10 passos para revisão da pensão alimentícia!

O valor da pensão ainda faz sentido para a sua realidade atual? Entenda os passos certos para pedir a revisão e evitar prejuízos.

imagem representando passos para revisão da pensão alimentícia

10 passos para pedir revisão de pensão alimentícia

A revisão da pensão alimentícia é o procedimento que permite ajustar o valor pago quando a realidade de quem paga ou de quem recebe muda ao longo do tempo.

Perda de renda, novas despesas, crescimento dos filhos ou necessidades médicas são situações comuns que podem tornar o valor atual injusto ou insuficiente.

Como a lei brasileira permite essa atualização sempre que houver mudança relevante, é natural que muitas pessoas fiquem em dúvida sobre quando e como agir para proteger seus direitos e evitar problemas futuros.

Se você está passando por esse tipo de situação, continue a leitura e veja os 10 passos para revisar a pensão alimentícia com segurança e base legal.

Sabemos que questões jurídicas podem gerar dúvidas, e entender seus direitos é essencial para tomar decisões informadas. Em caso de dúvidas sobre o assunto, entre em contato: clique aqui!

Quando pedir a revisão da pensão alimentícia?

Você deve pedir a revisão da pensão alimentícia sempre que houver uma mudança relevante na sua capacidade financeira ou nas necessidades de quem recebe o benefício.

A lei brasileira permite essa atualização justamente para evitar injustiças quando a realidade muda.

O fundamento está no artigo 1.699 do Código Civil, que autoriza a modificação do valor dos alimentos quando ocorrer alteração na possibilidade de quem paga ou na necessidade de quem recebe.

Isso vale, por exemplo, quando você perde o emprego, passa a ganhar menos, adoece, se aposenta ou quando a criança passa a ter gastos maiores com escola, saúde ou tratamento médico.

A revisão não depende de prazo mínimo. O que importa é a prova da mudança, porque o juiz precisa comparar a situação atual com a que existia quando o valor foi fixado.

1. Saiba que a pensão não é imutável!

Você precisa saber que a pensão alimentícia não é definitiva e não fica congelada no tempo. O valor pode ser alterado sempre que a realidade que o justificou deixar de existir.

Esse entendimento está consolidado tanto no Código Civil quanto na Lei de Alimentos, que reconhecem que a obrigação alimentar acompanha as transformações da vida.

Imagine que, quando a pensão foi fixada, você tinha emprego formal e salário estável.

Se anos depois você passa a trabalhar de forma informal ou sofre uma queda grande de renda, o valor pode se tornar incompatível com a sua realidade.

Da mesma forma, se o filho cresce, muda de escola ou passa a precisar de tratamento médico, a pensão pode precisar ser ajustada para manter o atendimento das necessidades básicas.

2. Verifique sua situação financeira

Você deve analisar de forma honesta se houve mudança real e comprovável na sua situação.

O juiz não revisa pensão com base em suposições, mas em dados concretos. Isso inclui renda, despesas, padrão de vida e novas responsabilidades.

Para quem paga, a análise envolve verificar se o salário diminuiu, se houve demissão, se você passou a ter gastos elevados com saúde ou se formou nova família.

Para quem recebe, o foco é se os custos do filho ou dependente aumentaram, como matrícula em escola particular, tratamentos médicos, transporte ou alimentação.

Para facilitar essa análise, você pode usar a nossa calculadora de pensão alimentícia e ter uma estimativa baseada na sua realidade financeira:

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Essa avaliação é essencial porque a pensão é fixada pelo binômio necessidade e possibilidade, princípio reconhecido pela jurisprudência do STJ e pela legislação.

3. Reúna provas da mudança no financeiro

Você precisa apresentar provas objetivas para que a revisão seja aceita. O juiz decide com base em documentos, não apenas em relatos. Entre as provas mais comuns estão:

Holerites, extratos bancários ou declaração de imposto de renda

Comprovantes de despesas com escola, saúde, moradia e alimentação

Laudos médicos ou atestados em caso de doença ou incapacidade

Rescisão de contrato ou comprovante de desemprego

Esses documentos mostram de forma concreta que houve alteração na realidade financeira. Sem essa comprovação, a ação pode ser indeferida. A coleta correta das provas evita atrasos e aumenta a segurança do pedido.

4. Avalie se será aumento ou redução da pensão

Você precisa definir se o pedido será de aumento ou de redução do valor da pensão alimentícia. O aumento ocorre quando as necessidades do alimentado cresceram ou quando quem paga passou a ganhar mais.

A redução ocorre quando quem paga perdeu renda, ficou doente, se aposentou ou teve novas obrigações familiares.

Essa definição orienta toda a estratégia do processo, porque o juiz vai analisar se o pedido respeita o equilíbrio entre necessidade e possibilidade.

