Quem é o inventariante e qual seu papel no inventário?

O inventariante é a pessoa responsável por organizar e conduzir o processo de inventário! Apesar de ter um papel central, muitas dúvidas surgem sobre suas funções e limites.

inventariante ajustando questões do inventário
Quem é o inventariante e qual seu papel?

Quando uma pessoa falece, é necessário organizar seus bens, dívidas e direitos por meio do inventário. Nesse processo, surge uma figura essencial: o inventariante.

Mas afinal, quem é essa pessoa e qual é sua função na prática? Entender esse papel é importante para evitar conflitos entre herdeiros e garantir que tudo seja resolvido corretamente.

Se você está passando por essa situação ou quer se preparar, este conteúdo foi feito para te orientar de forma clara e direta sobre como funciona o papel do inventariante.

Sabemos que questões jurídicas podem gerar dúvidas, e entender seus direitos é essencial para tomar decisões informadas. Em caso de dúvidas sobre o assunto, entre em contato aqui

O que é o inventariante?

O inventariante é a pessoa nomeada para administrar o patrimônio deixado pelo falecido, conhecido como espólio, até que os bens sejam divididos entre os herdeiros.

Por sua vez, ele é o representante legal do espólio, podendo agir em nome dele tanto na Justiça quanto fora dela. Isso inclui resolver pendências e garantir que o processo de inventário avance.

Essa função está prevista no Código Civil, que regula todo o procedimento do inventário no Brasil. Sem o inventariante, o processo não anda. 

Por isso, a escolha dessa pessoa é um dos primeiros e mais importantes passos do inventário. A seguir, te explicamos como é escolhido o responsável pelo inventário!

Quem pode ser o inventariante?

A lei estabelece uma ordem de preferência para definir quem pode assumir esse papel, conforme o artigo 617 do Código de Processo Civil. Em regra, a nomeação segue esta sequência:

Apesar dessa ordem, o juiz pode escolher outra pessoa se houver conflito, incapacidade ou risco ao patrimônio. Neste caso, pode ser um terceiro imparcial ao processo. 

Na prática, o mais importante é que o inventariante seja alguém capaz, organizado e de confiança, já que ele terá acesso e responsabilidade sobre todos os bens da herança.

Quais são as funções do inventariante?

O inventariante tem um papel ativo durante todo o processo. Suas funções estão previstas principalmente no artigo 618 do Código de Processo Civil.

Entre as principais responsabilidades, estão:

Na prática, isso significa que o inventariante precisa agir com transparência, responsabilidade e organização. Qualquer falha pode gerar atrasos, conflitos familiares e até prejuízos financeiros.

Quanto tempo dura o papel do inventariante?

O inventariante permanece no cargo durante todo o processo de inventário, desde a sua nomeação até a homologação da partilha. 

Isso significa que sua atuação está diretamente ligada à duração do procedimento. O Código de Processo Civil estabelece que o inventário deve ser concluído, em regra, em até 12 meses.

Esse prazo pode ser prorrogado quando necessário. Na prática, o tempo varia conforme a complexidade do caso e o nível de consenso entre os herdeiros.

Inventários realizados em cartório costumam ser mais rápidos, enquanto processos judiciais podem se estender por anos, especialmente quando há conflitos. 

Por isso, o inventariante precisa estar preparado para exercer suas funções de forma contínua até o encerramento do processo.

O inventariante pode ser removido do processo?

Sim, o inventariante pode ser removido caso não cumpra adequadamente suas responsabilidades. Essa possibilidade está prevista no artigo 622 do Código de Processo Civil.

Por sua vez, é um mecanismo que funciona para proteger o patrimônio e o andamento do inventário. Essa remoção pode acontecer quando há falhas como: 

Também pode acontecer em casos mais graves, como ocultação ou desvio de patrimônio. O pedido pode ser feito por herdeiros ou determinado pelo próprio juiz.

Quando há remoção do inventariante, outra pessoa é nomeada para assumir a função, garantindo a continuidade do processo de forma segura.

Um recado final para você! 

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Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do VLV Advogados.

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Autor

  • luiz azul

    •Advogado familiarista, cogestor do VLV Advogados
    Membro Associado do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM)
    Capacitação pela AASP em questões de direito civil, especialmente direito das famílias/sucessões e pela PUC/RJ em alienação parental e perícias psicológicas

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