Como regularizar sua casa pelo cartório?
Muita gente mora no imóvel há anos, mas nunca conseguiu regularizar os documentos. Fazer isso pelo cartório pode trazer segurança jurídica, facilitar venda, herança e financiamentos — desde que o procedimento seja feito corretamente.
Regularizar sua casa pelo cartório significa dar existência jurídica oficial ao imóvel. No Brasil, a lei só reconhece como proprietário quem tem o nome registrado na matrícula do imóvel.
Sem esse registro, a casa existe fisicamente, mas não juridicamente.
Por isso, não basta morar no local, pagar IPTU ou contas básicas. Esses elementos ajudam a comprovar posse, mas não substituem o registro imobiliário. A propriedade só se consolida com o ato cartorial correto.
A matrícula funciona como a “identidade” do imóvel. É nela que constam informações como quem é o dono, se há dívidas, penhoras, financiamentos ou construções registradas.
Assim, regularizar é alinhar a realidade da casa com os dados oficiais. É esse passo que garante segurança jurídica e evita problemas futuros.
Sabemos que questões jurídicas podem gerar dúvidas, e entender seus direitos é essencial para tomar decisões informadas. Em caso de dúvidas sobre o assunto, entre em contato aqui!
Desse modo, pensando em te ajudar, preparamos este artigo no qual você aprenderá:
Quando preciso regularizar minha casa no cartório?
Você precisa regularizar o imóvel sempre que existir alguma inconsistência documental. Isso ocorre, por exemplo, quando a casa foi comprada apenas com contrato particular ou quando nunca foi feita escritura.
Também é comum a necessidade de regularização quando o imóvel foi herdado, mas o inventário não foi concluído. Nesses casos, a matrícula permanece em nome do antigo proprietário.
Outro momento frequente é quando você tenta vender, financiar ou usar o imóvel como garantia. Sem regularização, o negócio costuma ser barrado por bancos ou compradores.
Além disso, regularizar evita conflitos familiares, disputas judiciais e riscos patrimoniais. Quanto antes isso for feito, menor a chance de complicações
Como começar a regularizar o imóvel?
O primeiro passo é entender como está a situação atual do imóvel. Para isso, o ideal é solicitar uma matrícula atualizada no Cartório de Registro de Imóveis.
Esse documento mostra se o imóvel está registrado, em nome de quem está e se existem pendências. A partir dele, é possível definir qual caminho seguir.
Em alguns casos, a regularização é simples, envolvendo apenas escritura e registro. Em outros, pode exigir providências junto à prefeitura, como a obtenção do Habite-se, ou até medidas jurídicas mais complexas, como usucapião ou regularização fundiária.
Outro ponto importante é reunir todos os documentos disponíveis, mesmo os antigos ou incompletos. Contratos, recibos, IPTU e contas ajudam a construir o histórico do imóvel.
Com essas informações, fica mais fácil identificar se a regularização será simples ou se exigirá etapas adicionais junto à prefeitura ou outros órgãos.
Dá para regularizar sem escritura antiga?
Sim, é possível regularizar um imóvel sem escritura antiga, e essa é uma situação bastante comum. Muitas casas foram adquiridas por contratos informais ou acordos verbais.
Quando o antigo proprietário pode ser localizado, ainda é possível lavrar a escritura pública no Cartório de Notas. Esse é o caminho mais direto quando viável.
Por outro lado, quando não há como formalizar a compra original, existem alternativas legais, como a usucapião ou a regularização fundiária urbana.
O ponto essencial é entender que a falta de escritura não impede a regularização. Ela apenas exige uma análise mais cuidadosa do caso.
Quanto tempo leva para regularizar no cartório?
O tempo de regularização varia conforme a complexidade da situação. Quando a documentação está completa, o processo pode ser relativamente rápido.
A escritura costuma ser feita em poucos dias e o registro no cartório pode levar algumas semanas. Em casos simples, tudo pode ser resolvido em cerca de um mês.
Porém, se houver pendências, como ausência de Habite-se ou necessidade de ajustes na matrícula, o prazo aumenta consideravelmente.
Situações que envolvem prefeitura, Receita Federal ou procedimentos jurídicos tendem a levar meses. Por isso, antecipar a regularização faz toda a diferença.
Preciso de advogado para regularizar o imóvel?
A lei não exige advogado para todos os atos cartoriais. Escritura e registro, por exemplo, podem ser feitos diretamente no cartório.
Mesmo assim, o apoio jurídico é altamente recomendado, especialmente quando a situação do imóvel não é simples. Pequenos erros podem gerar grandes entraves.
O advogado analisa a documentação, identifica riscos e orienta sobre o melhor caminho. Isso evita retrabalho, indeferimentos e problemas futuros.
Além disso, em procedimentos como a usucapião extrajudicial, a presença do advogado é obrigatória. O suporte jurídico funciona como proteção ao seu patrimônio.
Quais documentos servem para regularizar a casa?
Os documentos exigidos variam conforme o caso, mas alguns são básicos. Em geral, são necessários documentos pessoais do proprietário e documentos do imóvel.
Entre eles, estão matrícula atualizada, escritura ou contrato, comprovantes de IPTU e certidões negativas. Esses documentos ajudam a comprovar a situação jurídica.
Quando há construção, entram também planta do imóvel, memorial descritivo e o Habite-se emitido pela prefeitura.
Mesmo que você não tenha tudo reunido, isso não impede o início do processo. O importante é saber o que existe e o que precisa ser providenciado.
Um recado final para você!
Sabemos que o tema pode levantar muitas dúvidas e que cada situação é única, demandando uma análise específica de acordo com as circunstâncias de cada caso.
Se você tiver alguma questão ou quiser saber mais sobre o assunto, recomendamos a consulta com um advogado especialista.
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Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do escritório Valença, Lopes e Vasconcelos Advocacia.
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