Quando o preso tem direito à saída temporária?

Você sabe quando um preso pode sair temporariamente da prisão? A saída temporária é um direito previsto em lei, mas depende de regras e requisitos específicos. Entenda como funciona. 

preso aguardando sua saída temporária
Como funciona a saída temporária do preso?

A saída temporária é um dos temas mais buscados quando se fala em execução penal, principalmente após mudanças recentes na legislação. Muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre quem pode ter esse direito e se ele ainda existe da mesma forma que antes.

Se você quer entender quando o preso tem direito à saída temporária, quais são as regras atuais e o que mudou com a lei, este conteúdo vai esclarecer tudo de forma simples e direta.

Sabemos que questões jurídicas podem gerar dúvidas, e entender seus direitos é essencial para tomar decisões informadas. Em caso de dúvidas sobre o assunto, entre em contato aqui

O que é a saída temporária?

A saída temporária é uma autorização judicial para que o preso que cumpre pena em regime semiaberto deixe o estabelecimento prisional por prazo limitado, sem vigilância direta.

Atualmente, após a Lei nº 14.843/2024, ela ficou mais restrita: a principal hipótese mantida é a saída para frequência a curso supletivo profissionalizante, ensino médio ou superior.

Desse modo, foram revogadas as hipóteses de visita à família e participação em atividades de convívio social. Para ter direito, o preso deve seguir requisitos da Lei de Execução Penal.

Além disso, não tem direito ao benefício o condenado que cumpre pena por crime hediondo ou por crime cometido com violência ou grave ameaça contra pessoa. 

Em resumo, a saída temporária não é liberdade definitiva nem perdão da pena: é um benefício controlado, decidido pelo juiz da execução, voltado à ressocialização.

Quais são as datas da saída temporária?

Durante muitos anos, a saída temporária ficou conhecida pelas chamadas “saidinhas”, que ocorriam em datas específicas ao longo do ano, como:

Essas saídas eram organizadas pelo Poder Judiciário e podiam ocorrer até cinco vezes por ano, com períodos previamente definidos. No entanto, houve mudança.

Com as mudanças recentes na lei, esse modelo deixou de ser a regra. Hoje, não existe mais um calendário fixo para a maioria dos casos, já que a saída para visitas familiares foi restringida.

Quais as novas regras da saída temporária?

A principal mudança ocorreu com a Lei nº 14.843/2024, que alterou a Lei de Execução Penal e restringiu significativamente o benefício.

Entre os principais pontos:

Além disso, a lei trouxe uma restrição importante:

Não têm direito à saída temporária presos condenados por crimes hediondos ou praticados com violência ou grave ameaça.

O juiz pode impor condições, como o uso de monitoramento eletrônico, e a saída deve ocorrer apenas pelo tempo necessário para a atividade autorizada.

Quando o preso tem direito à saída temporária?

A saída temporária é um benefício da execução penal que permite ao preso sair temporariamente do estabelecimento prisional, sem vigilância direta. 

Depois da Lei nº 14.843/2024, esse benefício ficou mais limitado: em regra, passou a ser admitido principalmente para fins de estudo.

Desse modo, hoje em dia são os requisitos principais:

Concluindo, o preso tem direito à saída temporária apenas quando preenche todos os requisitos legais e recebe autorização judicial. 

Não se trata de liberdade definitiva nem de um benefício automático: é uma medida controlada, voltada à reintegração social, especialmente por meio do estudo.

O que acontece se descumprir a saída temporária?

O descumprimento das regras da saída temporária é considerado uma falta grave. Isso acontece quando o preso não retorna no prazo, descumpre condições impostas ou pratica nova infração.

As consequências são significativas. O preso pode perder o direito ao benefício e sofrer a regressão de regime, retornando a um regime mais severo, como o fechado.

Além disso, o registro de falta grave pode prejudicar outros direitos, como progressão de regime e benefícios futuros. Isso impacta diretamente o tempo de permanência no sistema prisional.

Por isso, o cumprimento correto das condições impostas pelo juiz é essencial para manter os direitos na execução penal. Buscar orientação jurídica adequada ajuda a entender se o preso realmente tem direito ao benefício e evita prejuízos ao longo da execução penal

Um recado final para você! 

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Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do VLV Advogados.

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Autor

  • joao valenca

    •Advogado (43370 OAB) especialista em diversas áreas do Direito e Co-fundador do escritório VLV Advogados, empresa referência há mais de 10 anos no atendimento humanizado e mais de 5 mil cidades atendidas em todo o Brasil.

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