“Só quis me defender”: João é absolvido após julgamento

João foi surpreendido com uma prisão em flagrante, acusado de agressão. A partir desse momento, começou uma luta para provar sua inocência e ser absolvido juridicamente.

Imagem representando absolvido após julgamento.

O que acontece quando alguém é absolvido após o julgamento?

João saiu de casa achando que seria apenas mais um dia comum. Em poucas horas, viu sua vida virar de cabeça para baixo.

Uma discussão banal terminou em uma abordagem policial, algemas e a acusação de agressão física. Ele repetia a mesma frase, quase como um pedido de socorro: “eu só quis me defender”.

O medo foi imediato. Medo de ser preso injustamente. Medo de perder o trabalho. Medo de como explicar tudo à família.

Se você já imaginou como seria passar por isso, sabe o peso emocional que um flagrante carrega, mesmo quando a pessoa acredita, com convicção, que agiu corretamente.

Essa é a história de João mostra os sentimentos, as dúvidas e os riscos jurídicos que são os mesmos que muitas pessoas enfrentam ao serem presas em flagrante.

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Por que João foi absolvido no julgamento?

João foi absolvido porque o juiz reconheceu que sua conduta se enquadrava na legítima defesa, prevista no artigo 25 do Código Penal. A absolvição não veio por acaso, nem automaticamente.

Ela foi construída passo a passo, com provas, testemunhos e atuação técnica desde o início.

Naquele dia, João havia sido abordado de forma agressiva por outra pessoa em um local público.

Segundo os relatos colhidos posteriormente, ele sofreu empurrões e ameaças antes de reagir. Sua reação foi imediata, proporcional e teve um único objetivo: cessar a agressão.

Durante o processo, ficou claro que João não buscou confronto. Ele tentou se afastar, mas, diante da continuidade da agressão, reagiu para se proteger.

A Justiça entendeu que não houve excesso, intenção de machucar ou vontade de causar dano além do necessário.

Esse reconhecimento foi determinante para que João deixasse a condição de réu e fosse formalmente absolvido ao final do julgamento.

Este é um caso fictício, inspirado na atuação criminal do escritório. Nomes e detalhes foram alterados para preservar o sigilo das partes envolvidas.

Como a legítima defesa ajudou João a ser absolvido?

A legítima defesa é um direito garantido pela lei. O Código Penal estabelece que não há crime quando alguém repele uma agressão injusta, atual ou iminente, usando meios necessários e proporcionais.

No caso de João, a defesa trabalhou para demonstrar exatamente esses três pontos:

  1. a existência da agressão injusta,
  2. a necessidade da reação,
  3. e a proporcionalidade da conduta.

Foram reunidas imagens do local, depoimentos de testemunhas presenciais e registros que mostravam que João não iniciou o conflito.

Tudo foi organizado para que o juiz pudesse enxergar a situação com clareza, sem se limitar apenas ao relato do flagrante policial.

Muita gente acredita que basta alegar legítima defesa para ser absolvido. Na prática, não funciona assim. A legítima defesa precisa ser provada. E quanto antes essa prova começa a ser construída, maiores são as chances de sucesso.

Quais erros na prisão quase impediram João de ser absolvido?

Logo após a abordagem, João cometeu erros comuns, e compreensíveis, em situações de estresse extremo.

Ele tentou se explicar sem orientação jurídica, falou de forma confusa e não conseguiu organizar os fatos com clareza naquele primeiro momento.

Outro problema foi a forma como o flagrante foi registrado. O boletim inicial destacava apenas a agressão final, sem contextualizar o que havia acontecido antes.

Isso quase fez com que a narrativa oficial fosse desfavorável desde o início.

Além disso, testemunhas importantes não foram ouvidas imediatamente. Se isso não tivesse sido corrigido a tempo, versões essenciais poderiam ter se perdido, dificultando a reconstrução da verdade no processo.

Esses pontos mostram como um flagrante mal conduzido pode comprometer seriamente a defesa, mesmo quando a pessoa tem razão.

A diferença, no caso de João, foi a atuação jurídica rápida para corrigir essas falhas ainda no início do procedimento.

Quem participou da defesa que garantiu que João fosse absolvido?

Assim que a família de João procurou o escritório, a primeira medida foi acompanhar o caso desde a fase inicial.

O foco não foi apenas o processo em si, mas a proteção integral dos direitos dele.

A defesa atuou na análise do auto de prisão, na coleta de provas, na oitiva de testemunhas e na construção de uma narrativa técnica coerente com os fatos.

Também foi fundamental orientar João sobre o que dizer, quando falar e quando exercer o direito ao silêncio.

A atuação não se limitou ao tribunal. Houve acompanhamento emocional, explicação clara de cada etapa do processo e preparo para o julgamento.

Isso fez diferença não apenas no resultado jurídico, mas também na forma como João enfrentou o processo.

Quanto tempo levou até João ser absolvido?

O tempo até a absolvição não foi curto. Entre a prisão em flagrante e a sentença final, passaram-se meses de incerteza, ansiedade e expectativa.

Durante esse período, João viveu com o peso de responder a um processo criminal.

Ele continuou trabalhando, mas com receio constante de ser julgado pelo passado recente.

A família também sentiu os impactos. Conversas difíceis, noites mal dormidas e o medo de uma condenação injusta fizeram parte da rotina.

Esse intervalo reforça um ponto importante: mesmo quando a Justiça reconhece a inocência, o caminho até a absolvição pode ser desgastante.

Por isso, agir rápido e com orientação adequada é essencial para reduzir danos e evitar erros irreversíveis.

O que a história de João ensina sobre ser absolvido em casos de flagrante injusto?

A história de João mostra que um flagrante injusto não se resolve sozinho. A versão inicial dos fatos, se não for questionada, tende a se consolidar contra o acusado.

Ela também ensina que a absolvição depende de técnica, estratégia e tempo. Não basta estar certo; é preciso provar. E essa prova começa no primeiro contato com a autoridade policial.

Se você ou alguém próximo passa por situação semelhante, alguns cuidados são essenciais:

A Justiça funciona dentro de regras. Conhecê-las, ou contar com quem conhece, é o que transforma medo em defesa e insegurança em estratégia.

A história de João termina com a absolvição, mas, sobretudo, com a lição de que direitos só existem quando são corretamente exercidos.

Se restarem dúvidas sobre flagrante, legítima defesa ou absolvição, a orientação jurídica adequada é o caminho mais seguro para proteger seu futuro.

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Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do escritório Valença, Lopes e Vasconcelos Advocacia

Direito Civil | Direito de Família | Direito Criminal | Direito Previdenciário | Direito Trabalhista | Direito Bancário

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Autor

  • joao valenca

    •Advogado (43370 OAB) especialista em diversas áreas do Direito e Co-fundador do escritório VLV Advogados, empresa referência há mais de 10 anos no atendimento humanizado e mais de 5 mil cidades atendidas em todo o Brasil.

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