Meu filho está na faculdade: devo continuar pagando pensão?

Quando o filho entra na faculdade, surge a dúvida: a pensão continua? Em muitos casos, a Justiça analisa necessidade, estudos e capacidade financeira.

Imagem representando filho na faculdade.

Filho na faculdade ainda devo pagar pensão?

Quando seu filho completa 18 anos e ingressa na faculdade, é natural surgir a dúvida sobre a pensão alimentícia.

Muitos pais acreditam que a obrigação termina automaticamente com a maioridade, enquanto outros pensam que a faculdade garante a continuidade do pagamento sem discussão.

Na prática, o tema é mais complexo, porque envolve análise da necessidade do filho, da possibilidade financeira de quem paga e do que a lei realmente determina para cada situação concreta.

O objetivo deste texto é ajudar você a entender quando a pensão pode continuar, quando pode ser revista e quais fatores realmente pesam na decisão do juiz.

Assim, fica mais fácil agir com segurança, evitar conflitos desnecessários e tomar decisões responsáveis, especialmente em um momento que envolve educação, futuro profissional e organização financeira de toda a família.

Sabemos que questões jurídicas podem gerar dúvidas, e entender seus direitos é essencial para tomar decisões informadas. Em caso de dúvidas sobre o assunto, entre em contato aqui!

A pensão pode continuar enquanto o filho está na faculdade?

A pensão pode continuar, sim, quando o filho está na faculdade, porque a lei não vê a maioridade como um ponto final automático.

Depois dos 18 anos, a obrigação deixa de estar ligada ao chamado poder familiar e passa a depender da prova de necessidade.

A fase universitária é compreendida como período de formação, no qual, em regra, o jovem ainda não tem condições plenas de arcar com todas as suas despesas.

O juiz analisa se o filho realmente precisa do valor para custear despesas como mensalidade, transporte, alimentação, materiais, moradia e outras demandas do dia a dia.

Ao mesmo tempo, avalia também a capacidade financeira de quem paga, para que a contribuição não seja desproporcional.

Assim, a faculdade pode ser um fator relevante para justificar a continuidade da pensão, mas ela não funciona sozinha e sempre depende da análise do caso concreto.

A faculdade prova que o filho ainda precisa da pensão?

A simples matrícula na faculdade não é suficiente para provar que o filho ainda precisa da pensão alimentícia.

Ela funciona como indício importante, mas a Justiça exige demonstração mais ampla da situação econômica.

Depois dos 18 anos, o filho é quem precisa comprovar que ainda depende financeiramente, que não possui renda suficiente e que o valor recebido tem finalidade real de subsistência e apoio na formação.

Quando há dedicação aos estudos, frequência regular e progresso acadêmico, a faculdade reforça a ideia de que o jovem está construindo autonomia.

Porém, se existem reprovações constantes sem justificativa, abandono de disciplinas ou uso inadequado dos recursos, o juiz pode entender que não há motivo para manter a obrigação.

A faculdade ajuda, mas não garante sozinha a continuidade da pensão.

Quem paga pode pedir revisão por causa da faculdade?

Quem paga pode, sim, buscar revisão ou até exoneração da pensão quando entender que as circunstâncias mudaram. 

Ainda devo pagar pensão ao filho na faculdade?

Quem paga pode, sim, buscar revisão ou até exoneração da pensão quando entender que as circunstâncias mudaram.

Isso acontece, por exemplo, quando o filho passa a ter renda própria, diminui suas despesas ou não demonstra mais necessidade real do valor que recebe.

Também ocorre quando a situação financeira de quem paga se modifica e o valor previamente fixado se torna excessivo.

O ponto essencial é que nada disso pode ser feito de forma unilateral. Parar de pagar por conta própria pode gerar execução judicial, bloqueio de contas e até prisão civil.

A via correta é entrar com um pedido perante o Judiciário, apresentando documentos e explicando as razões da revisão.

Nesses momentos, o apoio de orientação jurídica especializada ajuda a organizar as provas, evitar erros e conduzir o processo com segurança.

E se o filho trabalha e faz faculdade ao mesmo tempo?

Quando o filho trabalha enquanto estuda, a situação exige ainda mais atenção. O fato de ter um emprego não significa automaticamente que a pensão deve acabar.

O juiz verifica se o salário recebido é suficiente para garantir autonomia e se permite ao estudante se manter sem comprometer sua formação.

Em muitos casos, o trabalho é temporário ou de baixa remuneração, o que não elimina totalmente a dependência.

Por outro lado, se o filho recebe uma renda adequada, consegue arcar com suas despesas básicas, demonstra organização financeira e independência real, a pensão pode ser reduzida ou até encerrada.

Tudo gira em torno do equilíbrio entre necessidade e possibilidade.

O que importa é se o trabalho realmente substitui o apoio familiar ou se funciona apenas como complemento que ainda não dispensa a pensão.

A faculdade prorroga automaticamente a pensão?

A faculdade não prorroga automaticamente a pensão. Não existe na lei uma “regra fixa” determinando continuidade até terminar o curso ou até determinada idade.

O que existe é uma tendência dos tribunais em considerar que, durante o período de formação, pode fazer sentido manter o apoio, especialmente quando o filho prova esforço, dependência financeira e compromisso com os estudos.

Alguns julgados costumam usar como referência idades próximas a 23 ou 24 anos, porque corresponde ao tempo médio de conclusão de muitos cursos.

Mesmo assim, essa não é uma regra absoluta. Pode ser que em alguns casos a pensão termine antes, se houver independência, e em outros continue por mais tempo, quando a necessidade ainda estiver clara.

Tudo depende da análise individual e da qualidade das provas apresentadas.

Quais documentos da faculdade ajudam no processo?

Os documentos ligados à faculdade têm papel importante porque revelam a realidade do estudante.

Declaração de matrícula, comprovantes de frequência e histórico ou boletim ajudam a mostrar que o filho está ativo no curso e tem compromisso com a formação.

Comprovantes de mensalidade, taxas, transporte, livros, aluguel e alimentação complementam a análise, pois demonstram o custo real de manter os estudos.

Além disso, comprovantes de renda ou declarações que indiquem ausência de trabalho ajudam o juiz a identificar se existe dependência econômica.

Quando há algum tipo de bolsa, auxílio ou benefício, esses registros também são relevantes, pois mostram que existem outras fontes de suporte.

Quanto mais clara e organizada for a documentação, maior será a chance de o processo resultar em uma decisão justa para todos.

Sempre que houver conflito, insegurança ou intenção de revisar valores, contar com apoio jurídico é uma escolha inteligente.

Isso evita problemas futuros, protege direitos e ajuda você a tomar decisões responsáveis, respeitando tanto o seu orçamento quanto o caminho de formação do seu filho.

Um recado final para você!

Imagem representando um advogado para pensão.

Em caso de dúvidas, procure assistência jurídica!

Sabemos que o tema pode levantar muitas dúvidas e que cada situação é única, demandando uma análise específica de acordo com as circunstâncias de cada caso.

Se você tiver alguma questão ou quiser saber mais sobre o assunto, recomendamos a consulta com um advogado especialista.

O suporte jurídico adequado é fundamental para que decisões sejam tomadas de forma consciente e segura. Clique aqui.

Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do escritório Valença, Lopes e Vasconcelos Advocacia.

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Autor

  • joao valenca

    •Advogado (43370 OAB) especialista em diversas áreas do Direito e Co-fundador do escritório VLV Advogados, empresa referência há mais de 10 anos no atendimento humanizado e mais de 5 mil cidades atendidas em todo o Brasil.

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