O pai fugiu para não pagar pensão alimentÃcia, e agora?
O fato de o pai fugiu para não pagar pensão alimentÃcia não retira o direito do filho. A Justiça pode agir para proteger quem depende desse valor.
Quando o pai foge para não pagar pensão alimentÃcia, a insegurança é imediata. Muitas mães e responsáveis ficam sem saber se ainda é possÃvel cobrar a dÃvida, se a Justiça pode agir e quais medidas realmente funcionam nessa situação.
Este artigo foi preparado para esclarecer essas dúvidas mostrando quais caminhos a lei oferece para proteger o direito de quem depende da pensão.
Se você vive essa situação ou quer entender como agir, este conteúdo vai orientar você passo a passo. Continue a leitura e entenda o que fazer quando o pai foge para não pagar pensão alimentÃcia.
Sabemos que questões jurÃdicas podem gerar dúvidas, e entender seus direitos é essencial para tomar decisões informadas. Em caso de dúvidas sobre o assunto, entre em contato: clique aqui!
Desse modo, pensando em te ajudar, preparamos este artigo no qual você aprenderá:
- O que fazer quando o pai fugiu para não pagar pensão?
- Como avisar a Justiça que o pai fugiu?
- Dá para cobrar a dÃvida mesmo se o pai fugiu?
- A Justiça consegue localizar quando o pai fugiu?
- Pode ter prisão se o pai fugiu e continua devendo?
- Preciso de advogado quando o pai fugiu?
- Um recado final para você!
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O que fazer quando o pai fugiu para não pagar pensão?
Se o pai fugiu para não pagar a pensão, você deve ingressar com uma Execução de Alimentos assim que houver atraso no pagamento, mesmo que o pai tenha fugido ou esteja em local desconhecido.
A pensão alimentÃcia não depende da presença fÃsica do devedor para ser cobrada, desde que exista uma decisão judicial ou acordo homologado que fixe o valor devido.
Na prática, funciona assim: você informa ao advogado que o pai deixou de pagar e não é mais encontrado.
Com isso, é possÃvel iniciar a execução com base no art. 528 do Código de Processo Civil, que trata especificamente da cobrança de alimentos. A partir desse momento, a dÃvida passa a ser formalmente exigida pela Justiça.
Quanto mais cedo você age, menor tende a ser o acúmulo da dÃvida e maiores são as chances de aplicar medidas eficazes. A demora pode dificultar a localização do devedor, a recuperação dos valores e até o cumprimento das decisões judiciais.
Como avisar a Justiça que o pai fugiu?
Você comunica a fuga do pai dentro do próprio processo judicial, por meio de petição apresentada pelo advogado ou pela Defensoria Pública.
Não é necessário localizar o pai por conta própria nem apresentar provas complexas logo no inÃcio. Basta relatar que ele não foi encontrado no endereço conhecido ou que mudou sem deixar contato.
A partir dessa informação, o juiz pode autorizar diligências para localização do devedor, como: consultas a cadastros públicos e bases oficiais; pedidos de informação à Receita Federal, INSS, bancos e sistemas judiciais; expedição de mandados para endereços vinculados ao CPF.
Se houver indÃcios de que o pai está fora do Brasil, o processo pode avançar com base em mecanismos de cooperação internacional, previstos em tratados assinados pelo Brasil, como a Convenção da Haia sobre cobrança internacional de alimentos.
Dá para cobrar a dÃvida mesmo se o pai fugiu?
Sim. A fuga não extingue a dÃvida alimentar, nem suspende o direito de cobrança. A pensão alimentÃcia continua sendo exigÃvel enquanto houver parcelas vencidas, conforme entendimento consolidado da Justiça brasileira.
Mesmo que o pai não seja localizado de imediato, o processo de execução segue ativo. Quando ele for encontrado, as medidas podem ser aplicadas de forma imediata.
Além disso, o juiz pode optar por medidas patrimoniais, que independem da presença fÃsica do devedor, como:
- bloqueio de contas bancárias;
- penhora de bens registrados em seu nome;
- restrição de crédito;
- desconto em folha, se houver vÃnculo formal de trabalho.
Essas medidas têm amparo no art. 139, IV, do Código de Processo Civil, que autoriza o juiz a adotar meios necessários para garantir o cumprimento da decisão judicial.
A Justiça consegue localizar quando o pai fugiu?
Em muitos casos, sim. A Justiça dispõe hoje de ferramentas eletrônicas e cooperação entre órgãos que ampliam significativamente as chances de localização.
Ainda que o pai tente se esconder, manter contas, trabalhar ou movimentar patrimônio deixa rastros.
Quando há indÃcios de que o devedor está no exterior, entram em cena os tratados internacionais. O Brasil é signatário da Convenção da Haia sobre a Cobrança Internacional de Alimentos, que permite:
â–¸solicitar a localização do devedor em outro paÃs;
▸pedir o reconhecimento e execução da decisão brasileira no exterior;
â–¸acelerar a cobrança por meio das autoridades centrais dos paÃses envolvidos.
Isso significa que sair do paÃs não garante proteção contra a cobrança da pensão. Em alguns casos, a cooperação internacional torna o processo até mais efetivo do que a tentativa informal de cobrança.
Pode ter prisão se o pai fugiu e continua devendo?
Sim. A prisão civil é possÃvel, desde que o pai seja localizado e citado pessoalmente no processo de execução.
O art. 528, §3º, do Código de Processo Civil autoriza a prisão do devedor de alimentos por até 3 meses, quando ele deixa de pagar as últimas parcelas e não apresenta justificativa aceita pelo juiz.
A prisão tem caráter coercitivo, não punitivo. Ela existe para pressionar o pagamento, não para punir criminalmente. Mesmo assim, trata-se de uma das medidas mais severas do direito civil brasileiro.
É importante entender duas situações práticas:
- Se o pai ainda não foi localizado, a prisão pode ficar suspensa, mas outras medidas continuam sendo aplicadas.
- Se ele for encontrado futuramente, o pedido de prisão pode ser retomado, desde que a dÃvida esteja dentro dos critérios legais.
A dÃvida não desaparece com o tempo, e a execução pode ser reativada sempre que houver elementos para isso.
Preciso de advogado quando o pai fugiu?
Sim. A atuação de um advogado especializado em Direito de FamÃlia é fundamental nesses casos.
A execução de alimentos envolve escolhas técnicas que impactam diretamente o resultado do processo, como o rito adequado, o tipo de medida a ser pedida e a forma correta de conduzir a cobrança.
Um profissional habilitado pode estruturar corretamente a Execução de Alimentos e definir o rito mais adequado, seja o da prisão ou o da penhora, conforme o caso.
Além disso, pode solicitar medidas de localização e bloqueio patrimonial e acompanhar prazos e decisões judiciais, evitando atrasos no processo.
Além disso, o advogado atua como intermediário com o Judiciário, evitando erros formais que poderiam gerar nulidades ou atrasos. Em situações sensÃveis como essa, agir sem orientação técnica costuma trazer mais riscos do que soluções.
Um recado final para você!
Sabemos que o tema pode levantar muitas dúvidas e que cada situação é única, demandando uma análise especÃfica de acordo com as circunstâncias de cada caso.
Se você tiver alguma questão ou quiser saber mais sobre o assunto, recomendamos a consulta com um advogado especialista.
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Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do escritório Valença, Lopes e Vasconcelos Advocacia
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