Mulheres pedem mais divórcio no Brasil? Veja os dados!

Os dados oficiais mostram que as mulheres são, na maioria dos casos, quem inicia o pedido de divórcio no Brasil. Entender esse cenário ajuda a compreender mudanças sociais e reflexos jurídicos nas relações familiares.

Imagem representando mulheres.

Mulheres pedem mais divórcio no Brasil?

Quando se fala em divórcio no Brasil, uma dúvida aparece com frequência: as mulheres realmente pedem mais divórcio do que os homens? Essa pergunta envolve dados oficiais, mudanças sociais e reflexos diretos no Direito de Família.

Para quem vive um relacionamento em crise ou busca apenas entender melhor esse cenário, é essencial separar percepções pessoais de informações confiáveis.

Este conteúdo foi pensado justamente para esclarecer essa questão explicando o que dizem os números e como eles se relacionam com a realidade jurídica.

Ao longo do artigo, você vai encontrar dados atualizados, explicações claras e orientações que ajudam a compreender melhor esse tema delicado.

Continue a leitura para entender o que está por trás desses números e como eles podem impactar decisões importantes.

Sabemos que questões jurídicas podem gerar dúvidas, e entender seus direitos é essencial para tomar decisões informadas. Em caso de dúvidas sobre o assunto, entre em contato: clique aqui!

As mulheres pedem mais divórcio no Brasil?

Sim. As mulheres pedem mais divórcio no Brasil, segundo levantamentos estatísticos e análises baseadas nos registros oficiais.

Dados do IBGE indicam que, em 2022, o país registrou mais de 420 mil divórcios, e estudos citados por veículos especializados mostram que, em uniões heterossexuais, cerca de 70% dos pedidos são iniciados por mulheres.

Isso não significa que os homens não queiram se separar ou que todos os processos sejam litigiosos.

Significa, na prática, que é a mulher quem costuma dar o primeiro passo formal para a dissolução do casamento.

Para você que está vivendo um relacionamento desgastado, esse dado ajuda a entender que essa iniciativa feminina é uma tendência social observada em todo o país, e não um caso isolado.

Divórcios no Brasil (2022): panorama em números
Total de divórcios em 2022
420.039
Aumento de 8,6% vs. 2021 (386.813).
Como esses divórcios se dividiram em 2022:

Judiciais
340.459 (81,1%)

Extrajudiciais
79.580 (18,9%)
Fonte: IBGE – Estatísticas do Registro Civil (dados de 2022 divulgados em 27/03/2024).

O que os dados revelam sobre pedidos feitos por mulheres?

Os dados revelam que a iniciativa feminina no divórcio é recorrente e consistente, especialmente nos últimos anos.

Quando se observa o crescimento do número total de divórcios, percebe-se que o aumento acompanha mudanças sociais importantes, como maior autonomia econômica e acesso à informação jurídica.

Na prática, isso significa que muitas mulheres chegam ao momento do divórcio após um processo de reflexão prolongado.

Um exemplo comum é o de quem permanece anos tentando manter a relação por causa dos filhos, mas decide agir quando percebe que o casamento deixou de ser funcional ou saudável.

Os números mostram justamente isso: quem pede o divórcio, em geral, já amadureceu a decisão.

Esses dados também ajudam a desmistificar a ideia de que o divórcio ocorre por impulso. As estatísticas indicam planejamento, e não ruptura precipitada.

Por que as mulheres iniciam mais processos de divórcio?

As mulheres iniciam mais processos de divórcio por um conjunto de fatores sociais, econômicos e emocionais, amplamente apontados por estudos e análises jurídicas. Entre os principais motivos observados, destacam-se:

Autonomia financeira: mulheres com renda própria se sentem mais seguras para encerrar uma relação que não funciona.

Sobrecarga emocional: ainda hoje, recai sobre muitas mulheres a responsabilidade de manter a harmonia familiar.

Cuidado com os filhos: quando há filhos, a mulher costuma avaliar se o ambiente familiar continua saudável.

Mudança de valores sociais: o divórcio deixou de ser tabu e passou a ser visto como um direito.

