Valor da pensão alimentícia em 2026: quanto pagar por filho?
O valor da pensão alimentícia não é definido por uma tabela fixa nem por um percentual obrigatório. Para chegar ao valor, a Justiça considera as necessidades dos filhos, a capacidade financeira de quem paga e a contribuição do outro responsável.
“Quem ganha R$ 3 mil paga quanto de pensão?”, “30% é obrigatório?” e “quanto deve ser pago para três filhos?” estão entre as dúvidas mais comuns sobre pensão alimentícia.
Embora percentuais como 20% ou 30% sejam usados em algumas decisões, eles não funcionam como regra automática. Duas pessoas com a mesma renda podem pagar valores diferentes, porque cada família possui despesas, condições financeiras e necessidades próprias.
Referência em Direito de Família, a equipe do VLV Advogados preparou este conteúdo para explicar como a pensão alimentícia é calculada em 2026 e quais fatores são analisados.
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Qual o valor da pensão alimentícia em 2026?
Não existe um valor único de pensão alimentícia para 2026. O valor deve ser definido conforme as necessidades do filho e a capacidade financeira de quem paga.
O artigo 1.694 do Código Civil determina que os alimentos sejam proporcionais às necessidades de quem recebe e aos recursos de quem deve pagar.
Na análise, além de tudo que envolve as despesas do filho, também são avaliados o salário, outras fontes de renda, despesas essenciais e a existência de outros dependentes.
Em 2026, o salário mínimo nacional é de R$1.621. Esse reajuste pode alterar o pagamento quando a decisão ou o acordo estabelece a pensão com base no salário mínimo.
Se o valor estiver vinculado ao salário de quem paga, será preciso observar a base de cálculo definida no próprio acordo ou na decisão judicial.
Existe um percentual mínimo da pensão alimentícia?
Não existe um percentual mínimo obrigatório de pensão alimentícia previsto em lei. A Justiça pode fixar um valor em dinheiro, um percentual dos rendimentos ou uma fração do salário.
Isso significa que não há uma regra determinando, por exemplo, que toda pensão deva começar em 10%, 20% ou 30%, apesar da porcentagem de 30% ser muito comum.
O pai é obrigado a pagar 30% do salário?
Não. O pai não é automaticamente obrigado a pagar 30% do salário. Esse percentual aparece em alguns acordos e decisões, mas não representa uma regra geral da legislação.
Por exemplo, o juiz pode estabelecer uma quantia mensal e determinar, separadamente, a divisão de gastos extraordinários com saúde ou educação. Também pode fixar um percentual sobre os rendimentos líquidos, especificando quais verbas entram no cálculo.
Portanto, aplicar 30% sobre o salário sem conhecer as despesas do filho e a situação financeira dos responsáveis produz apenas uma simulação matemática, não o valor definitivo da pensão.
Como o juiz calcula o valor da pensão alimentícia?
O juiz calcula a pensão analisando as necessidades de quem recebe, a capacidade financeira de quem paga e a proporcionalidade da contribuição entre os responsáveis. Por isso, o valor não é definido apenas pelo salário do pai ou por um percentual aplicado automaticamente.
Quando a pensão é destinada a filhos, podem ser consideradas despesas como:
- alimentação e moradia;
- escola e material escolar;
- saúde e medicamentos;
- transporte;
- roupas;
- lazer e atividades extracurriculares;
- necessidades específicas da criança.
Esses gastos podem ser demonstrados por recibos, contratos, boletos, extratos e uma planilha organizada com as despesas mensais.
Capacidade financeira de quem paga
O juiz também verifica quanto o responsável realmente pode contribuir sem comprometer sua própria subsistência. A análise pode considerar:
- remuneração e outras fontes de renda;
- atividade profissional;
- padrão de vida;
- patrimônio;
- despesas essenciais;
- existência de outros filhos ou dependentes.
Quando houver dúvida relevante sobre a renda e não existir outra forma de apuração, a jurisprudência admite, em situações justificadas, a análise de informações fiscais e bancárias para verificar a capacidade financeira real de quem deverá pagar.
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Como o juiz calcula a pensão alimentícia?
O valor considera a necessidade de quem recebe, a possibilidade de quem paga e a proporcionalidade.
