Síndrome de Down (CID Q90) dá direito ao BPC LOAS?

A Síndrome de Down (CID Q90) pode trazer desafios que impactam a autonomia e a vida familiar. Em muitos casos, surge a dúvida: existe direito ao BPC LOAS que ajude nessas situações?  

Síndrome de Down (CID Q90) dá direito ao BPC LOAS?
Síndrome de Down (CID Q90) dá direito ao BPC LOAS?

A Síndrome de Down (CID Q90) pode trazer desafios que impactam a autonomia e a vida familiar. Em muitos casos, surge a dúvida: existe direito ao BPC LOAS que ajude nessas situações? 

Reconhecido como um dos escritórios mais recomendados em Direito Previdenciário, o VLV Advogados já orientou diversas famílias com essa mesma dúvida sobre o CID Q90. 

Neste artigo, vamos explicar os requisitos para solicitar o benefício, como comprovar a necessidade e o que fazer se o pedido for negado.

Sabemos que questões jurídicas podem gerar dúvidas, e entender seus direitos é essencial para tomar decisões informadas. Em caso de dúvidas sobre o assunto, clique aqui para falar com um especialista do VLV Advogados.

O que é a síndrome de Down (CID Q90)?

A Síndrome de Down, também conhecida como trissomia 21, é uma condição genética causada pela presença de um cromossomo 21 extra, o que altera o desenvolvimento físico e intelectual da pessoa. 

O CID Q90 é o código utilizado na Classificação Internacional de Doenças para identificar essa condição. Segundo o IBGE, cerca de 300 mil pessoas vivem com síndrome de Down no Brasil, em uma proporção aproximada de 1 a cada 700 nascimentos. 

A síndrome pode se manifestar de diferentes formas, mas de modo geral, as pessoas com a condição enfrentam limitações cognitivas e dificuldades no desenvolvimento motor, o que pode afetar o aprendizado, a comunicação e a mobilidade.

No contexto jurídico, a Síndrome de Down é considerada uma deficiência conforme a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015), e o direito ao BPC LOAS decorre do artigo 20 da Lei nº 8.742/1993 (LOAS). 

A pessoa com essa condição pode, assim, ter direito ao BPC LOAS, desde que atenda aos requisitos de deficiência e renda estabelecidos pela lei. A condição é interpretada de forma ampla, considerando o impedimento de longo prazo na prática, e não apenas o diagnóstico formal.

Quem tem síndrome de Down tem direito ao BPC LOAS?

Sim, pessoas com Síndrome de Down têm direito ao BPC LOAS, desde que cumpram os requisitos exigidos pela legislação. 

O BPC é destinado a pessoas com deficiência ou idosos em situação de vulnerabilidade social, o que inclui pessoas com deficiência intelectual, como é o caso de quem tem Síndrome de Down. 

No entanto, para receber o benefício, é necessário comprovar tanto a deficiência quanto a baixa renda familiar. Essa regra vale inclusive para crianças com a condição, já que boa parte dos diagnósticos de síndrome de Down ocorre ainda na infância.

Requisito O que significa
Deficiência de longo prazo A síndrome de Down deve causar impedimentos cognitivos e/ou físicos significativos e duradouros.
Renda per capita de até 1/4 do salário mínimo A renda familiar deve ser comprovada e, pela regra geral, não pode ultrapassar esse limite por pessoa.
Cadastro no CadÚnico O beneficiário e sua família precisam estar inscritos e com os dados atualizados no Cadastro Único.

Esses critérios garantem que o benefício chegue às pessoas realmente necessitadas. Por exemplo, um adulto com Síndrome de Down que tem dificuldades motoras e vive com a família em um bairro periférico, com dificuldades econômicas, poderá ser elegível ao benefício.

Como solicitar BPC LOAS para síndrome de Down (Q90)?

O processo para solicitar o BPC LOAS para pessoas com Síndrome de Down é simples, mas requer atenção a alguns detalhes importantes:

→ Cadastro no CadÚnico: inscreva-se no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, se ainda não estiver cadastrado.

→ Documentação necessária: reúna documentos pessoais, laudos médicos detalhados sobre a síndrome de Down, comprovantes de renda e despesas da família, como custos com tratamentos médicos.

→ Solicitação no Meu INSS: faça o pedido pelo site ou aplicativo Meu INSS, ou pelo telefone 135.

