Como funciona a audiência de guarda dos filhos?

Vai participar de uma audiência de guarda dos filhos e não sabe o que esperar? Esse momento é decisivo para definir a rotina e o bem-estar da criança.

Imagem representando audiência de guarda.

Como funciona a audiência de guarda dos filhos?

A audiência de guarda dos filhos é uma etapa do processo judicial em que o juiz analisa quem ficará responsável pela guarda e como será organizada a convivência com o outro genitor.

Ela acontece na Vara de Família e segue regras do Código de Processo Civil, do Código Civil e do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

O foco não é o conflito entre os pais. Pelo contrário, o centro da decisão é o melhor interesse da criança, princípio previsto na Constituição Federal e reforçado pelo ECA. Por isso, cada detalhe apresentado na audiência pode influenciar a decisão.

A seguir, você vai entender de forma objetiva o que acontece nessa audiência, quem participa e como se preparar.

Sabemos que questões jurídicas podem gerar dúvidas, e entender seus direitos é essencial para tomar decisões informadas. Em caso de dúvidas sobre o assunto, entre em contato aqui!

O que acontece em uma audiência de guarda?

Primeiramente, o juiz tenta promover um acordo entre os pais. Ele pergunta se existe consenso sobre a guarda (compartilhada ou unilateral), o local de residência da criança e o regime de visitas.

Se houver acordo, ele é homologado e passa a valer como decisão judicial.

No entanto, se não houver consenso, a audiência pode seguir para a fase de instrução. Nesse momento, o juiz ouve os pais, analisa documentos e pode ouvir testemunhas. O objetivo é reunir elementos para decidir com segurança.

Além disso, o magistrado pode determinar avaliação psicossocial feita por equipe técnica do fórum. Esse relatório ajuda a compreender a dinâmica familiar e o ambiente em que a criança vive.

Por fim, o juiz pode decidir na própria audiência ou proferir a sentença posteriormente. Em alguns casos, também fixa uma guarda provisória até a decisão final.

Quem deve comparecer à audiência de guarda?

Em regra, devem comparecer:

A presença dos pais é essencial. A ausência injustificada pode gerar prejuízos processuais, inclusive aplicação de multa ou presunção de desinteresse em conciliação.

O Ministério Público costuma atuar nos processos que envolvem menores, conforme determina o art. 178, II, do Código de Processo Civil, porque há interesse de incapaz.

Se houver necessidade, o juiz também pode ouvir testemunhas ou determinar a presença de equipe técnica do juízo, como psicólogos e assistentes sociais.

A criança pode participar da audiência de guarda?

Sim, a criança ou adolescente pode ser ouvido. No entanto, isso depende da idade, da maturidade e da avaliação do juiz.

A criança pode participar da audiência de guarda?

Sim, a criança ou adolescente pode ser ouvido. No entanto, isso depende da idade, da maturidade e da avaliação do juiz.

O artigo 28, §1º, do ECA garante o direito de a criança ser ouvida em processos que lhe digam respeito. Ainda assim, isso não significa que ela decide o resultado.

Na prática, a oitiva ocorre de forma protegida, geralmente em ambiente reservado e com apoio técnico. O objetivo é evitar exposição ou constrangimento.

Por fim, a opinião da criança é considerada, mas não é o único critério. O juiz decide com base no conjunto de provas e no melhor interesse do menor.

É obrigatório ter advogado na audiência de guarda?

Sim, a ação de guarda exige representação por advogado, pois tramita na Vara de Família e segue o rito do Código de Processo Civil.

A própria Constituição Federal, no artigo 133, estabelece que o advogado é indispensável à administração da Justiça. Por isso, a atuação técnica é necessária.

Caso você não possa contratar um profissional particular, pode procurar a Defensoria Pública, que oferece assistência jurídica gratuita a quem comprova insuficiência de recursos.

Comparecer sem orientação adequada pode prejudicar a apresentação de provas ou a compreensão dos efeitos de um eventual acordo. Portanto, o acompanhamento profissional é essencial.

Como se preparar para uma audiência de guarda?

Antes de tudo, organize documentos que demonstrem sua participação na rotina da criança. Comprovantes de residência, matrícula escolar, registros médicos e mensagens podem ser relevantes.

Em seguida, converse com seu advogado sobre a modalidade de guarda pretendida e sobre o regime de convivência proposto. Definir uma estratégia clara evita improvisos.

Durante a audiência, mantenha postura respeitosa e responda com objetividade. Evite discussões emocionais, pois o foco deve permanecer no bem-estar da criança.

Por fim, esteja aberto à possibilidade de acordo, quando viável. Soluções consensuais costumam trazer mais estabilidade e reduzir o desgaste emocional do processo.

Um recado final para você!

Imagem representando orientação jurídica.

Em caso de dúvidas, procure assistência jurídica!

Sabemos que o tema pode levantar muitas dúvidas e que cada situação é única, demandando uma análise específica de acordo com as circunstâncias de cada caso.

Se você tiver alguma questão ou quiser saber mais sobre o assunto, recomendamos a consulta com um advogado especialista.

O suporte jurídico adequado é fundamental para que decisões sejam tomadas de forma consciente e segura. Clique aqui.

Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do escritório Valença, Lopes e Vasconcelos Advocacia.

Direito Civil | Direito de Família | Direito Criminal | Direito Previdenciário | Direito Trabalhista | Direito Bancário

5/5 - (1 voto)

Autor

  • joao valenca

    •Advogado (43370 OAB) especialista em diversas áreas do Direito e Co-fundador do escritório VLV Advogados, empresa referência há mais de 10 anos no atendimento humanizado e mais de 5 mil cidades atendidas em todo o Brasil.

    Ver todos os posts
Olá, tudo bem?
Fale conosco no WhatsApp! Rápido e seguro.
Fale Conosco