que questões jurídicas podem gerar dúvidas, e entender seus direitos é essencial para tomar decisões informadas. Em caso de dúvidas sobre o assunto, entre em contato: clique aqui!

O que é lombalgia (CID M545)?

Lombalgia é dor na região lombar da coluna. O código CID M54.5 é a classificação utilizada pela Organização Mundial da Saúde para identificar essa condição nos prontuários médicos e documentos oficiais.

O CID não define gravidade nem garante benefício. Ele apenas padroniza o diagnóstico.

Na prática, você pode sentir dor ao ficar muito tempo em pé, ao levantar peso ou até ao permanecer sentado por longos períodos. E

m casos leves, a dor melhora com repouso e medicação. Já em situações mais graves, pode haver limitação de movimentos, irradiação para as pernas e incapacidade para atividades simples do dia a dia.

A lombalgia crônica, quando persiste por mais de três meses, costuma ter maior impacto funcional. Profissões que exigem esforço físico, postura fixa ou movimentos repetitivos tendem a sofrer mais consequências.

Por isso, o contexto profissional sempre é analisado quando se fala em auxílio-doença por lombalgia.

Lombalgia dá direito automático ao auxílio-doença?

Não, lombalgia não garante benefício automático ao auxílio-doença. O INSS não concede o auxílio apenas pelo CID M54.5.

O que a Previdência Social avalia é se existe incapacidade temporária para o trabalho, conforme prevê o artigo 59 da Lei nº 8.213/1991.

Isso significa que você precisa demonstrar que a dor impede o exercício da sua atividade habitual. Por exemplo, um trabalhador da construção civil com hérnia de disco pode ter limitação real para carregar peso.

Já alguém que exerce atividade administrativa pode precisar comprovar como a dor afeta sua rotina profissional.

O foco da análise não é a doença isoladamente, mas o impacto funcional dela na sua capacidade laboral. Por isso, a perícia médica do INSS é etapa obrigatória e decisiva no processo.

Quanto tempo de afastamento é necessário?

Para receber o auxílio-doença por lombalgia, é necessário afastamento superior a 15 dias consecutivos. Nos primeiros 15 dias, o pagamento do salário é responsabilidade da empresa, conforme a legislação trabalhista.

A partir do 16º dia, o pedido pode ser feito ao INSS, desde que haja incapacidade comprovada.

Além do tempo mínimo, você precisa cumprir dois requisitos previdenciários importantes:

  1. Qualidade de segurado, ou seja, estar contribuindo ou dentro do período de graça;
  2. Carência mínima de 12 contribuições mensais, salvo exceções legais previstas no artigo 26 da Lei nº 8.213/1991.

Imagine que você contribui regularmente e recebe atestado de 30 dias por lombalgia grave. Nesse caso, pode ter direito ao benefício, desde que a perícia confirme a incapacidade.

Se as contribuições estiverem em atraso ou interrompidas há muito tempo, o direito pode ser afetado.

Para receber o auxílio-doença por lombalgia, é necessário afastamento superior a 15 dias consecutivos.

Quanto tempo de afastamento é necessário?

Quais documentos ajudam a comprovar incapacidade?

Para comprovar incapacidade para auxílio-doença por lombalgia, laudos detalhados e exames atualizados são fundamentais. A perícia precisa entender não apenas que você tem lombalgia, mas como ela limita suas atividades.

Os documentos mais relevantes incluem:

▸Relatório médico completo, com descrição da limitação funcional e CID M54.5;

▸Exames de imagem, como ressonância magnética ou tomografia;

▸Histórico de tratamentos, incluindo fisioterapia e uso de medicação;

▸Atestados médicos recentes, com indicação expressa de afastamento.

Se o relatório apenas mencionar “dor lombar” sem explicar por que você não pode trabalhar, a chance de indeferimento aumenta. Quanto mais específico for o documento, melhor. A clareza técnica faz diferença na análise do perito.

A perícia do INSS pode negar benefício mesmo com exames?

Sim, a perícia do INSS pode negar benefício mesmo com exames. Mesmo com exames que indiquem alterações na coluna, o perito pode concluir que não existe incapacidade laboral naquele momento.

Isso ocorre porque o exame mostra a lesão, mas não comprova automaticamente a limitação funcional.

Por exemplo, muitas pessoas apresentam protrusões discais no exame de ressonância e continuam trabalhando. O INSS analisa se há correlação entre o achado clínico e a incapacidade para sua função específica.

O artigo 60 da Lei nº 8.213/1991 estabelece que o benefício depende da avaliação pericial.

Por isso, a qualidade da documentação e a coerência das informações são decisivas. Uma preparação inadequada pode resultar em negativa, mesmo quando a dor é real.

O que fazer se o pedido for negado?

Se seu pedido de auxílio-doença por lombalgia for negado, você pode recorrer da decisão.

O primeiro passo é apresentar recurso administrativo no prazo de até 30 dias, conforme regras internas do INSS. Nesse momento, é possível juntar novos laudos e exames complementares.

Se o recurso não for suficiente, a legislação permite o ingresso de ação judicial. Nessa fase, o juiz pode determinar nova perícia, muitas vezes realizada por especialista na área ortopédica. Caso o direito seja reconhecido, o pagamento pode incluir valores retroativos.

É importante agir com rapidez. A demora pode afetar prazos e dificultar a comprovação da incapacidade no período correto.

Além disso, cada caso exige análise individualizada da situação contributiva, da atividade profissional e das provas médicas. Uma orientação técnica adequada pode evitar perda de tempo e retrabalho.

Dessa forma, a lombalgia (CID M54.5) pode gerar direito ao auxílio-doença, mas somente quando há incapacidade comprovada e cumprimento dos requisitos legais. A análise envolve aspectos médicos e jurídicos.

Buscar esclarecimento especializado pode ajudar você a entender seus direitos, organizar provas corretamente e evitar prejuízos decorrentes de negativas indevidas.

Um recado final para você!

Imagem representando orientação jurídica

Em caso de dúvidas, procure assistência jurídica!

Sabemos que o tema pode levantar muitas dúvidas e que cada situação é única, demandando uma análise específica de acordo com as circunstâncias de cada caso.

Se você tiver alguma questão ou quiser saber mais sobre o assunto, recomendamos a consulta com um advogado especialista.

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Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do escritório Valença, Lopes e Vasconcelos Advocacia

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Autor

  • rafa menor

    •Advogada Especialista em Diversas áreas do Direito. Pós-graduada em Direitos Fundamentais e Justiça pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). Possui formação em Liderança pela Conquer Business School. Atualmente é coordenadora da equipe jurídica do VLV Advogados.

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