BPC LOAS para autistas: requisitos e como solicitar 

O diagnóstico de autismo levanta muitas dúvidas, principalmente sobre direitos e formas de apoio. O BPC LOAS pode ser uma alternativa importante para pessoas autistas!

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Autistas têm direito ao BPC LOAS?

O BPC LOAS é um benefício assistencial destinado a pessoas com deficiência, como os autistas, que enfrentam dificuldades de sustento próprio e vivem em situação de vulnerabilidade social. 

Esse benefício garante um salário mínimo mensal, sem a necessidade de contribuições ao INSS, sendo uma importante ajuda para muitas famílias. 

No entanto, muitos ainda têm dúvidas sobre como solicitar o BPC LOAS, quem tem direito e como comprovar a condição. 

Se você está buscando entender como esse benefício pode ser acessado por pessoas com autismo, continue lendo para esclarecer suas dúvidas e garantir os seus direitos. 

Sabemos que questões jurídicas podem gerar dúvidas, e entender seus direitos é essencial para tomar decisões informadas. Em caso de dúvidas sobre o assunto, entre em contato: clique aqui!

O que significa ser uma pessoa autista?

Ser uma pessoa autista significa que a pessoa tem Transtorno do Espectro Autista (TEA), uma condição neurobiológica caracterizada por desafios na comunicação, nas interações sociais e por comportamentos repetitivos ou interesses restritos. 

O TEA é um espectro, o que quer dizer que ele pode se manifestar de formas muito diferentes, com graus variados de suporte necessário para a pessoa se integrar na sociedade e exercer atividades diárias.

A Lei nº 12.764/2012, conhecida como Lei Berenice Piana, reconhece o autismo como uma deficiência para fins legais, o que garante acesso a benefícios como o BPC LOAS.

Isso significa que pessoas com autismo podem solicitar o benefício, desde que cumpram os requisitos estabelecidos pela lei, incluindo a comprovação de que a condição impacta sua capacidade de realizar atividades cotidianas. 

Portanto, o diagnóstico de autismo não é apenas uma questão médica, mas também um fator que pode garantir direitos sociais e benefícios assistenciais.

Autistas têm direito ao BPC LOAS do INSS?

Sim, pessoas com autismo podem ter direito ao BPC LOAS, desde que preencham os critérios exigidos pela Lei nº 8.742/1993 (Lei Orgânica da Assistência Social – LOAS). 

Esse benefício assistencial garante um salário mínimo mensal para pessoas com deficiência ou idosos em situação de vulnerabilidade social, sem a necessidade de contribuições anteriores ao INSS.

Porém, é importante esclarecer que o diagnóstico de autismo por si só não é suficiente para garantir o benefício. 

Para solicitar o BPC LOAS, o autista deve comprovar que o transtorno afeta substancialmente sua vida diária e que a renda familiar está abaixo de um determinado limite. 

A deficiência deve ser comprovada por meio de um laudo médico atualizado, que descreva o impacto do TEA na autonomia da pessoa. 

Portanto, o benefício é concedido com base na combinação de fatores médicos e socioeconômicos, e não exclusivamente no diagnóstico.

Quais os requisitos do BPC LOAS para autistas?

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Requisitos do BPC LOAS para autistas

Para solicitar o BPC LOAS para autistas, a pessoa precisa atender aos seguintes requisitos:

Diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA):

O primeiro passo é apresentar um laudo médico atualizado que comprove o diagnóstico de autismo. 

O laudo deve descrever como o transtorno afeta a vida cotidiana da pessoa, suas limitações e a necessidade de apoio para atividades do dia a dia.

Renda familiar per capita

A renda familiar per capita (dividida entre todos os membros da família) deve ser igual ou inferior a 1/4 do salário mínimo vigente. Em 2024, esse valor corresponde a aproximadamente R$ 353 por pessoa. 

Isso significa que a família do autista deve comprovar que vive em situação de vulnerabilidade social.

Cadastro no Cadastro Único (CadÚnico):

Para que o pedido seja aceito, é necessário que o Cadastro Único da família esteja atualizado no sistema do governo, com informações sobre a renda e a composição do núcleo familiar.

