Perda parcial dos movimentos após acidente de trabalho

A perda parcial dos movimentos após um acidente de trabalho pode mudar completamente a rotina do trabalhador. Entenda quais são os direitos, tratamentos e o que fazer!

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Saiba como a perda parcial dos movimentos muda a rotina do trabalhador!

Sofrer um acidente de trabalho pode trazer consequências sérias, incluindo a perda parcial dos movimentos. 

Essa limitação não significa que você ficará totalmente incapacitado, mas pode reduzir significativamente sua capacidade de realizar atividades profissionais.

Entender seus direitos e os caminhos legais disponíveis é essencial para garantir proteção e compensação adequadas. Neste texto, você vai esclarecer dúvidas comuns e saber como agir em casos de perda parcial dos movimentos no trabalho.

Sabemos que questões jurídicas podem gerar dúvidas, e entender seus direitos é essencial para tomar decisões informadas. Em caso de dúvidas sobre o assunto, entre em contato aqui

O que é a perda parcial dos movimentos?

A perda parcial dos movimentos acontece quando você não consegue mover uma parte do corpo como antes, mas ainda mantém alguma capacidade de movimentação. 

Geralmente, isso ocorre após traumas, lesões musculares ou nervosas decorrentes de acidente de trabalho.

Diferente de uma incapacidade total, você ainda consegue realizar atividades, embora algumas tarefas fiquem mais difíceis. Por isso, muitas vezes é necessário adaptação de funções ou mudanças temporárias no trabalho.

É importante destacar que só há direitos específicos quando a limitação decorre de acidente de trabalho ou doença ocupacional reconhecida. Lesões por causas externas ou doenças não relacionadas ao trabalho geram regras diferentes.

Perda parcial dos movimentos dá direito a benefícios?

Sim, quando a perda parcial dos movimentos resulta de um acidente de trabalho, você pode ter direito a benefícios previdenciários e trabalhistas, mesmo continuando ativo no emprego:

É um benefício indenizatório pago pelo INSS quando a sequela reduz permanentemente sua capacidade para o trabalho habitual. O pagamento é mensal e não impede que você continue trabalhando. 

Caso a perda seja decorrente de acidente de trabalho ou doença ocupacional, você tem direito à estabilidade de 12 meses após o retorno, protegendo você de demissões injustas nesse período.

É possível buscar compensação judicial por danos materiais (tratamentos, fisioterapia, adaptação de funções) e danos morais, quando o acidente causou sofrimento ou limitações significativas.

É essencial comprovar a limitação funcional definitiva por meio de perícia médica para garantir o acesso aos benefícios.

Quem sofre perda parcial dos movimentos pode trabalhar?

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Quem sofre perda parcial dos movimentos pode trabalhar?

A perda parcial dos movimentos não impede totalmente que você trabalhe. Você ainda consegue desempenhar atividades compatíveis com sua capacidade atual.

No entanto, algumas tarefas podem se tornar mais difíceis ou exigir adaptação da função. Por isso, é importante documentar sua limitação para ajustes no ambiente de trabalho e comprovação de direitos.

Mesmo trabalhando, você pode receber benefícios como o auxílio-acidente, que reconhece a redução da capacidade laboral.

Portanto, trabalhar não exclui seus direitos; pelo contrário, garante que você continue ativo enquanto recebe proteção legal.

Posso aposentar por perda parcial dos movimentos em acidente?

Em geral, não. A simples perda parcial dos movimentos não garante aposentadoria por incapacidade permanente. Para isso, é preciso comprovar que a incapacidade é total e permanente, impedindo qualquer atividade profissional.

Quando a limitação é parcial, o benefício mais comum é o auxílio-acidente, que funciona como indenização mensal pela redução da capacidade laboral.

A aposentadoria por incapacidade permanente só é possível se a perda parcial for tão grave que impossibilite qualquer função compatível com o trabalho.

Tudo isso depende de perícia médica do INSS, que avalia a gravidade da sequela e a capacidade residual do segurado.

O que fazer após sofrer perda parcial dos movimentos no trabalho?

Após um acidente que resulta em perda parcial dos movimentos, é importante seguir alguns passos para garantir seus direitos:

1. Procure atendimento médico imediatamente para que a sequela seja documentada em laudos, exames e atestados.

2. Registre o acidente solicitando ou emitindo a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), que formaliza a ocorrência e é essencial para benefícios e ações legais.

3. Solicite benefícios no INSS, como auxílio-acidente ou auxílio-doença acidentário, enquanto estiver afastado ou adaptando suas funções.

4. Consulte um advogado especializado para analisar estabilidade no emprego, reintegração e possibilidade de indenizações por danos materiais e morais.

5. Reúna todas as provas que demonstrem o impacto da limitação, incluindo laudos médicos, exames, relatórios de fisioterapia, CAT e declarações de colegas ou superiores.

6. Acompanhe a estabilidade de 12 meses prevista após o retorno ao trabalho, garantindo que seus direitos sejam respeitados caso a empresa tente dispensá-lo indevidamente.

Seguindo essas etapas, você aumenta a proteção de seus direitos e assegura que haverá compensação adequada pelo impacto do acidente na vida profissional e pessoal.

Um recado final para você! 

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Em caso de dúvidas é ideal buscar orientação de um Advogado!

Sabemos que o tema pode levantar muitas dúvidas e que cada situação é única, demandando uma análise específica de acordo com as circunstâncias de cada caso.

Se você tiver alguma questão ou quiser saber mais sobre o assunto, recomendamos a consulta com um advogado especialista. 

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Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do escritório VLV Advogados

Direito Civil | Direito de Família | Direito Criminal | Direito Previdenciário | Direito Trabalhista | Direito Bancário

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Autor

  • joao valenca

    •Advogado (43370 OAB) especialista em diversas áreas do Direito e Co-fundador do escritório VLV Advogados, empresa referência há mais de 10 anos no atendimento humanizado e mais de 5 mil cidades atendidas em todo o Brasil.

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