Como funciona a perícia do auxílio-acidente? Entenda

A perícia do auxílio-acidente é uma etapa essencial para quem busca esse benefício no INSS. É nesse momento que o médico perito avalia se existem sequelas permanentes que reduziram a capacidade de trabalho do segurado.

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Como funciona a perícia do auxílio-acidente? Entenda

Quando um trabalhador sofre um acidente e fica com alguma sequela, é comum surgir a dúvida: tenho direito ao auxílio-acidente do INSS? 

Esse benefício existe para casos em que a pessoa continua trabalhando, mas passa a ter limitações permanentes que reduzem sua capacidade profissional.

Para que o benefício seja concedido, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) realiza uma perícia médica. Nessa avaliação, o órgão verifica se existe uma sequela definitiva e se ela realmente afeta o trabalho habitual do segurado.

O auxílio-acidente está previsto no artigo 86 da Lei nº 8.213/1991 e é pago quando o acidente provoca redução permanente da capacidade de trabalho, mesmo que a pessoa continue exercendo sua atividade.

Por isso, entender como funciona a perícia do auxílio-acidente é fundamental para quem precisa comprovar essa limitação e buscar o benefício.

Sabemos que questões jurídicas podem gerar dúvidas, e entender seus direitos é essencial para tomar decisões informadas. Em caso de dúvidas sobre o assunto, entre em contato aqui

Como funciona a perícia do auxílio-acidente no INSS?

A perícia do auxílio-acidente no INSS é uma avaliação médica feita por um perito da Previdência Social. O objetivo é verificar se o segurado possui sequelas permanentes decorrentes de um acidente que reduziram sua capacidade para o trabalho.

Diferente do auxílio por incapacidade temporária, o foco da perícia não é avaliar incapacidade total. O que o INSS precisa confirmar é se existe redução da capacidade funcional, ainda que o trabalhador continue apto a exercer sua profissão.

Durante a avaliação, o perito analisa o histórico do acidente, os documentos médicos apresentados e as limitações que ficaram após o tratamento. Dessa forma, o médico busca entender se a sequela realmente interfere na atividade profissional.

Assim, quando a redução da capacidade laboral é comprovada, o benefício pode ser concedido como uma forma de compensação pela limitação permanente causada pelo acidente.

Quais documentos levar para a perícia do auxílio-acidente?

Levar a documentação correta para a perícia pode facilitar a análise do caso pelo perito do INSS. Os documentos ajudam a comprovar a existência do acidente, da lesão e das sequelas permanentes.

Entre os documentos mais importantes estão:

Quanto mais completo for o conjunto de documentos, maiores são as chances de o perito compreender corretamente a situação clínica e funcional do segurado.

O que o médico avalia na perícia do auxílio-acidente?

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O que o médico avalia na perícia do auxílio-acidente?

Durante a perícia médica do INSS, o profissional realiza uma análise técnica para verificar se os requisitos do benefício estão presentes. O objetivo é confirmar se houve redução permanente da capacidade de trabalho.

Primeiramente, o médico avalia como ocorreu o acidente e se existe relação entre o evento e a lesão apresentada. Esse histórico ajuda a compreender a origem do problema de saúde.

Em seguida, o perito analisa se existe sequela permanente após o tratamento. Isso significa verificar se ficaram limitações físicas ou funcionais que não desapareceram completamente.

Além disso, o médico também observa como essa sequela impacta o trabalho habitual do segurado. Ou seja, a análise busca entender se a limitação realmente dificulta o desempenho da atividade profissional.

A perícia do auxílio-acidente pode negar o benefício?

Sim, a perícia do auxílio-acidente pode resultar na negativa do benefício. Isso acontece quando o perito entende que os requisitos legais não foram comprovados.

Uma situação comum ocorre quando o médico conclui que não há sequela permanente decorrente do acidente. Nesses casos, o INSS pode entender que houve recuperação completa do trabalhador.

Também pode ocorrer negativa quando existe uma lesão, mas o perito considera que não houve redução da capacidade de trabalho. Nesse cenário, o órgão pode entender que não há direito ao benefício.

Além disso, a ausência de documentação médica detalhada pode dificultar a comprovação da sequela e influenciar a decisão administrativa do INSS.

Quanto tempo demora o resultado da perícia do auxílio-acidente?

O resultado da perícia do INSS costuma ser disponibilizado rapidamente no sistema da Previdência Social. Em muitos casos, a decisão aparece no mesmo dia da avaliação, geralmente à noite, no portal ou aplicativo Meu INSS.

Mesmo assim, a análise completa do pedido pode levar mais tempo. Isso ocorre porque o processo administrativo do benefício ainda precisa ser finalizado pelo INSS.

O prazo pode variar de acordo com fatores como volume de pedidos, necessidade de análise adicional ou apresentação de novos documentos.

Por isso, é importante acompanhar regularmente o andamento do pedido no Meu INSS, onde o segurado pode verificar atualizações e eventuais solicitações do órgão.

É possível recorrer após a perícia do auxílio-acidente?

Sim, é possível recorrer após a perícia do auxílio-acidente quando o benefício é negado pelo INSS. A legislação previdenciária permite contestar decisões administrativas.

Normalmente, o segurado tem até 30 dias após tomar conhecimento da decisão para apresentar um recurso administrativo. Esse pedido é analisado pela Junta de Recursos do Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS).

O recurso pode ser feito pelo sistema Meu INSS, pelo telefone 135 ou em uma agência da Previdência Social. Nessa etapa, é importante apresentar novos documentos ou exames médicos que reforcem a existência da sequela.

Caso a negativa seja mantida, ainda é possível discutir o caso na Justiça. Nessas situações, costuma ser realizada uma nova perícia médica judicial, que analisa novamente as condições do segurado.

Um recado final para você! 

Imagem representando orientação jurídica.
Em caso de dúvidas, procure assistência jurídica!

Sabemos que o tema pode levantar muitas dúvidas e que cada situação é única, demandando uma análise específica de acordo com as circunstâncias de cada caso.

Se você tiver alguma questão ou quiser saber mais sobre o assunto, recomendamos a consulta com um advogado especialista. 

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Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do escritório Valença, Lopes e Vasconcelos Advocacia.

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Autor

  • joao valenca

    •Advogado (43370 OAB) especialista em diversas áreas do Direito e Co-fundador do escritório VLV Advogados, empresa referência há mais de 10 anos no atendimento humanizado e mais de 5 mil cidades atendidas em todo o Brasil.

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