Avaliação médica e social:

O INSS realiza uma perícia médica e uma avaliação social para analisar tanto o diagnóstico quanto a situação de vulnerabilidade.

A avaliação social considera a situação de vida da família, verificando se as condições socioeconômicas atendem aos critérios do BPC LOAS.

Esses são os requisitos principais para garantir a solicitação do benefício. Caso algum deles não seja atendido, o pedido pode ser negado, mas é possível recorrer administrativamente ou judicialmente.

Como solicitar BPC LOAS para autistas no INSS?

A solicitação do BPC LOAS para autistas pode ser feita de forma online ou presencial, seguindo alguns passos principais:

Atualização do Cadastro Único (CadÚnico):

Antes de qualquer coisa, a família precisa garantir que o Cadastro Único (CadÚnico) esteja atualizado. 

O CadÚnico é a ferramenta usada pelo governo para identificar famílias de baixa renda e é obrigatório para solicitar o BPC. 

O CadÚnico pode ser atualizado no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).

Solicitação pelo Meu INSS:

O pedido do benefício pode ser feito diretamente pelo site ou aplicativo Meu INSS, acessível por meio do login Gov.br

Caso prefira, também é possível ligar para o telefone 135 e fazer a solicitação por telefone, agendando a perícia médica e o envio dos documentos necessários.

Documentação necessária

O INSS solicita que a pessoa envie os seguintes documentos:

Esses documentos devem ser enviados digitalizados por meio do portal Meu INSS ou entregues em uma agência do INSS, caso o pedido seja feito presencialmente.

Perícia e avaliação social:

O INSS agendará uma perícia médica e uma avaliação social, que serão feitas para confirmar o diagnóstico de TEA e a situação de vulnerabilidade social da família.

Como comprovar autismo para o BPC LOAS?

Para comprovar o autismo e obter o BPC LOAS, o autista precisa apresentar documentos médicos que mostrem que o transtorno impacta a vida diária e limita a autonomia. A documentação deve ser:

Laudo médico detalhado, com CID correspondente ao Transtorno do Espectro Autista (por exemplo, CID-10 F84);

Relatórios de outros profissionais, como psicólogos, terapeutas ocupacionais ou fonoaudiólogos, que acompanham o tratamento do autista e descrevem suas dificuldades e limitações nas atividades cotidianas;

Relatórios de tratamentos contínuos, como terapia ocupacional, fonoaudiologia, entre outros, que demonstram a necessidade de acompanhamento especializado.

Esse conjunto de documentos vai ajudar a mostrar que o TEA é uma condição que afeta a capacidade do indivíduo de ser plenamente independente, sendo essencial para a análise do INSS.

E se o BPC LOAS para autistas for negado?

Caso o BPC LOAS seja negado pelo INSS, existem algumas alternativas que podem ser adotadas:

Recurso administrativo:

Após a negativa, você pode entrar com recurso administrativo diretamente no Meu INSS ou por telefone. 

É importante reunir novos documentos que reforcem o direito ao benefício, como laudos médicos complementares ou comprovantes adicionais de vulnerabilidade.

Ação judicial:

Se o recurso administrativo não for suficiente, é possível ingressar com uma ação judicial

A ação pode ser proposta para reverter a decisão do INSS, especialmente se houver comprovações claras de que o autismo impacta substancialmente a vida do indivíduo e que a renda familiar está abaixo do limite legal. 

Muitas decisões judiciais recentes têm favorecido as pessoas com TEA em situações de vulnerabilidade, mesmo quando a renda é um pouco superior ao limite.

Portanto, se você teve a solicitação negada, é importante buscar orientação jurídica especializada para entender melhor suas opções e como agir da maneira mais eficiente possível para garantir o benefício.

Um recado final para você!

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Sabemos que o tema pode levantar muitas dúvidas e que cada situação é única, demandando uma análise específica de acordo com as circunstâncias de cada caso.

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Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do VLV Advogados

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Autor

  • rafa menor

    •Advogada Especialista em Diversas áreas do Direito. Pós-graduada em Direitos Fundamentais e Justiça pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). Possui formação em Liderança pela Conquer Business School. Atualmente é coordenadora da equipe jurídica do VLV Advogados.

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