Imagine uma situação comum: você trabalha, cuida da casa, dos filhos e tenta sustentar o relacionamento sozinha.

Quando percebe que o esforço não é compartilhado e o diálogo não avança, o divórcio passa a ser visto como uma solução possível e legítima. É esse tipo de realidade que os dados refletem, sem qualquer juízo de valor.

Esse comportamento das mulheres mudou ao longo dos anos?

Sim. Esse comportamento mudou significativamente ao longo dos anos. Décadas atrás, o divórcio era socialmente desestimulado, especialmente para mulheres.

Hoje, o cenário é outro. A legislação brasileira garante o direito ao divórcio sem necessidade de justificar o motivo, e a sociedade passou a encarar a separação como uma reorganização da vida, não como fracasso.

Um fenômeno que ilustra bem essa mudança é o chamado divórcio cinza, termo usado para descrever o aumento de separações entre pessoas com mais de 50 anos.

Muitas mulheres dessa faixa etária, após criarem os filhos e conquistarem estabilidade, decidem não permanecer em casamentos infelizes.

Isso mostra que o comportamento feminino em relação ao divórcio acompanha transformações sociais profundas e duradouras.

Para você, isso reforça que buscar informações e apoio jurídico hoje é muito diferente do que era no passado. O sistema está preparado para lidar com essas mudanças.

Sim. Esse comportamento mudou significativamente ao longo dos anos.

Esse comportamento das mulheres mudou ao longo dos anos?

Há diferenças jurídicas quando o pedido parte das mulheres?

Não. Não há diferenças jurídicas quando o pedido de divórcio parte das mulheres. A legislação brasileira é clara ao tratar o divórcio de forma neutra quanto ao gênero.

O Código Civil e a Emenda Constitucional nº 66/2010 asseguram que qualquer cônjuge pode requerer o divórcio, independentemente de motivação.

Na prática, isso significa que:

▸Quem pede o divórcio não perde direitos.

▸A partilha de bens segue o regime adotado no casamento.

▸A guarda dos filhos é definida com base no melhor interesse da criança, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente.

▸A pensão alimentícia, quando cabível, depende da necessidade de quem pede e da possibilidade de quem paga.

Ou seja, o fato de você iniciar o processo não gera vantagem nem prejuízo automático. O que realmente importa são as circunstâncias do caso concreto, o que torna essencial a análise individual por um advogado.

Por que esses dados sobre mulheres e divórcio importam?

Esses dados importam porque ajudam você a compreender o contexto real do divórcio no Brasil e a tomar decisões mais conscientes.

Saber que as mulheres pedem mais divórcio mostra que essa escolha não é isolada nem incomum, reduzindo sentimentos de culpa ou insegurança.

Além disso, os números evidenciam que o divórcio costuma envolver planejamento e consequências jurídicas relevantes. Questões como bens, filhos e renda futura exigem atenção imediata.

Agir rapidamente, com orientação adequada, pode evitar conflitos prolongados, prejuízos financeiros e decisões mal informadas.

Do ponto de vista jurídico, esses dados reforçam a importância de buscar orientação especializada desde o início.

Cada caso tem particularidades, e o tempo pode ser um fator decisivo para proteger seus direitos e evitar problemas maiores.

Um recado final para você!

imagem representando conteúdo jurídico informativo

Em caso de dúvidas, procure assistência jurídica!

Sabemos que o tema pode levantar muitas dúvidas e que cada situação é única, demandando uma análise específica de acordo com as circunstâncias de cada caso.

Se você tiver alguma questão ou quiser saber mais sobre o assunto, recomendamos a consulta com um advogado especialista.

O suporte jurídico adequado é fundamental para que decisões sejam tomadas de forma consciente e segura. Clique aqui!

Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do escritório Valença, Lopes e Vasconcelos Advocacia

Direito Civil | Direito de Família | Direito Criminal | Direito Previdenciário | Direito Trabalhista | Direito Bancário

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Autor

  • joao valenca

    •Advogado (43370 OAB) especialista em diversas áreas do Direito e Co-fundador do escritório VLV Advogados, empresa referência há mais de 10 anos no atendimento humanizado e mais de 5 mil cidades atendidas em todo o Brasil.

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