Teve auxílio-acidente negado? Veja o que fazer!

Ter o auxílio-acidente negado pelo INSS é uma situação mais comum do que muitas pessoas imaginam. Nesses casos, é importante entender os motivos da negativa e quais medidas podem ser tomadas para tentar garantir o benefício.

Imagem represnetando auxílio-acidente negado.
Teve auxílio-acidente negado?

Receber a notícia de que o auxílio-acidente foi negado pelo INSS pode gerar preocupação. Esse benefício existe para compensar o trabalhador que sofreu um acidente e ficou com sequelas permanentes que reduzem sua capacidade de trabalho.

Previsto no art. 86 da Lei nº 8.213/91, o auxílio-acidente tem natureza indenizatória e pode ser pago mesmo quando o segurado continua trabalhando, desde que exista limitação permanente decorrente do acidente.

Ainda assim, a negativa do benefício é comum. Isso costuma ocorrer por falta de documentação adequada ou dificuldade em comprovar a sequela.

Neste artigo, você vai entender por que o auxílio-acidente pode ser negado e o que fazer para contestar essa decisão.

Sabemos que questões jurídicas podem gerar dúvidas, e entender seus direitos é essencial para tomar decisões informadas. Em caso de dúvidas sobre o assunto, entre em contato aqui

Por que o auxílio-acidente negado acontece com frequência?

O auxílio-acidente negado costuma acontecer porque o benefício exige a comprovação de requisitos específicos definidos na legislação previdenciária.

De modo geral, o INSS analisa três pontos principais: sequela permanente, redução da capacidade de trabalho e qualidade de segurado no momento do acidente.

Em muitos casos, a negativa ocorre porque os documentos apresentados mostram apenas a lesão ou o tratamento realizado, mas não explicam claramente como a sequela interfere no trabalho do segurado.

Além disso, a perícia médica do INSS pode entender que a limitação não reduz significativamente a capacidade laboral, o que também pode levar ao indeferimento do benefício.

O que fazer quando o auxílio-acidente é negado pelo INSS?

Quando o auxílio-acidente é negado pelo INSS, isso não significa que o direito está perdido. Muitas vezes a negativa ocorre por falta de documentos ou provas da sequela permanente.

1. Entenda o motivo da negativa

O primeiro passo é verificar por que o INSS negou o benefício. Essa informação aparece na carta de indeferimento ou no Meu INSS.

As causas mais comuns são falta de prova da sequela, ausência de nexo entre o acidente e a limitação ou entendimento de que não houve redução da capacidade de trabalho.

2. Apresentar recurso administrativo

Se você não concordar com a decisão, pode apresentar recurso administrativo no INSS.

O prazo é de até 30 dias após a negativa, e o pedido pode ser feito pelo Meu INSS, telefone 135 ou em uma agência.

3. Reforçar documentos médicos

Também é importante reforçar a documentação médica.

Podem ajudar laudos médicos detalhados, exames e prontuários, que comprovem a sequela e a redução da capacidade de trabalho.

4. Entrar com ação judicial

Se o recurso não resolver, ainda é possível buscar a via judicial.

Nesse caso, normalmente ocorre perícia médica judicial, que analisa novamente a sequela e a capacidade de trabalho. Se o direito for reconhecido, o benefício pode ser concedido com valores retroativos.

Quanto tempo tenho para contestar o auxílio-acidente negado?

O segurado normalmente tem até 30 dias para apresentar recurso administrativo, contados a partir da data em que toma conhecimento da decisão.
Quanto tempo tenho para contestar o auxílio-acidente negado?

Depois da negativa do benefício, existe um prazo para contestar a decisão administrativamente.

O segurado normalmente tem até 30 dias para apresentar recurso administrativo, contados a partir da data em que toma conhecimento da decisão.

Esse recurso será analisado pela Junta de Recursos do Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS), responsável por revisar decisões do INSS.

Respeitar esse prazo é importante porque garante que o caso seja reavaliado dentro do próprio sistema administrativo da Previdência.

Quais documentos ajudam em caso de auxílio-acidente negado?

Em casos de auxílio-acidente negado, a documentação médica costuma ser o elemento mais relevante para demonstrar o direito ao benefício.

Entre os documentos mais importantes estão:

Reunir esses documentos pode ajudar a demonstrar dois pontos fundamentais exigidos pela legislação previdenciária: a existência de sequela permanente e a redução da capacidade de trabalho.

Como recorrer quando o auxílio-acidente negado pelo INSS?

Quando o benefício é negado, o segurado pode apresentar um recurso administrativo dentro do próprio INSS.

Esse recurso pode ser feito pelo site ou aplicativo Meu INSS, permitindo que o pedido seja analisado novamente sem necessidade de comparecer a uma agência.

No recurso, é possível explicar por que a decisão deve ser revista e anexar novos documentos médicos ou relatórios que reforcem a existência da sequela.

Após o protocolo, o caso será analisado pela Junta de Recursos do Conselho de Recursos da Previdência Social, que poderá manter ou modificar a decisão inicial.

É possível entrar na Justiça após auxílio-acidente negado?

Sim, é possível entrar na Justiça quando ocorre o auxílio-acidente negado e o segurado entende que possui direito ao benefício.

Nesses casos, pode ser proposta, com o auxílio de um advogado, uma ação judicial contra o INSS, solicitando uma nova análise da situação.

Durante o processo judicial, normalmente é realizada uma perícia médica judicial, conduzida por um especialista indicado pelo juiz.

Essa perícia avalia novamente a existência da sequela permanente e da redução da capacidade de trabalho, requisitos necessários para a concessão do benefício.

Um recado final para você! 

Imagem representando orientação jurídica.
Em caso de dúvidas, procure assistência jurídica!

Sabemos que o tema pode levantar muitas dúvidas e que cada situação é única, demandando uma análise específica de acordo com as circunstâncias de cada caso.

Se você tiver alguma questão ou quiser saber mais sobre o assunto, recomendamos a consulta com um advogado especialista. 

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Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do escritório Valença, Lopes e Vasconcelos Advocacia.Direito Civil | Direito de Família | Direito Criminal | Direito Previdenciário | Direito Trabalhista | Direito Bancário

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Autor

  • rafa menor

    •Advogada Especialista em Diversas áreas do Direito. Pós-graduada em Direitos Fundamentais e Justiça pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). Possui formação em Liderança pela Conquer Business School. Atualmente é coordenadora da equipe jurídica do VLV Advogados.

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