Pai que não paga o valor correto da pensão

Descobrir que o pai não está pagando o valor correto da pensão pode gerar preocupação e até insegurança financeira. O que fazer em casos como esse? Como garantir o valor estabelecido?

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Pai que não paga o valor correto da pensão

Quando o pai não paga o valor correto da pensão alimentícia, muitas dúvidas surgem, especialmente sobre como garantir que os direitos dos filhos sejam respeitados. 

O valor da pensão é determinado judicialmente, considerando as necessidades do alimentado e a capacidade do alimentante. 

No entanto, é comum que, por diversos motivos, o valor acordado não seja pago integralmente. 

Neste artigo, vamos explicar o que fazer quando isso acontece, como cobrar judicialmente o valor devido e quais medidas legais podem ser tomadas. Continue lendo para entender seus direitos e como agir de forma eficaz.

Sabemos que questões jurídicas podem gerar dúvidas, e entender seus direitos é essencial para tomar decisões informadas. Em caso de dúvidas sobre o assunto, entre em contato: clique aqui!

O que é considerado o valor correto da pensão?

O valor correto da pensão alimentícia é aquele estipulado pelo juiz, levando em conta tanto as necessidades do alimentado (geralmente o filho) quanto as possibilidades do alimentante (o pai). 

Esse valor deve ser suficiente para cobrir despesas essenciais, como alimentação, moradia, educação e saúde. 

A determinação é feita com base nas condições financeiras de quem paga e nas necessidades básicas de quem recebe. 

Se você, por exemplo, está recebendo menos do que o valor estipulado, o juiz pode considerar que houve um descumprimento da decisão.

Por exemplo, se o juiz determinou que o pai deve pagar R$ 1.000,00 mensais, ele precisa cumprir esse valor. 

Caso ele pague apenas R$ 800,00, a diferença de R$ 200,00 será considerada um valor incorreto. Em casos assim, a mãe pode entrar com uma ação judicial para cobrar o valor faltante.

O que acontece se o pai não paga o valor correto da pensão?

Quando o pai não paga o valor correto da pensão, ele está descumprindo a decisão judicial. Isso pode gerar uma série de consequências jurídicas. 

O primeiro passo é o responsável legal (geralmente a mãe) acionar a justiça para cobrar a diferença, por meio de uma ação de execução de alimentos. 

Além disso, o pai poderá ser penalizado com juros e correção monetária sobre o valor não pago. Se o não pagamento persistir, pode haver medidas mais severas, como o bloqueio de contas bancárias ou até prisão civil.

O mais importante é que o valor da pensão alimentícia não pode ser alterado unilateralmente. Qualquer mudança, seja para mais ou para menos, deve ser devidamente autorizada pela justiça.

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O pai não pagar o valor correto da pensão pode gerar prisão civil?

Sim, o não pagamento do valor correto da pensão pode gerar prisão civil. No entanto, é importante destacar que essa prisão não é uma punição penal, mas uma medida coercitiva para garantir que a pensão seja paga. 

A prisão é prevista no artigo 528 do Código de Processo Civil (CPC), que permite ao juiz determinar a prisão do devedor por até 3 meses caso o pagamento da pensão alimentícia não seja regularizado.

Essa medida busca forçar o devedor a pagar o valor estabelecido, evitando que o responsável pelo pagamento continue a descumprir a obrigação. 

Por exemplo, se o pai não pagar as pensões devidas por meses, o juiz pode determinar a prisão, mas antes disso, serão feitas tentativas de penhorar bens ou bloquear contas bancárias.

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O pai não pagar o valor correto da pensão pode gerar prisão civil?

Como cobrar na Justiça que o pai pague o valor correto da pensão?

Para cobrar judicialmente o valor correto da pensão alimentícia, o responsável legal deve entrar com uma ação de execução de alimentos

Nesse tipo de processo, o juiz determina a cobrança dos valores devidos, podendo até determinar o bloqueio de contas bancárias, penhora de bens ou outras medidas. 

Caso o devedor se recuse a pagar, ele pode ser condenado a cumprir pena de prisão civil por não cumprir a ordem judicial.

As ações de execução são muito eficazes, pois, ao contrário de um simples pedido de revisão, elas cobram diretamente a dívida e forçam o devedor a quitar o valor devido. 

A execução pode ser feita retroativamente, cobrando todas as parcelas em atraso com juros e correção monetária.

FAQ sobre o pai não pagar o valor correto da pensão

Se o pai pagar menos por meses, posso cobrar tudo de uma vez?

Sim, você pode cobrar a diferença de uma vez, inclusive com juros e correção monetária

Isso ocorre porque a execução de alimentos permite que todos os valores devidos sejam cobrados, independente do número de meses em que houve o pagamento incorreto.

Por exemplo, se o pai pagou R$ 500,00 em vez de R$ 1.000,00 durante três meses, você pode cobrar os R$ 500,00 por mês, com juros e correção, de uma vez.

Um acordo verbal de redução de pensão tem validade jurídica?

Não, acordos verbais sobre a redução da pensão alimentícia não têm validade jurídica. Para que o valor da pensão seja alterado, é necessário que haja uma decisão judicial formal. 

Isso porque a pensão alimentícia é uma obrigação legal e qualquer mudança no valor deve ser devidamente autorizada pelo juiz.

Como provar que o pai não paga o valor correto da pensão?

Para provar que o pai não paga o valor correto da pensão, é importante reunir documentos como:

Comprovantes de pagamento: Extratos bancários, recibos ou transferências;

Mensagens que mostrem que o valor pago está abaixo do que foi determinado pelo juiz;

Testemunhas que possam confirmar o não pagamento do valor acordado.

Esses documentos serão essenciais para o processo judicial de execução de alimentos, ajudando a comprovar a diferença entre o que foi pago e o que realmente deveria ser pago.

Se você está passando por uma situação como essa, buscar orientação jurídica é fundamental para garantir que seus direitos sejam respeitados. Um advogado especializado pode ajudá-lo a entrar com a ação judicial adequada e a garantir que o valor da pensão alimentícia seja pago corretamente, evitando complicações futuras.

Esse tema se aplica ao que você está vivendo?

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Em caso de dúvidas, busque assistência jurídica especializada!

O não pagamento ou atraso na pensão alimentícia pode gerar consequências graves, inclusive prisão civil, mas cada caso precisa ser analisado considerando valores, prazos e provas de pagamento.

Ter acompanhamento jurídico garante que suas medidas sejam tomadas corretamente.

O advogado familiarista Dr. Luiz Vasconcelos Jr., cogestor do VLV Advogados, orienta famílias em ações de execução de alimentos, garantindo que direitos do dependente sejam protegidos e que o processo siga todas as regras legais

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Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do VLV Advogados

Direito Civil | Direito de Família | Direito Criminal | Direito Previdenciário | Direito Trabalhista | Direito Bancário

Autor

  • luiz azul

    •Advogado familiarista, cogestor do VLV Advogados
    Membro Associado do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM)
    Capacitação pela AASP em questões de direito civil, especialmente direito das famílias/sucessões e pela PUC/RJ em alienação parental e perícias psicológicas

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