Direito à herança em união estável: decisões recentes ampliam proteção sucessória

Decisões recentes do Tribunal de Justiça de Mato Grosso e debates sobre a renúncia sucessória fortalecem o entendimento de que o direito à herança não pode ser negado a companheiros em união estável, mesmo quando há controvérsias sobre pactos e contratos patrimoniais. 

imagem exemplificando direito à herança

Decisões recentes ampliam o direito à herança na união estável

O Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJMT) reafirmou recentemente um entendimento importante sobre o direito à herança na união estável, inclusive em relações homoafetivas.

A decisão reconheceu que o companheiro sobrevivente pode não apenas participar da sucessão, mas também ser nomeado inventariante para administrar os bens deixados pelo parceiro falecido.

Por unanimidade, a Quinta Câmara de Direito Privado manteve a nomeação do companheiro como responsável pela gestão do patrimônio, mesmo diante da tentativa de familiares de excluí-lo da sucessão sob a alegação de ausência de comprovação da união.

No caso, documentos como seguro de vida com indicação de beneficiário, aquisição de bens em conjunto e prova testemunhal demonstraram que a convivência era pública, contínua e duradoura.

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O que significa reconhecer o direito à herança em uniões estáveis?

O reconhecimento do direito à herança na união estável significa que o companheiro sobrevivente pode ser equiparado ao cônjuge para fins sucessórios, desde que comprovada uma convivência pública, contínua e duradoura, com intenção de constituir família.

Recentemente, o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJMT) reforçou essa proteção ao aplicar o artigo 617, I, do Código de Processo Civil.

A decisão garantiu ao companheiro sobrevivente a prioridade na administração do espólio durante o inventário — mesmo antes de haver decisão judicial definitiva reconhecendo formalmente a união estável.

Na prática, isso impede que familiares tentem afastar o companheiro da gestão do patrimônio sob o argumento de que ele seria “estranho” à sucessão.

Se houver dúvida sobre o reconhecimento da união estável ou risco de contestação por familiares, a orientação jurídica preventiva pode ser decisiva para proteger seus direitos. Fale conosco!

União estável precisa estar registrada para garantir direito à herança?

imagem explicando se a união estável precisa ser registrada

União estável precisa estar registrada?

No Brasil, o que importa para ter direito à herança em uma união estável é comprovar que ela existia de fato. Ou seja, que houve convivência pública, contínua e duradoura com o objetivo de constituir família.

Essa é a regra geral prevista no artigo 1.723 do Código Civil e consolidada pelo entendimento de tribunais superiores.

Na prática, isso significa que a união estável pode ser reconhecida mesmo sem um registro formal em cartório, desde que existam provas suficientes, como documentos, comprovantes de residência, planos de saúde em conjunto, etc.

Ou seja: o registro formal em cartório ajuda a evitar dúvidas no futuro, mas não é uma condição obrigatória para que a união estável seja reconhecida e para que o direito sucessório seja assegurado.

Se você vive em união estável, tem dúvidas sobre seus direitos sucessórios, não deixe essa questão para depois. Fale com um advogado!

Como garantir que o direito à herança seja respeitado em seu caso?

Embora decisões recentes tenham reforçado o reconhecimento do direito sucessório na união estável, cada situação pode influenciar diretamente o resultado do inventário.

Fatores como a forma de comprovação da união, a existência de contrato entre os conviventes, eventual cláusula de renúncia de direitos ou o regime de bens adotado podem impactar o reconhecimento da condição de herdeiro e a divisão do patrimônio.

Segundo o advogado especialista Dr. Wesley Ribeiro, 

“é fundamental analisar com atenção os documentos, contratos e demais provas da relação para garantir que o direito à herança seja efetivamente reconhecido e respeitado.”

Na prática, a atuação de um advogado especializado em Direito das Sucessões pode ser decisiva para evitar nulidades, disputas familiares prolongadas e prejuízos patrimoniais decorrentes de falhas na formalização ou na condução do inventário.

Um recado final para você!

imagem representando conteúdo jurídico informativo

Em caso de dúvidas, procure assistência jurídica!

Sabemos que o tema pode levantar muitas dúvidas e que cada situação é única, demandando uma análise específica de acordo com as circunstâncias de cada caso.

Se você tiver alguma questão ou quiser saber mais sobre o assunto, recomendamos a consulta com um advogado especialista.

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Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do escritório Valença, Lopes e Vasconcelos Advocacia.

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Autor

  • joao valenca

    •Advogado (43370 OAB) especialista em diversas áreas do Direito e Co-fundador do escritório VLV Advogados, empresa referência há mais de 10 anos no atendimento humanizado e mais de 5 mil cidades atendidas em todo o Brasil.

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