→ Avaliação do INSS: o INSS realiza uma perícia médica e uma avaliação social para confirmar a deficiência e a vulnerabilidade social da pessoa.

Se você tem um familiar com Síndrome de Down e deseja solicitar o BPC, reúna todos os documentos necessários e acompanhe de perto o processo. Se necessário, busque a ajuda de um advogado especializado para garantir que tudo seja feito corretamente.

Como comprovar a necessidade do BPC LOAS por Q90?

A comprovação da deficiência e da necessidade do BPC LOAS no caso da Síndrome de Down envolve três aspectos principais: a deficiência, a renda familiar e a vulnerabilidade social.

→ Laudos médicos: apresente relatórios médicos atualizados que atestem a deficiência de longo prazo, explicando como a síndrome de Down impacta as funções cognitivas e motoras da pessoa no dia a dia. 

Um laudo médico bem estruturado costuma ser o que diferencia uma aprovação de uma negativa.

→ Documentos sociais e familiares: reúna comprovantes de renda familiar, como holerites ou declarações de imposto de renda, para demonstrar que a renda per capita está abaixo do limite estabelecido pela legislação.

→ Cadastro no CadÚnico: a inscrição no Cadastro Único é essencial, pois é por meio dele que o INSS acessa os dados econômicos da família.

Foi o que aconteceu em um caso fictício, inspirado em atendimentos que recebemos: 

A família de Lucas (nome fictício), com síndrome de Down e necessidade de acompanhamento terapêutico contínuo, reuniu laudos multidisciplinares detalhados e conseguiu a aprovação do benefício já na primeira análise administrativa, sem precisar de recurso.

O que fazer se o BPC LOAS por Q90 for negado pelo INSS?

O que fazer se o BPC LOAS por Q90 for negado pelo INSS?
O que fazer se o BPC LOAS por Q90 for negado pelo INSS?

Se o BPC LOAS for negado pelo INSS, existem ações que você pode tomar para reverter a negativa:

→ Verificar o motivo da negativa: o INSS informa o motivo da recusa, e com base nisso você pode corrigir ou complementar a documentação necessária.

→ Recurso administrativo: é possível apresentar um recurso administrativo ao INSS dentro do prazo de 30 dias após a notificação da negativa.

→ Ação judicial: se o recurso administrativo não for suficiente, você pode entrar com uma ação judicial para solicitar o benefício.

Em um caso hipotético, se o INSS negar o benefício por documentação incompleta, você poderá corrigir os laudos médicos ou fornecer novos comprovantes de renda. 

Em alguns casos, o INSS pode entender que a deficiência não foi corretamente comprovada, mas isso pode ser contestado judicialmente. Esses passos são fundamentais para garantir que o direito ao BPC LOAS seja efetivado, mesmo após uma negativa do INSS.

Seu caso merece uma análise individual

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Seu caso merece uma análise individual

Em caso de dúvidas, busque assistência jurídica! Sabemos que o tema pode levantar muitas dúvidas e que cada situação é única, demandando uma análise específica de acordo com as circunstâncias de cada caso. 

Com atendimento 100% online em todo o Brasil, o VLV Advogados acompanha famílias em cada etapa desse processo, da reunião de laudos até um eventual recurso. 

Se você tiver alguma questão ou quiser saber mais sobre o assunto, recomendamos a consulta com um advogado especialista. 

O suporte jurídico adequado é fundamental para que decisões sejam tomadas de forma consciente e segura. Clique aqui para falar com um especialista do VLV Advogados!

Como observa a advogada Dra. Rafaela Carvalho., do VLV Advogados: nos casos de síndrome de Down, os pedidos mais bem-sucedidos são aqueles em que o laudo descreve com detalhe o nível de suporte que a pessoa precisa no dia a dia, e não apenas o diagnóstico genético em si.

Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do VLV Advogados.

Sobre a autora

A Dra. Rafaela Carvalho é advogada (OAB 61735) com atuação em direito Previdenciário, pós-graduada em Direitos Fundamentais e Justiça e com formação em Liderança pela Conquer Business School. Atualmente coordena a equipe jurídica do VLV Advogados.

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Autor

  • rafa menor

    Advogada com atuação em Direito Previdenciário 61.735 OAB/BA, pós-graduada em Direitos Fundamentais e Justiça e com formação em Liderança pela Conquer Business School. Atualmente coordena a equipe jurídica do VLV Advogados.

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