Síndrome do túnel do carpo dá aposentadoria? Descubra!

Dormência, dor e dificuldade para trabalhar com as mãos podem ser sinais da síndrome do túnel do carpo. Mas será que essa condição pode garantir aposentadoria pelo INSS?

imagem representando a síndrome do Túnel do Carpo

Síndrome do túnel do carpo dá aposentadoria? Descubra!

A dor no punho, o formigamento nas mãos e a perda de força podem ir muito além de um simples desconforto. A síndrome do túnel do carpo é uma condição comum, mas que levanta uma dúvida importante: será que ela pode garantir aposentadoria?

Neste artigo, você vai entender quando essa doença pode gerar benefícios no INSS e quais são os caminhos possíveis.

Sabemos que questões jurídicas podem gerar dúvidas, e entender seus direitos é essencial para tomar decisões informadas. Em caso de dúvidas sobre o assunto, entre em contato aqui

O que é a síndrome do túnel do carpo?

A síndrome do túnel do carpo é uma condição que ocorre quando o nervo mediano, localizado no punho, sofre compressão. Esse nervo é responsável por parte da sensibilidade e dos movimentos da mão, especialmente dos dedos polegar, indicador e médio.

Na prática, isso acontece porque existe um “canal” no punho, chamado túnel do carpo, por onde passam tendões e esse nervo. Quando há inflamação, inchaço ou esforço repetitivo, o espaço fica reduzido e o nervo é pressionado.

Os sintomas mais comuns incluem:

Essa condição é bastante comum em atividades que exigem movimentos repetitivos, como digitação, uso de ferramentas ou trabalhos manuais contínuos.

Quem tem síndrome do túnel do carpo pode trabalhar?

De forma geral, sim: quem tem síndrome do túnel do carpo pode continuar trabalhando, principalmente quando a doença está em estágio leve ou moderado. Isso porque o diagnóstico, por si só, não significa incapacidade.

No entanto, é comum que seja necessário fazer ajustes na rotina, como pausas durante o trabalho, adaptação do ambiente e redução de movimentos repetitivos. Essas medidas ajudam a evitar o agravamento dos sintomas.

Por outro lado, em casos mais avançados, a dor e a perda de força podem dificultar atividades simples. Profissões que exigem esforço manual constante tendem a ser mais impactadas.

Nessas situações, pode haver afastamento temporário ou até readaptação profissional, quando o trabalhador é direcionado para uma função compatível com sua condição.

A síndrome do túnel do carpo dá direito à aposentadoria?

Sim, a síndrome do túnel do carpo pode dar direito à aposentadoria, mas isso não acontece automaticamente. O ponto principal é que o INSS não analisa apenas a doença, mas sim a incapacidade para o trabalho.

De acordo com a legislação previdenciária brasileira, especialmente a Lei nº 8.213/1991, a aposentadoria por incapacidade permanente só é concedida quando há:

Isso significa que a análise é individual. Duas pessoas com a mesma doença podem ter resultados diferentes no INSS, dependendo do impacto da condição na vida profissional.

Por isso, na maioria dos casos, o segurado recebe benefícios como auxílio-doença (quando há possibilidade de recuperação) ou auxílio-acidente (quando ficam sequelas, mas ainda é possível trabalhar).

Como conseguir um laudo de síndrome do túnel do carpo?

Para solicitar qualquer benefício, o laudo médico é essencial. Ele deve ser emitido por um especialista, como ortopedista ou neurologista, após avaliação clínica e análise de exames.

Normalmente, o diagnóstico é confirmado por meio da eletroneuromiografia, exame que identifica o grau de compressão do nervo. Esse documento fortalece a comprovação da doença.

Além disso, um bom laudo deve conter informações detalhadas, como o diagnóstico com CID, descrição dos sintomas, limitações funcionais e impacto no trabalho.

Por fim, é importante que o laudo esteja atualizado. Documentos recentes aumentam as chances de aceitação pelo INSS, especialmente durante a perícia médica.

Como solicitar aposentadoria por síndrome do túnel do carpo?

O pedido de aposentadoria por incapacidade permanente deve ser feito pelo sistema Meu INSS, disponível no site ou aplicativo oficial. O processo funciona assim:

  1. Você acessa o sistema Meu INSS (site ou aplicativo)
  2. Solicita o benefício por incapacidade
  3. Anexa seus documentos e laudos médicos
  4. Aguarda o agendamento da perícia médica

A perícia é a etapa mais importante, pois é nela que o INSS avalia:

Após a análise, o benefício pode ser:

É importante destacar que, em muitos casos, o processo começa com auxílio-doença e só depois pode evoluir para aposentadoria, caso a incapacidade se torne definitiva.

Um recado final para você! 

Imagem representando um advogado.

Em caso de dúvidas, procure assistência jurídica especializada.

Sabemos que o tema pode levantar muitas dúvidas e que cada situação é única, demandando uma análise específica de acordo com as circunstâncias de cada caso.

Se você tiver alguma questão ou quiser saber mais sobre o assunto, recomendamos a consulta com um advogado especialista. 

O suporte jurídico adequado é fundamental para que decisões sejam tomadas de forma consciente e segura. Clique aqui.

Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do VLV Advogados.

Direito Civil | Direito de Família | Direito Criminal | Direito Previdenciário | Direito Trabalhista | Direito Bancário

5/5 - (2 votos)

Autor

  • rafa menor

    •Advogada Especialista em Diversas áreas do Direito. Pós-graduada em Direitos Fundamentais e Justiça pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). Possui formação em Liderança pela Conquer Business School. Atualmente é coordenadora da equipe jurídica do VLV Advogados.

    Ver todos os posts