Homicídio simples dá quantos anos de prisão?

O homicídio simples é um dos crimes mais graves previstos na lei, mas muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre a pena. Afinal, quantos anos de prisão podem ser determinados?

O que é homicídio simples

Homicídio simples dá quantos anos de prisão?

Você já deve ter visto esse tema em notícias ou até em dúvidas comuns na internet: quanto tempo uma pessoa pode ficar presa por homicídio simples? A resposta está na lei, mas envolve detalhes que muita gente não conhece. 

Entender isso evita interpretações erradas e ajuda você a compreender melhor como a Justiça funciona nesses casos. Continue a leitura para esclarecer suas dúvidas de forma simples e direta.

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O que é o homicídio simples?

O homicídio simples é o crime previsto no Artigo 121 do Código Penal brasileiro e ocorre quando uma pessoa tira a vida de outra com intenção, sem a presença de circunstâncias que agravem ou reduzam o crime. 

Ou seja, é a forma mais básica do homicídio. Além disso, a lei define de forma direta: 

“Matar alguém: pena de reclusão, de seis a vinte anos.” 

Isso significa que o foco do tipo penal está na intenção de matar (dolo), sem elementos adicionais como crueldade ou emboscada.

Nesse sentido, o homicídio simples protege a vida humana extrauterina, ou seja, a vida de uma pessoa já nascida. Portanto, sempre que houver intenção de matar sem agravantes, estaremos diante dessa modalidade.

Quais são os 4 tipos de homicídio?

De modo geral, o Código Penal brasileiro divide o homicídio em quatro principais tipos, e entender essa diferença é essencial, já que cada um impacta diretamente na pena e no processo.

Homicídio simples

É o tipo básico: intenção de matar sem agravantes.

Homicídio qualificado

É mais grave. Ocorre quando existem circunstâncias como:

Nesses casos, a pena é maior (pode chegar a 30 anos) .

Homicídio privilegiado

Aqui existe uma situação que reduz a pena, como:

A própria lei permite diminuir a pena nesses casos .

Homicídio culposo

Acontece quando não há intenção de matar, mas a morte ocorre por imprudência, negligência ou imperícia.

Quantos anos pega por homicídio simples?

pena para o homicidio simples

Qual é a pena para o homicídio simples?

A pena do homicídio simples está prevista de forma clara na lei: de 6 a 20 anos de reclusão. No entanto, esse intervalo não significa que todas as pessoas receberão a mesma pena.

Isso porque o juiz realiza a chamada dosimetria da pena, analisando fatores como a gravidade do crime, as circunstâncias do fato e o histórico do acusado. Dessa forma, cada caso é avaliado individualmente.

Na prática, situações menos graves tendem a resultar em penas mais próximas do mínimo legal, enquanto casos mais complexos podem se aproximar do máximo. 

Além disso, quando a pena ultrapassa determinados limites, o cumprimento pode começar em regime fechado. Portanto, embora a lei estabeleça um intervalo, o tempo real de prisão depende diretamente das particularidades do caso concreto.

É possível pagar fiança por homicídio simples?

De forma geral, não é comum pagar fiança por homicídio simples. Isso ocorre porque se trata de um crime grave, com pena elevada e que envolve violência.

Além disso, a legislação limita a atuação do delegado nesses casos. Crimes com pena máxima superior a 4 anos, como o homicídio, não admitem fiança na delegacia, sendo necessária análise judicial.

Ainda assim, mesmo diante do juiz, a liberdade não é automática. Na maioria das situações, pode ser decretada a prisão preventiva, especialmente quando há risco à ordem pública ou à investigação.

Por isso, quando há possibilidade de responder em liberdade, isso costuma ocorrer por outros meios legais, como decisões judiciais específicas ou habeas corpus, e não simplesmente pelo pagamento de fiança.

Como funciona a defesa por homicídio simples?

A defesa em casos de homicídio simples começa desde o início da investigação e tem como objetivo principal evitar a condenação ou reduzir a pena. Para isso, o advogado analisa todas as provas e a legalidade do processo.

Uma das estratégias mais comuns é questionar a autoria ou as provas, especialmente quando há inconsistências, contradições ou falhas na investigação. Isso pode enfraquecer a acusação e, em alguns casos, levar à absolvição.

Além disso, a defesa pode alegar situações como legítima defesa, quando a pessoa agiu para se proteger de uma agressão injusta. Dependendo das circunstâncias, isso pode excluir o crime ou reduzir a responsabilidade.

Por fim, é importante destacar que esses casos são julgados pelo Tribunal do Júri, formado por cidadãos comuns. Por isso, a defesa precisa ser clara, estratégica e bem fundamentada, considerando que cada detalhe pode influenciar diretamente o resultado.

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imagem representando advogado

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Sabemos que o tema pode levantar muitas dúvidas e que cada situação é única, demandando uma análise específica de acordo com as circunstâncias de cada caso.

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Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do VLV Advogados.

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Autor

  • joao valenca

    •Advogado (43370 OAB) especialista em diversas áreas do Direito e Co-fundador do escritório VLV Advogados, empresa referência há mais de 10 anos no atendimento humanizado e mais de 5 mil cidades atendidas em todo o Brasil.

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