- Alimentação e moradia
- Escola e material escolar
- Saúde e medicamentos
- Transporte e lazer
- Renda e outras fontes de recursos
- Despesas essenciais
- Patrimônio e padrão econômico
- Outros filhos ou dependentes
Base legal: conforme o artigo 1.694, § 1º, do Código Civil, os alimentos devem ser fixados na proporção das necessidades de quem pede e dos recursos da pessoa obrigada ao pagamento.
Existe uma tabela oficial de pensão alimentícia?
Não existe uma tabela oficial que determine quanto cada pessoa deve pagar de acordo com seu salário ou com a quantidade de filhos. As tabelas encontradas na internet apresentam apenas simulações de percentuais e não substituem a análise individual realizada pelo juiz.
O VLV Advogados possui um conteúdo específico com cálculos baseados no salário mínimo de 2026. Nele, a própria tabela é apresentada apenas como referência.
Consulte nossa tabela de referência da pensão alimentícia em 2026 para visualizar exemplos de percentuais aplicados sobre o salário mínimo.
Quanto é a pensão alimentícia para um filho?
Como mencionamos ao longo do texto, não existe uma resposta precisa para perguntas de “qual o valor” ou “quanto é a pensão alimentícia para um filho”. O que podemos apresentar, aqui, são exemplos e os critérios analisados pela Justiça para definir a quantia exata.
Por exemplo, imagine que um responsável receba R$ 3.000 por mês. Caso a pensão seja fixada, apenas como hipótese, em 20% de sua renda, o pagamento seria de R$ 600 mensais.
A decisão também poderia estabelecer o pagamento direto do plano de saúde ou a divisão de despesas extraordinárias, como consultas e medicamentos.
Esse exemplo não significa que toda pessoa com renda de R$ 3.000 pagará R$ 600. O valor poderá ser maior ou menor conforme as condições da família.
Quanto é a pensão para dois filhos?
Ter dois filhos não significa pagar automaticamente o dobro do valor destinado a apenas um. O juiz analisa as necessidades das duas crianças e pode estabelecer um valor total para ambas.
Considere um responsável que recebe R$ 4.000 e tenha a pensão fixada, hipoteticamente, em 25% dos rendimentos. Nesse caso:
- valor total da pensão: R$ 1.000;
- divisão igual entre dois filhos: R$ 500 para cada um.
A divisão não precisa ser exatamente igual. Um dos filhos pode necessitar de tratamento médico, acompanhamento especializado ou outro gasto específico, o que muda o valor.
Tenho três filhos: quanto devo pagar de pensão alimentícia?
Igualmente, ter três filhos não significa pagar 30% para cada um nem multiplicar por três a pensão de um único filho. O valor é calculado considerando as despesas das três crianças.
Imagine uma pessoa que recebe R$ 2.000 por mês. Caso o acordo ou a decisão estabeleça, apenas como simulação, 30% da renda para os três filhos:
- valor total da pensão: R$ 600;
- divisão igual: R$ 200 para cada filho.
Isso não significa que R$ 200 seja necessariamente suficiente ou que 30% seja obrigatório. O juiz poderá fixar outro valor ao analisar despesas.
A pensão é calculada sobre o salário bruto ou líquido?
Base de cálculo da pensão: bruto × líquido
A decisão ou o acordo deve indicar qual valor será usado como ponto de partida.
- O que é
- Valor total da remuneração antes da aplicação dos descontos.
- Como funciona
- O percentual da pensão é aplicado antes dos descontos previstos no contracheque.
- Atenção
- A utilização dessa base deve estar indicada no acordo ou na decisão judicial.
- O que é
- Valor obtido após a retirada dos descontos legais obrigatórios.
- Como funciona
- O percentual é aplicado sobre a remuneração já descontada de IR e previdência oficial.
- Atenção
- Empréstimos e outros descontos voluntários não reduzem automaticamente essa base.
Importante: não existe uma base única para todos os casos. É necessário conferir o texto do acordo ou da decisão. Quando a pensão é fixada em percentual sobre os rendimentos, o 13º salário e o terço constitucional de férias podem integrar o cálculo, salvo determinação expressa em sentido contrário.
Referência geral: entendimento do STJ sobre descontos obrigatórios e Tema 192.
A pensão pode ser calculada sobre o salário bruto ou líquido. Em geral, a base de cálculo pode ser definida nos rendimentos líquidos, remuneração bruta, valor fixo mensal, fração ou percentual do salário mínimo ou combinação entre valor mensal e despesas extras.
