Tempo médio de duração de casamentos antes do divórcio

Conhecer o tempo médio de duração de casamentos antes do divórcio é um passo importante para se preparar juridicamente e reduzir riscos em uma separação.

Imagem represnetando casamentos.

Qual o tempo médio dos casamentos antes do divórcio?

O tempo médio de duração de casamentos antes do divórcio é um dado que ajuda a compreender como as relações familiares têm evoluído no Brasil e quais reflexos isso pode gerar no momento da separação.

Com base em levantamentos oficiais, é possível identificar padrões que impactam diretamente questões como partilha de bens, organização patrimonial e planejamento jurídico.

Este conteúdo foi preparado para esclarecer dúvidas comuns, apresentar informações confiáveis e orientar você a entender melhor esse cenário antes de tomar decisões importantes.

A seguir, explicamos o que esses números revelam e por que eles merecem atenção.

Sabemos que questões jurídicas podem gerar dúvidas, e entender seus direitos é essencial para tomar decisões informadas. Em caso de dúvidas sobre o assunto, entre em contato: clique aqui!

Qual é o tempo médio de duração dos casamentos antes do divórcio no Brasil?

O tempo médio de duração de casamentos antes do divórcio no Brasil caiu na última década, segundo o IBGE.

Em 2010, a média era de 15,9 anos. Em 2020, esse tempo passou para 13,3 anos, conforme os dados das Estatísticas do Registro Civil – Divórcios 2020 divulgados pelo instituto.

Nos levantamentos recentes citados em análises com base no IBGE, essa média aparece em 13,8 anos, como referência atual do indicador.

Em termos práticos, isso não significa que “todo casamento dura isso”, e sim que, ao observar o conjunto dos divórcios formalizados no país, a média entre casamento e divórcio ficou nesse patamar.

Os casamentos têm durado menos nos últimos anos?

Sim. Os dados mostram redução quando você compara 2010 (15,9 anos) com 2020 (13,3 anos). Essa mudança conversa com o cenário jurídico e social do período.

Do lado jurídico, vale lembrar que a EC nº 66/2010 tornou o divórcio direto mais simples, sem exigir etapas intermediárias como a antiga separação.

Isso não “causa” sozinho o divórcio, mas pode tornar mais rápido o caminho formal quando a relação termina.

Do lado prático, quando o casal decide encerrar a união, o procedimento tende a acontecer com menos barreiras, o que influencia o perfil dos registros estatísticos.

Em qual fase da relação os casamentos costumam terminar com mais frequência?

Os dados do IBGE mostram concentração relevante de divórcios em uniões com menos tempo.

Em 2020, 49,8% dos divórcios ocorreram entre pessoas que estavam casadas há menos de 10 anos.

Em 2010, essa parcela era menor: 37,4%. Em levantamento citado com base no IBGE, em 2023, 47,8% dos divórcios também ocorreram em casamentos com menos de 10 anos.

Na prática, isso indica que uma fatia grande das separações acontece antes da “primeira década”, fase em que muitos casais ainda estão consolidando patrimônio, rotina e decisões importantes.

Os dados do IBGE mostram concentração relevante de divórcios em uniões com menos tempo.

Em qual fase da relação os casamentos costumam terminar com mais frequência?

A duração dos casamentos influencia a partilha de bens no divórcio?

A duração do casamento não muda, por si só, a regra da divisão. O que define a partilha é o regime de bens, conforme o Código Civil.

Na maioria dos casamentos sem pacto, vale a comunhão parcial, em que se divide o que foi adquirido de forma onerosa durante o casamento.

Ainda assim, o tempo pode influenciar a “complexidade” do caso: um casamento de 2 anos pode envolver só um veículo e móveis; um casamento de 15 anos pode ter imóvel, financiamento, empresa, investimentos e dívidas.

Por isso, a mesma regra jurídica pode exigir estratégias diferentes de prova, organização documental e negociação para evitar prejuízos.

Casamentos mais longos geram direitos diferentes após a separação?

Não existe “direito automático” só porque o casamento foi longo. O que muda é o contexto.

Em casamentos longos, é mais comum haver patrimônio acumulado, dependência econômica de uma das partes, filhos em diferentes fases e histórico de contribuições indiretas.

Dependendo do caso, isso pode refletir em discussões sobre alimentos entre ex-cônjuges, administração de bens e provas do que é particular ou comum.

Essas situações são avaliadas caso a caso, com base na legislação e na documentação disponível, e é aí que a orientação técnica faz diferença para evitar perdas e conflitos desnecessários.

Por que conhecer a duração média dos casamentos é importante antes do divórcio?

Porque esse dado ajuda você a entender o cenário real e a se preparar de forma mais segura.

Quando o IBGE mostra que uma grande parcela dos divórcios ocorre em uniões com menos de 10 anos, fica mais fácil enxergar um ponto prático:

Muitas separações acontecem quando ainda existem dúvidas sobre patrimônio, dívidas, regime de bens e documentos.

E, nesse momento, agir rápido costuma evitar problemas maiores, como sumiço de comprovantes, dificuldade de levantar extratos antigos, confusão sobre bens adquiridos antes e depois do casamento e acordos feitos “no impulso” que depois viram disputa.

O ideal é ter orientação jurídica desde o início da decisão, para organizar provas, reduzir desgaste e buscar o caminho mais adequado ao seu caso, sem promessas de resultado e com total respeito às regras legais.

Um recado final para você!

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Em caso de dúvidas, procure assistência jurídica!

Sabemos que o tema pode levantar muitas dúvidas e que cada situação é única, demandando uma análise específica de acordo com as circunstâncias de cada caso.

Se você tiver alguma questão ou quiser saber mais sobre o assunto, recomendamos a consulta com um advogado especialista.

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Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do escritório Valença, Lopes e Vasconcelos Advocacia

Direito Civil | Direito de Família | Direito Criminal | Direito Previdenciário | Direito Trabalhista | Direito Bancário

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Autor

  • joao valenca

    •Advogado (43370 OAB) especialista em diversas áreas do Direito e Co-fundador do escritório VLV Advogados, empresa referência há mais de 10 anos no atendimento humanizado e mais de 5 mil cidades atendidas em todo o Brasil.

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