Um erro nessa avaliação pode levar ao indeferimento do pedido ou a uma decisão menos favorável.

5. Tente um acordo com a outra parte

Você pode tentar resolver a revisão por acordo, desde que ele seja homologado pelo juiz. Um ajuste feito apenas entre as partes não tem validade jurídica sem essa homologação.

O acordo pode ser uma solução mais rápida e menos desgastante, especialmente quando ambos reconhecem que a realidade mudou. No entanto, ele só produz efeitos legais depois que o magistrado o aprova.

Isso evita problemas futuros, como cobranças indevidas ou discussões sobre o valor correto. Mesmo no acordo, a presença de um advogado é fundamental para garantir que o termo respeite a lei e não gere prejuízos.

6. Procure um advogado para revisão da pensão

Você deve procurar um advogado especializado em Direito de Família, porque a ação revisional exige análise técnica, estratégia e conhecimento das decisões dos tribunais.

O profissional avalia se o seu caso tem fundamento legal, organiza as provas e define o melhor caminho.

A própria lei processual exige que a ação seja proposta por advogado ou Defensoria Pública. Um erro no pedido ou na documentação pode atrasar meses o processo ou levar à negativa da revisão.

Diante do impacto financeiro e emocional da pensão, contar com orientação jurídica adequada é uma forma de proteção.

7. Ingresse com ação revisional de alimentos

imagem explicando a ação revisional de alimentos para revisar pensão alimentícia

Ação revisional de alimentos!

Você deve ingressar com uma Ação Revisional de Alimentos no juízo que fixou a pensão. Nessa ação, o advogado apresenta os fatos, os documentos e o pedido de aumento ou redução.

O juiz pode conceder tutela de urgência se houver risco imediato, como desemprego recente que torne impossível pagar o valor atual.

Isso é permitido pelo Código de Processo Civil quando há probabilidade do direito e perigo de dano. O processo garante que a mudança seja analisada de forma técnica e imparcial.

8. Compareça nas audiências, se houver

Você deve comparecer às audiências sempre que for intimado. Elas podem servir para tentativa de conciliação ou para esclarecer pontos do processo. Sua presença demonstra boa-fé e colaboração com a Justiça.

Se você faltar sem justificativa, isso pode prejudicar o andamento do processo ou a sua credibilidade perante o juiz.

Nessas audiências, seu advogado pode negociar, apresentar argumentos e esclarecer dúvidas do magistrado, o que influencia diretamente no resultado final.

9. Continue pagando a pensão corretamente

Você deve continuar pagando a pensão no valor original até que haja decisão judicial.

Alterar o valor por conta própria pode gerar dívida, cobrança judicial e até medidas mais graves previstas na Lei de Alimentos, como execução e prisão civil.

Mesmo que a sua situação tenha mudado, apenas o juiz pode autorizar a modificação. Esse cuidado evita que você acumule problemas financeiros e jurídicos enquanto o processo está em andamento.

10. Ajuste o valor da pensão apenas após decisão judicial

Você só pode aplicar o novo valor da pensão depois que o juiz proferir decisão ou homologar um acordo.

Antes disso, o valor antigo continua válido. Essa regra garante segurança jurídica para ambas as partes. A decisão judicial define quando o novo valor passa a valer e evita discussões futuras.

Respeitar esse momento é essencial para não gerar atrasos, multas ou cobranças indevidas.

Por fim, a revisão da pensão alimentícia é um direito garantido por lei e existe para manter o equilíbrio entre quem paga e quem recebe.

Quando a realidade muda, agir rapidamente, com provas e orientação jurídica, evita prejuízos financeiros e conflitos maiores.

Buscar apoio especializado no momento certo pode fazer toda a diferença para proteger seus direitos e garantir uma solução justa.

Um recado final para você!

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Em caso de dúvidas, busque assistência jurídica!

Sabemos que o tema pode levantar muitas dúvidas e que cada situação é única, demandando uma análise específica de acordo com as circunstâncias de cada caso.

Se você tiver alguma questão ou quiser saber mais sobre o assunto, recomendamos a consulta com um advogado especialista.

O suporte jurídico adequado é fundamental para que decisões sejam tomadas de forma consciente e segura. Clique aqui!

Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do escritório Valença, Lopes e Vasconcelos Advocacia

Direito Civil | Direito de Família | Direito Criminal | Direito Previdenciário | Direito Trabalhista | Direito Bancário

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Autor

  • joao valenca

    •Advogado (43370 OAB) especialista em diversas áreas do Direito e Co-fundador do escritório VLV Advogados, empresa referência há mais de 10 anos no atendimento humanizado e mais de 5 mil cidades atendidas em todo o Brasil.

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