O cálculo sobre os rendimentos líquidos costuma ser utilizado quando se pretende considerar o valor disponível após os descontos obrigatórios.
Nesse caso, normalmente são retirados do salário bruto apenas:
- Imposto de Renda;
- contribuição previdenciária, como o INSS.
Em decisão analisada pelo STJ, por exemplo, a pensão foi fixada sobre os rendimentos do responsável, incluindo férias e décimo terceiro, depois da retirada dos descontos obrigatórios.
A pensão pode incidir sobre o salário bruto quando o acordo ou a decisão determina que o percentual seja aplicado antes da retirada do Imposto de Renda e da contribuição previdenciária.
Nesse caso, o juiz deve ajustar o percentual considerando que ele será aplicado sobre uma base maior. O STJ já analisou processo no qual a obrigação havia sido expressamente fixada sobre os rendimentos brutos, demonstrando que essa forma de cálculo é possível.
Quem está desempregado paga pensão alimentícia?
Sim. O desemprego não suspende nem encerra automaticamente o pagamento da pensão alimentícia. O responsável deve continuar pagando o valor estabelecido.
A perda do emprego pode justificar uma ação revisional de alimentos, principalmente quando provoca uma redução significativa da capacidade financeira.
O desemprego, assim, pode resultar em uma redução temporária ou na mudança da forma de pagamento, mas não significa necessariamente que a pensão será eliminada.
Quando não há salário fixo, a decisão pode estabelecer:
- uma quantia mensal determinada;
- um percentual do salário mínimo;
- uma regra específica para o período de desemprego;
- pagamento direto de algumas despesas, quando autorizado.
Posso parar de pagar enquanto estiver desempregado?
Não é recomendado interromper ou reduzir o pagamento por conta própria. Os valores não pagos continuam acumulando até que exista uma nova decisão judicial.
A dívida pode ser cobrada por meio de execução, com medidas como penhora de valores e, nas hipóteses legais, prisão civil. O débito que pode justificar a prisão compreende as três parcelas anteriores ao ajuizamento da execução e aquelas que vencerem durante o processo.
Por isso, ao perder o emprego, o responsável deve buscar rapidamente a revisão judicial e, enquanto possível, continuar pagando conforme a decisão vigente.
O valor da pensão pode ser aumentado ou reduzido?
O valor da pensão alimentícia pode ser aumentado ou reduzido quando houver uma mudança relevante nas necessidades de quem recebe ou na capacidade financeira de quem paga.
O aumento pode ser solicitado quando as despesas do filho crescerem ou quando houver melhora significativa na condição financeira de quem paga.
A redução pode ser pedida quando quem paga sofre uma diminuição real de sua capacidade financeira ou quando as necessidades de quem recebe se tornam menores.
Como pedir a revisão da pensão?
A parte interessada pode entrar com uma ação revisional de alimentos, apresentando documentos que comprovem a mudança ocorrida. Também é possível formalizar um novo acordo, mas ele deve ser submetido à Justiça para oferecer segurança jurídica.
Podem ser usados como prova:
- contracheques e declaração do Imposto de Renda;
- extratos bancários;
- documentos de demissão ou redução salarial;
- boletos escolares e comprovantes médicos;
- planilha atualizada das despesas do filho;
- documentos sobre outros dependentes.
Segundo a Súmula 621 do STJ, a decisão que aumenta, reduz ou encerra a pensão produz efeitos, em regra, desde a citação na ação revisional. Os valores já pagos, porém, não devem ser devolvidos nem compensados com parcelas futuras.
Dúvidas comuns sobre o valor da pensão alimentícia
Não é possível descobrir o valor da pensão apenas pelo salário de quem paga. A renda serve como um dos critérios, mas também são consideradas as necessidades do filho, a contribuição do outro responsável e as condições financeiras da família.
Nos exemplos abaixo, a renda informada será usada apenas como base para simular percentuais de 20%, 25% e 30%. Esses percentuais não são obrigatórios.
Quem ganha R$ 1.500 paga quanto de pensão?
Dependendo das circunstâncias, a obrigação pode ser estabelecida em percentual, quantia fixa ou pagamento direto de determinadas despesas.
