Quantos segurados se aposentam pelas regras de transição?
Desde a Reforma da Previdência, milhares de segurados têm recorrido às regras de transição para conseguir se aposentar sem cumprir integralmente os novos critérios.
Desde a entrada em vigor da Reforma da Previdência, em novembro de 2019, a aposentadoria passou a exigir mais atenção e planejamento.
Muitos segurados que já contribuíam para o INSS antes da mudança se depararam com novas exigências e, diante disso, passaram a utilizar as chamadas regras de transição.
Essas regras se tornaram o principal caminho para a aposentadoria de quem já estava no mercado de trabalho, concentrando grande parte dos pedidos feitos nos últimos anos.
Entender como essas regras funcionam, quem pode utilizá-las e por que elas são tão recorrentes ajuda você a compreender melhor o cenário previdenciário atual e a importância de avaliar o momento correto para solicitar o benefício.
Sabemos que questões jurídicas podem gerar dúvidas, e entender seus direitos é essencial para tomar decisões informadas. Em caso de dúvidas sobre o assunto, entre em contato aqui!
Desse modo, pensando em te ajudar, preparamos este artigo no qual você aprenderá:
O que são as regras de transição da aposentadoria?
As regras de transição da aposentadoria foram criadas pela Emenda Constitucional nº 103/2019, que reformou o sistema previdenciário brasileiro.
Elas se aplicam aos segurados que já estavam filiados ao INSS antes de 13 de novembro de 2019, mas que ainda não haviam cumprido os requisitos para se aposentar pelas regras antigas.
Com a reforma, deixou de existir a aposentadoria apenas por tempo de contribuição, passando a ser exigida idade mínima.
Para evitar uma mudança abrupta para quem já contribuía há muitos anos, foram criadas regras intermediárias, que permitem uma adaptação gradual ao novo modelo.
Essas regras consideram o histórico contributivo do segurado e incluem critérios como pontuação, idade mínima progressiva e pedágio de tempo de contribuição, todos com requisitos que aumentam ao longo dos anos.
Quantos segurados usam as regras de transição no Brasil?
Atualmente, não existe um número oficial público que indique exatamente quantos segurados se aposentam pelas regras de transição.
Os dados divulgados pelo INSS informam o total de aposentadorias concedidas, mas não detalham qual regra foi utilizada em cada caso.
Apesar disso, análises técnicas e dados institucionais mostram que uma parcela significativa das aposentadorias concedidas após 2019 ocorreu por meio das regras de transição.
Isso acontece porque milhões de trabalhadores já contribuíam antes da reforma e não se enquadravam imediatamente na regra definitiva.
Assim, embora não seja possível apresentar um número fechado, é correto afirmar que as regras de transição concentram grande parte das concessões feitas nos últimos anos.
Por que as regras de transição concentram as aposentadorias?
As regras de transição concentram aposentadorias porque foram pensadas para quem já estava próximo de cumprir os requisitos quando a reforma entrou em vigor.
Para esses segurados, aplicar diretamente a regra definitiva significaria mais tempo de espera para se aposentar.
Além disso, essas regras oferecem diferentes possibilidades de enquadramento, permitindo que o segurado utilize a alternativa mais compatível com sua idade e tempo de contribuição. Isso amplia as chances de acesso ao benefício.
Somado a isso, nos primeiros anos após a reforma, os requisitos das regras de transição eram mais acessíveis.
Esse fator levou muitos segurados a anteciparem o pedido de aposentadoria, concentrando ainda mais as concessões nessas modalidades.
Como deverão ficar as regras de transição nos próximos anos?
As regras de transição continuam em vigor, mas não permanecem estáticas. A própria Emenda Constitucional nº 103/2019 determinou que seus requisitos seriam elevados gradualmente ao longo do tempo.
Nos próximos anos, a idade mínima progressiva seguirá aumentando até atingir 62 anos para mulheres e 65 anos para homens. Da mesma forma, a regra de pontos continuará exigindo pontuações maiores a cada ano.
Com isso, tende a diminuir o número de segurados que conseguem se enquadrar nessas regras.
Aos poucos, mais pessoas passarão a depender da regra definitiva, o que reforça a importância de analisar o momento correto para requerer a aposentadoria.
Um recado final para você!
Sabemos que o tema pode levantar muitas dúvidas e que cada situação é única, demandando uma análise específica de acordo com as circunstâncias de cada caso.
Se você tiver alguma questão ou quiser saber mais sobre o assunto, recomendamos a consulta com um advogado especialista.
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Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do escritório Valença, Lopes e Vasconcelos Advocacia.
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