Simulações sobre uma renda de R$ 1.500:
- 20%: R$ 300;
- 25%: R$ 375;
- 30%: R$ 450.
Imagine que o filho tenha gastos mensais comprovados com alimentação, transporte e saúde. O juiz poderá fixar uma quantia mensal e determinar que despesas extraordinárias, como medicamentos ou consultas, sejam divididas separadamente.
O resultado pode ficar acima ou abaixo das simulações, conforme as provas apresentadas.
Quem ganha R$ 2.700 paga quanto de pensão?
Quem recebe R$ 2.700 também não paga um percentual predeterminado. O valor dependerá das despesas do filho e da parcela que cada responsável consegue assumir.
Simulações sobre uma renda de R$ 2.700:
- 20%: R$ 540;
- 25%: R$ 675;
- 30%: R$ 810.
Por exemplo, a pensão poderia ser fixada em R$ 600 mensais, acompanhada da divisão proporcional de gastos escolares e médicos. Também poderia ser definida somente em percentual, conforme o tipo de vínculo profissional e a regularidade da renda.
Quem ganha R$ 3 mil paga quanto de pensão?
Uma pessoa que recebe R$ 3.000 não é automaticamente obrigada a pagar R$ 900, correspondente a 30% da renda. Esse é apenas um dos resultados matemáticos possíveis.
Simulações sobre uma renda de R$ 3.000:
- 20%: R$ 600;
- 25%: R$ 750;
- 30%: R$ 900.
Considere um responsável que paga diretamente o plano de saúde do filho, além da pensão mensal. Esses pagamentos podem ser considerados na organização da obrigação, desde que estejam previstos no acordo ou na decisão.
Da mesma forma, despesas elevadas com escola, tratamentos médicos ou necessidades específicas podem justificar um valor diferente.
Por que buscar um advogado para calcular a pensão?
O advogado ajuda a avaliar qual valor é proporcional às necessidades dos filhos e à capacidade financeira dos responsáveis. Para isso, ele analisa despesas, rendimentos, outros dependentes e as provas que poderão ser apresentadas em um acordo ou processo.
Esse acompanhamento também reduz o risco de estabelecer uma quantia insuficiente para a criança ou difícil de cumprir para quem paga. Além do valor mensal, podem ser organizadas despesas como escola, plano de saúde, medicamentos e gastos extraordinários.
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Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do VLV Advogados
Sobre o autor
Dr. Luiz Vasconcelos Jr. é advogado familiarista (43462 OAB), cogestor do VLV Advogados, membro Associado do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM). Possui capacitação pela AASP em questões de direito civil, especialmente direito das famílias/sucessões e pela PUC/RJ em alienação parental e perícias psicológicas.
Direito Civil | Direito de Família | Direito Criminal | Direito Previdenciário | Direito Trabalhista | Direito Bancário
Existe um valor mínimo de pensão alimentícia?
Não há um valor mínimo fixado em lei. Na prática, porém, quando quem paga não tem renda comprovada, é comum que a Justiça fixe a pensão como uma fração do salário mínimo, que em 2026 é de R$ 1.621,00. Assim, embora não exista um piso legal obrigatório, o salário mínimo costuma servir de referência para evitar que o valor seja insuficiente para o sustento do filho.
A pensão alimentícia é reajustada todos os anos?
Depende de como foi fixada. Quando a pensão é estabelecida em percentual ou fração do salário mínimo, ela é automaticamente reajustada sempre que o mínimo sobe; em 2026, a base passou a ser R$ 1.621,00, o que altera o valor já a partir de janeiro. Quando é fixada em percentual do salário de quem paga, acompanha os aumentos dessa renda. Já um valor fixo em reais só muda por acordo ou decisão judicial.
A pensão alimentícia inclui o 13º salário e as férias?
Pode incluir. Quando a pensão é definida como percentual dos rendimentos, o STJ admite que ela incida também sobre o 13º salário e o terço de férias, por integrarem a remuneração de quem paga. Isso, no entanto, depende do que o acordo ou a decisão judicial determinar.
Até que idade o filho tem direito à pensão?
A maioridade, sozinha, não encerra a pensão. Segundo a Súmula 358 do STJ, o cancelamento do benefício ao filho que completou 18 anos depende de decisão judicial, com direito de ele se manifestar, não pode ser interrompido por conta própria.


